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FLORES  É com tristeza que observamos que certos hábitos antigos, de grande beleza e simbolismo, hoje em dia estão em extinção. A Linguagem das Flores, por exemplo, é uma delas. As pessoas hoje em dia parecem conhecer apenas o simbolismo das rosas e dos cravos, esquecendo-se de todo o resto.  A educação moderna não se preocupa mais com esse tipo de coisa, considerada ultrapassada por muitos. Quando há necessidade de um toque de romantismo ou de elegância, porém, as pessoas se ressentem de não ter mais esse tipo de cultura.  Muitas coisas das Linguagem das Flores não foram impostas nem descobertas, mas surgiram, normalmente envoltas em lendas e mitos de rara beleza, que, hoje em dia, estão totalmente relegados ao esquecimento.    Constituindo um ramo delicado e belo das Simpatias Ciganas, as Simpatias com as Flores, que se utiliza dessa Linguagem, prestam-se não apenas a reviver essa tradição como também a disseminar conhecimentos que precisam ser preservados.  Nas coisas no amor, principalmente, e do relacionamento mais sincero entre as pessoas, com toda certeza essas simpatias terão grande emprego. No conhecimento da linguagem e das lendas, seguramente estaremos levando um pouco dessa cultura em extinção.     PARA PROVAR O AMOR Quem ama está constantemente necessitando e exigindo da pessoa amada a confirmação do seu amor também. Parte é por insegurança, parte é por necessidade de receber atenção e carinho. Entre os ciganos, quando alguém quer manifestar isso, pedindo que a pessoa amada jamais deixe de pensar nela, costuma mandar um buquê com sete miosótis azuis.      Na Linguagem das Flores, isso significa um pedido nunca ser esquecido(a).      Observação: o uso dessa flor com esse significado surgiu com uma lenda muito antiga, entre os ciganos alemães. Conta essa lenda que um casal de apaixonados passeava à beira do rio Danúbio.     A moça percebeu, então, uma flor azul, da cor do céu, que boiava na superfície, achando-a muito bonita. O cigano imediatamente se dispôs a apanhá-la para a amada, mas caiu e foi arrastado pelas águas, sem que ela pudesse audá-lo.  Desesperado, ele ainda alcançou a flor e jogou-a para a margem, onde estava a sua amada. Pediu a ela que não o esquecesse e desapareceu para sempre nas águas.      PARA AGRADECER PELA FELICIDADE     Poucas flores possuem tantos significados como a do alecrim, com seu azul repousante e místico, que vale por uma oração, tamanha a sua beleza singela e significativa.      Ao invés de mandar rosas vermelhas declarando um amor ardente, os jovens ciganos apaixonados mandavam buquês de flores de alecrim. Na Linguagem das Flores, isso significa um agradecimento pela felicidade que o amor que lhe é dedicado proporciona.       Observação: segundo uma lenda cigana, essa planta tão significativa teve uma origem milagrosa, surgindo na estrebaria, onde Jesus nasceu. Diariamente, após banhar o sagrado corpo de Jesus Cristo, Nossa Senhora atirava a água sempre no mesmo lugar e ali brotou uma planta nova, com um perfume intenso e agradável.      Após a morte de Cristo, quando ele foi levado ao sepulcro, seu corpo foi perfumado com a mais fina essência de alecrim e uma coroa de suas flores foi posta em sua cabeça, tecida por Maria Madalena.     PARA PROTEÇÃO     Quando a pessoa amada viaja, a cigana deseja a ele toda a sorte e todo o sucesso na sua viagem, bem como seu breve regresso. Para isso, costuma pôr na janela uma simpatia, usando, para isso, um vaso de flores que cultiva especialmente para isso, conforme descrito numa das Simpatias para Viagem, nos capítulos iniciais.  Uma das flores mais usadas para isso é a malva, tanto a de flores brancas quanto a de flores violetas, que faz com que a viagem seja protegida e tenha bom termo.       Observação: conta uma lenda cigana que uma caravana chegou a uma terra desconhecida e se estabeleceu ali provisoriamente.      Um cigano se encontrava em viagem, como se podia ver pelo vaso de malvas posto numa das janelas de seu carroção. Alguns gadjos apareceram a sua procuram, dando a certeza de que queriam encontrá-lo para matá-lo, porque se julgavam ludibriados em um negócio. Para avisá-lo do perigo que corria, sua esposa não hesitou em espalhar pelo caminho flores e folhas de malva.     Retornando da viagem, o cigano imediatamente percebeu que algo estava errado, porque aquela planta somente era cultivada por sua esposa e naquele país não havia malvas. Tomando as devidas cautelas, escapou da emboscada.      PARA CONQUISTAR UMA MULHER Uma das reações mais comuns das mulheres, diante dos primeiros avanços de um conquistador, sempre foi o de demonstrar certo desprezo e certo orgulho.      Para um cigano, conhecedor da Linguagem das Mulheres e da natureza feminina, essa era uma reação esperada, que não o desestimulava, mas significava um incentivo para insistir em sua missão.      As primeiras resistências eram quebradas quando ele mandava buquês de camélias brancas e rosas. Se não eram devolvidas, era sinal que o orgulho e o desprezo eram parte do charme da mulher.      Se eram devolvidas, ele não desistia da mesma forma e buscava novas formas de chegar ao coração daquela mulher.       Observação: as camélias já eram conhecidas dos ciganos, desde sua passagem pelos países da Ásia. Algumas mudas eram cultivadas por mulheres ciganas e usadas para simpatias, quando seus maridos ou amados viajavam.  Por volta da metade do século XVIII, uma muda foi plantada na Itália, no Jardim de Caserta e se transformou na mais famosa cameleira de todos os tempos. Viveu 153 anos e chegou até à altura de 8 metros.     PARA DECLARAR O AMOR     Já dissemos antes que, atualmente, as pessoas reconhecem apenas as rosas vermelhas, como símbolos para uma declaração de amor. Para os ciganos, no entanto, muitas outras flores têm o mesmo significado e uma delas é a tulipa, que não é facilmente cultivada nem encontrada no Brasil.      Mesmo assim, já podem ser encontradas mudas aclimatadas que, com certeza, logo estarão popularizadas, desde que as pessoas saibam que elas representam uma das mais belas e significativas declarações de amor.  Para isso, devem ser remetidas em buquês de cores variadas ou naquela preferida pela pessoa amada.      Observação: a tulipa está intimamente associada à Holanda, onde é considerada a flor nacional. O que muita gente não sabe, no entanto, é que essa flor de rara beleza é originária da Turquia e foi levada para a Europa por volta do século XVI.  Foi na Holanda, no entanto, onde se aclimatou total e perfeitamente. Para se ter uma idéia da beleza dessa flor, basta lembrar que já foram catalogadas aproximadamente 2.000 variedades, nas mais variadas e inesperadas cores.      PARA PREPARAR O TERRENO     Obviamente os tempos eram outros e a conquista tinha um significado todo especial, pois os encontros eram muito difíceis e para um homem ficar a sós com uma mulher era preciso muita arte e muita conversa para convencê-la e, ao mesmo tempo, livrar-se dos vigias.     Uma das maneiras mais galantes de um homem sinalizar a uma mulher que estava interessado nela, que seus sentimentos eram sinceros e que ele iria iniciar o jogo da conquista era mandar para ela um solitário lírio branco.       Observação: conta uma lenda cigana que uma princesa era muito desejada por todos os jovens da sua tribo e das tribos vizinhas. Todos eles mandavam enormes buquês de rosas, tulipas, malvas, hortênsias e outras flores, na esperança de conquistar seu coração.     A princesa, no entanto, vivia suspirando por um tipo diferente de amado, que parecia existir apenas em sua cabeça e em seu coração. Um dia, porém, ela recebeu um solitário lírio branco. Curiosa, desejou saber quem era o jovem que era tão diferente dos outros.      Assim ela o conheceu e se apaixonou, pois ele havia conseguido despertar a sua atenção pela originalidade.      PARA ELOGIAR UMA MULHER     Hoje em dia é muito fácil qualquer homem se aproximar de uma mulher e lhe fazer umelogio. É até uma maneira galante de iniciar uma conversa e até um romance, pois as relações são mais livres.     Antigamente, isso não era possível. As donzelas eram extremamente vigiadas e qualquer tentativa de aproximação podia resultar em severas represálias.      Os enamorados viviam, então, procurando uma forma de se comunicar e a Linguagem das Flores se desenvolveu em cima disso. Para dizer a uma mulher que ela era encantadora, adorável, bela, desejada e amada, bastava mandar para ela um buquê de margaridas rainhas azuis ou amarelas.      Se ela em troca mandasse uma solitária margarida rainha rosa ou violeta, significava sua aprovação para a continuação da corte.       Observação: conta uma lenda que um casal de ciganos havia se apaixonado, mas apenas podiam se comunicar em rápidos olhares, já que ambos estavam prometidos para outras pessoas, em casamentos já arranjados por seus pais.       Não tendo como conversar pessoalmente, ele mandou para ela uma margarida azul, que significava o quanto ele a achava bonita. Ela devolveu uma margarida cor-de-rosa, que significava que ela acreditava na sinceridade dele.      Ele mandou uma violeta amarela, significando o quanto ele a amava. Ela devolveu uma margarida violeta, dizendo que estava disposta a seguí-lo para onde ele quisesse levá-la.  Naquela mesma noite os dois fugiram. Os pais de ambos procuraram em toda parte, mas o casal de jovens simplesmente sumiu, transformando-se em lenda.      PARA MANTER O AMOR EM SEGREDO     Aqui no Brasil as pessoas têm uma predileção toda especial pelas pequenas violetas, usadas para enfeitar ambientes, desde residências até austeros escritórios. Em toda parte elas ficam bem pela elegância e pele beleza de suas flores.      Na tradição cigana, a violeta era usada para manter o amor em segredo. Se um cigano se declarava a uma cigana e lhe entregava uma violeta, era sinal de que ele não podia assumir de imediato o relacionamento, mas que o faria em breve.      Se ela aceitava a flor, dava seu sim. Se a devolvia, significava que recusava aquele amor.      Observação: quando uma cigana ganhava uma violeta e ficava com ela, trata de escondê-la como o mais precioso de seus segredos, pois tê-la consigo era uma declaração de seu envolvimento com um homem comprometido ou impedido de assumi-la por algum motivo.