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Medicina Indígena: da Magia à Cura Medicina   nativa   é   um   termo   genérico   que   engloba   as   crenças   e   práticas   curativas   de   todos   os   povos   indígenas.   Sua   abordagem   terapêutica   combina   fitoterapia, espiritualidade e magia no tratamento de uma ampla gama de doenças físicas e emocionais desde o resfriado comum à depressão   De   maneira   geral,   entre   os   índios,   nas   mais   diversas   aldeias,   o   tratamento   e   a   cura   de   doenças   é   feita   pelos   pajés,   através   de   práticas   mágicas.   Segundo   a crença   dos   indígenas,   esses   poderes   podem   ser   usados   para   curar   doenças   como   também   para   provocá-las,   razão   pela   qual   é   comum   atribuir   a   origem   de doenças aos feitiços. Hoje,   a   medicina   indígena   é   usada   como   uma   fonte   primária   de   cuidados   de   saúde   ou   como   tratamento   paliativo   à   medicina   convencional.   O   seu   processo   de cura é parte de um sistema rico e complexo de crenças, rituais e práticas, e que o uso de qualquer parte desse sistema fora do contexto tornaria ineficaz. Os   processos   de   cura   variam   entre   os   grupos   indígenas.   Os   Xamãs,   por   exemplo,   são   uma   categoria   especial   de   médico-pajé,   que   podem   entrar   em   êxtase. Nesse estado, segundo os índios, a alma vai para longe do corpo, percorrendo lugares distantes ou encarnando um espírito estranho. Dentre   os   índios,   o   Xamã   é   o   líder   espiritual,   o   intermediário   entre   os   homens   e   os   espíritos,   que,   durante   rituais   de   cura   cheira   um   pó   alucinógeno   que,   acreditam, "abre" a floresta para os "Xapori", entidades que auxiliam os Xamãs nos rituais de cura. Os   indígenas   acreditam   que   todas   as   coisas   na   natureza   estão   conectadas.   Eles   também   acreditam   que   cada   ser   humano   e   cada   objeto   tem   uma   presença correspondente   no   mundo   espiritual   e   que   os   espíritos   podem   promover   a   saúde   ou   causar   a   doença.   Normalmente,   um   curandeiro   é   usado   como   intermediário para   o   mundo   espiritual.   Às   vezes,   o   curador   também   prescreve   remédios   de   ervas   para   aliviar   os   sintomas   de   uma   doença.   Rituais   de   purificação   podem   ser utilizados   para   limpar   o   corpo.   Outros   rituais   e   cerimônias      como   "canto",   oferecem   oportunidades   não   só   para   a   melhoria   espiritual,   mas   também   para   a contemplação,   crescimento   pessoal,   e   fortalecimento   dos   laços   com   a   comunidade.   O   tratamento   também   depende   da   comunidade   se   unir   para   ajudar   o   indivíduo doente,   e   muitas   cerimônias   de   cura   são   realizadas   em   grupos,   com   os   pacientes   muitas   vezes   cercados   a   rezar   ou   cantar   com   os   membros   da   família   e   amigos. Isto contrasta com o um-em-um. Para   que   se   entenda   mais   de   medicina   indígena,   é   preciso   mergulhar   um   pouco   em   seus   mitos   e   rituais,   uma   vez   que   toda   a   sua   cultura   influencia   sua   saúde   e   a forma como lidam com seus corpos. Antes   mesmo   da   chegada   dos   espanhóis,   os   índios   já   operavam   catarata.   Outras   enfermidades   graves   eram   curadas   com   recursos   mágicos.   A   medicina   dos indígenas é um milagre, uma magia. Atualmente,   a   medicina   indígena   é   um   recurso   para   a   cura   de   enfermidades   graves,   quando   foram   esgotados   os   recursos   científicos,   porque   lida,   principalmente, com   a   fé.   As   ervas   usadas   pelos   pajés   e   xamãs,   vêm   sendo   objeto   de   pesquisa   científica   e   que   já   compõem   vários   dos   remédios   que   vamos   procurar   em farmácias. As   causas   diferentes   da   doença   são   sempre   consideradas,   incluindo   ações   passadas   de   uma   pessoa,   seu   estado   de   espírito   e   emoções,   e   se   eles   estão   dentro ou fora da sintonia com o mundo espiritual.   Se você tiver sintomas médicos ou uma condição médica existente, você deve consultar o seu médico de cuidados primários antes de ver um curandeiro.   O    curandeiro    (cujos    poderes    podem    ser    herdados    de    ancestrais,    transmitidos    de    outro    curador,    ou    desenvolvidos    por    meio    de    treinamento    e    iniciação) provavelmente   vai   levar   o   seu   histórico   médico,   lhe   vai   perguntar   sobre   seus   sintomas,   discutir   as   possíveis   causas   de   sua   doença,   e   observar   seus   sinais   não- verbais, incluindo postura, respiração, e tom de voz.     Os      povos   indígenas   já   conheciam   mais   de   duas   mil   plantas   medicinais   e   eram   capazes   de   realizar   operações   e   cuidar   de   fraturas   ósseas. Tinham,   ainda,   técnicas mais avançadas de obstetrícia do que as da Europa.   As   ervas   e   a   fitoterapia   (medicamentos   preparados   a   base   de   plantas,   através   de   chás,   infusões)   são   recursos   muito   utilizados   pela   população   local   e   pelos índios. Como exemplos desses produtos, pode-se citar:   Pó    de    Guaraná,    usado    como    tônico    estomáquico,    estimulante,    contra    distúrbios    gastro-intestinais,    diarréias.    Ativa    as    Funções    cerebrais    e    combate    a arteriosclerose, as nevralgias e as enxaquecas, detém as hemorragias atua como calmante para o coração. Óleo de Copaíba, utilizado por suas propriedades medicinais, no combate aos catarros vesicais e pulmonares, desinterias, bronquites. Óleo de Andiroba, potente cicatrizante, anti-inflamatório. Casca de Açoita Cavalo, contém óleos essenciais que atuam frente as disenterias, hemorragias, artrite, reumatismo, tumores, colesterol e Hipertensão. Catuaba, tônico energético usado no tratamento de cansaço físico e sexual, insônia, nervosismo, falta de memória. Possui, ainda, propriedades anti-sifilíticas. Semente de Sucupira, energético, anti-sifilítico, contém alcalóides empregados no tratamento de febres, reumatismo, artrite, inflamações, dermatoses. Casca de Barmitão, potente anti-hemorrágico, anti-inflamatório. Casca de Murapuama, tônico neuro-muscular, afrodisíaco, utilizado contra fraquezas, gripes, impotência, reumatismocrônico, etc. Saracura-mirá, energético, usado no tratamento de cansaço físico, sexual, insônia, nervosismo, falta de memória. Casca de Assacu, usado no combate às inflamações em geral, ulcerações, tumores. Semente de Cumaru, propriedades medicinais que atuam reconstituindo as forcas orgânicas debilitadas, como tônico cardíaco. Casca   de   Caroba,   contém   uma   resina   denominada   "Carobona",   além   de   seu   princípio   ativo,   o   alcalóide   "Carobina".   É   diaforéticas   (Cascas)   e   anti   Sifilíticas (Folhas), debela feridas e elimina inflamações da garganta, afecções da pele, coriza, blenorragia, dores reumáticas e musculares, cálculos da bexiga. Casca de Moruré, alivia as dores reumáticas, artríticas e da coluna verbal, estimulante do sistema nervoso e muscular. Amêndoa   do   Açaizeiro,   fornece   um   óleo   verde-escuro   bastante   utilizado   na   medicina   caseira,   principalmente   como   anti-diarréico.   O   seu   suco,   de   sabor   exótico, possui grande valor nutritivo e contém altas concentrações de ferro, sendo bastante usado no combate à anemia.   Além   de   todos   os   produtos   acima   citados,   a   região   norte   do   Brasil   apresenta,   ainda,   outros   derivados   de   plantas,   como   o   Daime.   De   origem   indígena,   apresenta propriedades   calmantes.   O   Daime   dá   origem   a   uma   seita   chamada   de   "Santo   Daime".   O   chá   é   chamado Ayuwasca,   obtido   da   mistura   do   cipó   jagube   e   da   folhas da   planta   chacrona.   Há   várias   comunidades   na Amazônia   que   cultuam   o   Santo   Daime,   reverenciando   a   mata,   a   floresta,   Deus   e   a   alegria. As   letras   de   seus   hinos têm inspiração ecológica. Das   10   ervas   mais   vendidas,   sete   delas   têm   sido   usadas   ​​há   séculos   por   curandeiros. As   ervas   prescritas   variam   de   tribo   para   tribo   e   dependem   da   doença   e   de como as ervas estão disponíveis em uma determinada área. Existem   ainda,   os   rituais   de   cura   e   cerimônias   simbólicas.Estas   cerimônias   variam,   dependendo   da   tribo.   Por   exemplo,   a   Lakota   e   Dineh   (Navajo)   usa   a   roda   da medicina,   o   arco   sagrado,   e   o   "cantar",   que   é   uma   cerimônia   de   cura   em   comunidade   que   dura   de   dois   a   nove   dias   e   é   guiado   por   um   especialista   altamente qualificado chamado de cantor.         As   atuais   crenças   do   sistema   de   saúde   dos   Índios   Plains   reflete   uma   mistura   de   tradições   indígenas   e   práticas   médicas   modernas.   Tradições   e   ritos,   além   de conhecimentos da medicina das ervas estão presentes. No estado americano de South Dakota, há o Hospital Traig Ht Clinic que é de medicina indígena. Há   círculos   de   medicina,   onde   os   mais   velhos   transmitem   experiências   e   conhecimentos   aos   mais   jovens.   Usa-se   um   cachimbo   e   há   inscrições   como:   "Tabaco. Ele nunca 'significou' para ser abusado".