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O QUE SÃO OS ORIXÁS NO CANDOMBLÉ DE ANGOLA A   palavra   ORIXÁ   é   de   origem   Yorúba,   dialeto   usado   nos   candomblés   de   Kêto,   e,   não   BANTU,   dialeto   usado   nos candomblés de Angola. Seu   significado:   ORI=   CABEÇA   –   XÁ   =   GUARDIÃO   OU AQUELE   QUE   GUARDA   assim   a   palavra   orixá,   significa anjo da guarda, ou ainda: ORI= CABEÇA – XÁ = DONO, ou seja: DONO DA CABEÇA. Para   os   africanos   a   concepção   de   “anjo   da   guarda”,   não   era   a   mesma   que   conhecemos   hoje,   através   do cristianismo,   mesmo   porque   esta   forma   de   culto   existe   a   aproximadamente   8.000   antes   de   Cristo,   e   há   estudos que   tentam   provar   uma   existência   ainda   mais   antiga.   Para   eles,   os   denominados   “anjo   da   guarda”,   na   verdade eram   seus   antepassados,   que   após   se   transladarem   para   o   ORÚM   (Céu),   passavam   a   fazer   parte   da   energia   de seu   Orixá.   Transformando-se   assim   em   um,   e   voltando   à   terra   para   ajudar   seus   descendentes   a   seguirem   sua jornada em busca de um aperfeiçoamento. A   palavra   ORIXÁ   é   de   origem   Yorúba,   dialeto   usado   nos   candomblés   de   Kêto,   e,   não   BANTU,   dialeto   usado   nos   candomblés   de Angola.  A palavra ORIXÁ é de origem Yorúba, dialeto usado nos candomblés de Kêto, e, não BANTU, dialeto usado nos candomblés de Angola. Seu significado: ORI= CABEÇA – XÁ = GUARDIÃO OU AQUELE QUE GUARDA assim a palavra orixá, significa anjo da guarda, ou ainda: ORI= CABEÇA – XÁ = DONO, ou seja: DONO DA CABEÇA Para   os   africanos   a   concepção   de   “anjo   da   guarda”,   não   era   a   mesma   que   conhecemos   hoje,   através   do   cristianismo,   mesmo   porque esta   forma   de   culto   existe   a   aproximadamente   8.000   antes   de   Cristo,   e   há   estudos   que   tentam   provar   uma   existência   ainda   mais antiga.   Para   eles,   os   denominados   “anjo   da   guarda”,   na   verdade   eram   seus   antepassados,   que   após   se   transladarem   para   o   ORÚM (Céu),   passavam   a   fazer   parte   da   energia   de   seu   Orixá.   Transformando-se   assim   em   um,   e   voltando   à   terra   para   ajudar   seus descendentes a seguirem sua jornada em busca de um aperfeiçoamento DENTRO da nação Angola, não cultuamos Orixá, mas sim INKISIS, como eram chamados por nossos antepassados Angolanos. Os Inkisis eram antepassados, que ao deixarem a terra, voltavam a integrar a energia original. Assim transformando-se em GÊNIOS, que é o significado mais aproximado da palavra. Esses   Inkisis   não   eram   cultuados   em   conventos   (templos),   uma   vez   que   os   Angolanos   eram   semi-nômades,   assim   prestavam reverência    aos    seus    INKISIS    em    árvores.    Com    sua    vinda    para    o    Brasil,    foi    que    começaram    a    ter    seus    cultos    em    templos, posteriormente   chamados   BARRACÕES,   assim   denominados,   devido   ao   nome   dado   à   construções   utilizadas   na   África,   para   guardar os escravos capturados. Ainda   nos   dias   de   hoje   encontramos   SACERDOTES   que   aprenderam   a   identificar   esta   ou   aquela   árvore   na   qual   reside   um   INKISI,   mas muito    poucos    herdaram    este    conhecimento,    porque    a    condição    para    termos    os    conhecimentos    completos    do    culto,    está    na dependência   ÚNICA   e   EXCLUSIVA,   de   termos   somente   um   sacerdote/   sacerdotisa   em   nossa   vida,   mostrando   assim   a   fidelidade   não só   à   quem   nos   iniciou,   como   também   e   principalmente   aos   nossos   SANTOS   de   cabeça. Ao   entregarmos   nossa   cabeça   a   outra   pessoa, ou   nos   deixarmos   levar   pela   vã   ilusão   de   que   alguém   sabe   muito,   tão   somente   por   usar   um   dialeto   diferente,   corremos   o   risco   de aprendermos   as   coisas   de   forma   deturpada,   e   assim   perdermos   tudo   o   que   nosso   zelador   teria   a   nos   ensinar.   O   que   nos   trará   sérias consequências   no   futuro,   pois   não   saberemos   a   forma   correta   de   agir   em   determinadas   situações.   Mas   se   nosso   pai   ou   mãe   nos liberou,   nos   deu   sua   benção   ao   sairmos   de   sua   casa,   devemos   escolher   bem   quem   nos   guiará   daí   para   a   frente,   pois   que   sempre estaremos esbarrando com pessoas que se dizem saber muito mas, na realidade… Assim   se   faz   o   candomblé   de   Angola:   como   qualquer   outro,   seja   Kêto,   Jêje,   o   importante   é   sermos   fiel   à   nosso   sacerdote   ou sacerdotisa,   aos   nossos   Orixás,   para   que   possamos   assim,   termos   um   aprendizado   completo,   no   qual   tenhamos   uma   verdadeira estrutura   para   ajudarmos   àqueles   que   dependerem   de   nossa   intervenção   para   o   favor   que   solicitam   aos   nossos   antepassados,   seres tão   evoluídos,   mas   também   tão   humildes   que   não   nos   negam   seu   retorno   aqui,   para   nos   auxiliarem   com   toda   sua   experiência   adquirida em sua larga jornada material e espiritual. A ORIGEM DO CANDOMBLÉ DO BRASIL O   candomblé   como   conhecemos,   apesar   de   ter   seus   fundamentos   nos   Orixás,   Inkisis   e   Voduns   da   África,   como   religião,   só   existe   no Brasil.   Na   África   sempre   existiu   e   existem   os   cultos   à   DIVINDADES,   sem   a   concepção   religiosa   que   temos   aqui,   e   sem   a   miscelânea cultural dos povos que para cá vieram como escravos, sem a qual JAMAIS teria se formado essa grandiosa religião. Esses   povos   quando   aqui   chegaram,   foram   submetidos   como   sabemos,   à   todo   tipo   de   degradação   e   humilhação   que   as   mentes doentias   da   época   julgavam   certas.   Assim,   com   sua   condição   humilhante,   eles   passaram   a   se   conhecer   melhor,   trocaram   idéias   e conhecimentos,   assimilaram   um,   os   conhecimentos   do   outro,   e   isto   sem   contar   com   as   crenças   indígenas,   que   eles   de   forma   alguma desacreditaram.   Essas   formas   poderiam   até   serem   diferentes,   das   suas,   poderiam   eles   acharem-na   mentirosa,   mas,   como   negar   essas divindades   que   aqui   já   viviam   antes   de   sua   chegada?   Então   eles   os   africanos,   no   meio   desta   troca   de   seus   conhecimentos   tribais, nacionais,    foram    introduzindo    “pequenas”    oferendas    às    divindades    indígenas    e    assim    foi    se    formando    ao    longo    dos    anos    o CANDOMBLÉ   que   conhecemos   hoje.   Segundo   acreditam   muitos,   foi   assim   que   surgiu   o   culto   aos   caboclos   dentro   de   candomblé, sendo   conhecidos   como:   mensageiros   dos   orixás.   Hoje   em   dia   é   comum   vermos   esses   caboclos   manifestados   em   festas   próprias, entoando suas cantigas e ajudando a quem, precise. A   palavra   CANDOMBLÉ,   é   de   origem   BANTU   e   não   YORÚBA   como   acreditam   alguns,   e   seu   significado   no   Brasil:   Instrumento   de percussão   e/ou   lugar   de   danças   de   negros   e,   por   extensão,   lugar   de   terra   batida   por   pés   ou   ainda   terreiro,   onde   praticavam   seus   cultos religiosos. Como   podemos   ver   o   candomblé,   é   uma   religião   Brasileira,   formada   originalmente   pelos   africanos,   e   nada   tendo   a   ver   com   os   santos católicos   como   querem   e   acreditam   muitos.   Este   sincretismo   surgiu   apenas   como   meio   de   negro,   enganar   a   sociedade   da   época,   e praticar   assim   sua   religião   sem   maiores   perseguições.   E   se   não   fossem   esses   conhecimentos   trocados   entre   si,   onde   uma   tribo introduziu   “Deuses”   da   outra   em   seus   cultos,   JAMAIS,   voltamos   a   repetir,   existiria   esta   religião   que   conhecemos   hoje,   e   com   certeza,   é a   de   maior   adeptos   no   Brasil,   mas   uma   grande   parte   de   seus   seguidores   têm   VERGONHA   ou   medo   de   serem   DISCRIMINADOS   e,   se confessam assim praticantes do cristianismo. Dando verdadeiro significado à palavra HIPOCRISIA. Temos   que   acabar   com   essa   perseguição   que   sofremos.   Temos   que   exterminar   o   preconceito,   não   com   brigas,   guerras,   mas   com   a justiça! Afinal e os direitos humanos, onde ficam? OFERENDA A palavra bori se traduz como: Dar Comida à cabeça. Bo = comer, Ori = cabeça.   Esta   é   uma   obrigação   à   qual   podem   receber   toas   às   pessoas,   iniciadas   ou   não.   Dependendo   da   situação   e   do   que   solicita   o orixá de cada um. Esta   obrigação   Constitui-se   basicamente   de   recarregar   as   energias   da   pessoa   fazendo   com   que   toda   a   carga   negativa   existente   em sua   áurea   seja   substituída   por   uma   positiva.   Dependendo   de   cada   situação,   podem   ocorrer   formas   variadas   de   bori   e   de   sacrifício   de aves   para   o   Orixá.   Em   nosso   dia   a   dia,   convivemos   com   situações   várias,   e   que   nos   colocam   em   contato   com   energias   que   na   maioria das vezes em nada são benéficas. Com   os   iniciados   na   religião   esta   obrigação   é   realizada   uma   vez   por   ano,   ocasião   que   o   iawô,   recolhe-se   por   um   período   de   12   horas, se   não   for   obrigação   de   feitura,   podendo   chegar   até   mesmo   há   três   dias.   Neste   caso   o   bori   unifica-se   com   a   obrigação   de   seu   tempo de   feitura.   Estas   obrigações   são   de:   01,   03,   07,14   e   21   anos   após   sua   iniciação.   Antes   do   recolhimento,   a   pessoa   passa   por   uma sessão   de   limpeza   (ebó   ou   sacudimento),   destinada   a   retirar   as   forças   inferiores   que   possam   estar   junto   dele,   e   neste   recolhimento,   se oferece,   vários   tipos   de   comidas,   desde   o   feijão   preto   e   o   inhame   cará   de   Ogum   até   o   ebô   (canjica   branca)   de   Oxalá.   Nesta   ocasião   o sacerdote   sacrifica   aves   pré-determinadas   pelo   Orixá   da   pessoa,   a   fim   de   que   esta   possa   ter   mais   um   ano   de   vida,   alegria,   saúde   e conquistas   em   sua   vida.   Em   caso   de   obrigação   grande   são   oferecidos   os   chamados   bichos   de   quatro   pés,   e   estes   variam   de   acordo com a qualidade e a solicitação de cada Orixá. Para   os   que   não   são   iniciados,   esta   obrigação   varia   muito,   dado   que   cada   pessoa   tem   um   problema   e   assim   sendo   a   solução   do mesmo   difere.   Temos   o   bori   de   misericórdia,   no   qual   são   oferecidos   apenas   comidas   brancas   para   Oxalá   e   Yemanjá,   e   os   sacrifícios, constituídos apenas de aves destes santos. Os   antigos   africanos   acreditavam   na   força   dos   elementos   da   natureza,   tanto   como   parte   ativa   da   nossa   existência,   como   para   nos reabastecer   de   forças   positivas   que   se   bem   direcionadas,   vão   nos   levar   ao   alcance   de   muitas   vitórias   na   vida   terrena.   Um   dessas forças   era   a   comida.   Acreditava-se   que   os   ancestrais   ao   se   transladarem   para   o   Orúm   (céu),   levariam   consigo   as   experiências adquiridas na terra, e em um futuro poderiam aqui retornar para nos auxiliarem de forma direta em vários aspectos de nossas vidas. Os   Africanos   possuíam   uma   filosofia   muita   a   quem   das   demais   seitas   e   filosofias   existentes.   Para   eles,   tudo   na   natureza   possui   vida, até   mesmo   as   pedras,   e   como   tais   esses   elementos   são   dignos   de   respeito   e   proteção.   Possuíam   desde   tempos   remotos,   uma concepção   de   proteção   à   natureza   e   esta   foi   passada   de   pai   para   filho,   tanto   que   é   muito   comum   nos   barracões   de   Candomblé, existirem   uma   variedade   de   flora   que   surpreende   a   todos   que   ali   chegam.   As   comidas   oferecidas   em   obrigações   de   santo   são comumente   jogadas   dentro   de   rios   e   lagos   após   serem   suspensas   da   mesa   do   Orixá.   O   fato   de   estas   comidas   serem   ali   despejadas reflete-se    na    preocupação    com    a    continuidade    da    vida.    Sabemos    que    nossos    antepassados    preocupavam-se    com    a    vida    e    a preservação   da   natureza,   assim   ao   despejarem   estes   alimentos   na   água,   era   sua   preocupação   apenas   alimentar   os   peixes   que   ali habitam, garantindo assim a continuidade da vida. Este   fator   também   está   evitando   o   desperdício   de   alimento.   Dentro   da   casa   de   uma   pessoa   iniciada,   é   verdadeiro   tabu   desperdiçar   o alimento,   seja   de   que   forma   for.   Assim,   é   comum   a   divisão   da   comida   de   bori   entre   as   pessoas   que   ali   estão,   afinal   além   de   não desperdiçar,   estariam   todos   participando   daquele   banquete,   ocasião   que   aproveitariam   o   axé   deste   santo.   Nada   se   desperdiça   em   uma roça   de   santo,   até   mesmo   os   resíduos   que   não   servem   para   ser   aproveitado   para   nada,   como   certas   partes   dos   animais,   são enterrados   e   não   jogados   no   lixo,   temos   uma   concepção   de   que   tudo   que   se   oferece   ao   santo   é   sagrado,   e   assim   até   mesmo   as   partes que   de   forma   alguma   servem   para   serem   ingeridas,   poderão   ser   utilizadas   como   adubo   natural   para   a   terra,   assim   ao   enterramos   estas partes,   estaremos   dando   continuidade   ao   que   nos   foi   passado   por   nossos   antepassados:   na   natureza   tudo   se   aproveita,   nada   se desperdiça. Ervas dos Orixás Um   fator   importantíssimo   na   formação   de   um   sacerdote   é   o   conhecimento   das   INSABAS,   (ervas   sagradas),   pois   que   sem   elas,   não podemos   realizar   nada   dentro   do   axé   orixá.   Delas   dependemos   desde   a   realização   de   um   ebó   até   a   feitura   de   um   yawô,   como   até mesmo   no   preparo   de   um   corpo   para   ser   sepultado.   Mas   estas   ervas   são   de   uma   complexidade   muito   grande,   pois   que   umas   servem para   vários   orixás,   outras   tão   somente   para   algumas   qualidades. As   ervas   de   Nanã   e   Omulú,   por   exemplo:   JAMAIS   podem   ser   usadas em   pessoas   de   alguns   santos.   Já   existem   outras   que   apanhadas   de   manhã   bem   cedo,   são   para   um   determinado   fim,   de   tarde   para outros,   e   assim   por   diante. Ainda   existem   aquelas   que   não   podem   ser   utilizadas   em   hipótese   alguma   por   qualquer   que   seja   a   qualidade do orixá dado a serem ervas de egum, exú e assim por diante. Algumas destas ervas proibidas no axé orixá são: Folha de amora por ser erva de egum e não de santo como dizem alguns, Folha de fogo, Folha de canssanção Urtiga Pinhão roxo Folha de carambola Folha de jamelão Folha de corredeira e assim por diante.
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O QUE SÃO OS ORIXÁS NO CANDOMBLÉ DE ANGOLA A    palavra    ORIXÁ    é    de    origem    Yorúba, dialeto   usado   nos   candomblés   de   Kêto, e,     não     BANTU,     dialeto     usado     nos candomblés de Angola. Seu   significado:   ORI=   CABEÇA   –   XÁ   = GUARDIÃO   OU AQUELE   QUE   GUARDA assim   a   palavra   orixá,   significa   anjo   da guarda,   ou   ainda:   ORI=   CABEÇA   –   XÁ   = DONO, ou seja: DONO DA CABEÇA. Para   os   africanos   a   concepção   de   “anjo da     guarda”,     não     era     a     mesma     que conhecemos         hoje,         através         do cristianismo,    mesmo    porque    esta    forma    de    culto    existe    a aproximadamente    8.000    antes    de    Cristo,    e    há    estudos    que tentam   provar   uma   existência   ainda   mais   antiga.   Para   eles,   os denominados     “anjo     da     guarda”,     na     verdade     eram     seus antepassados,   que   após   se   transladarem   para   o   ORÚM   (Céu), passavam      a      fazer      parte      da      energia      de      seu      Orixá. Transformando-se   assim   em   um,   e   voltando   à   terra   para   ajudar seus   descendentes   a   seguirem   sua   jornada   em   busca   de   um aperfeiçoamento. A    palavra    ORIXÁ    é    de    origem    Yorúba,    dialeto    usado    nos candomblés    de    Kêto,    e,    não    BANTU,    dialeto    usado    nos candomblés de Angola.  A palavra ORIXÁ é de origem Yorúba, dialeto usado nos candomblés de Kêto, e, não BANTU, dialeto usado nos candomblés de Angola. Seu significado: ORI= CABEÇA – XÁ = GUARDIÃO OU AQUELE QUE GUARDA assim a palavra orixá, significa anjo da guarda, ou ainda: ORI= CABEÇA – XÁ = DONO, ou seja: DONO DA CABEÇA Para   os   africanos   a   concepção   de   “anjo   da   guarda”,   não   era   a mesma   que   conhecemos   hoje,   através   do   cristianismo,   mesmo porque   esta   forma   de   culto   existe   a   aproximadamente   8.000 antes    de    Cristo,    e    há    estudos    que    tentam    provar    uma existência   ainda   mais   antiga.   Para   eles,   os   denominados   “anjo da   guarda”,   na   verdade   eram   seus   antepassados,   que   após   se transladarem   para   o   ORÚM   (Céu),   passavam   a   fazer   parte   da energia    de    seu    Orixá.    Transformando-se    assim    em    um,    e voltando   à   terra   para   ajudar   seus   descendentes   a   seguirem   sua jornada em busca de um aperfeiçoamento DENTRO da nação Angola, não cultuamos Orixá, mas sim INKISIS, como eram chamados por nossos antepassados Angolanos. Os Inkisis eram antepassados, que ao deixarem a terra, voltavam a integrar a energia original. Assim transformando-se em GÊNIOS, que é o significado mais aproximado da palavra. Esses   Inkisis   não   eram   cultuados   em   conventos   (templos),   uma vez   que   os   Angolanos   eram   semi-nômades,   assim   prestavam reverência   aos   seus   INKISIS   em   árvores.   Com   sua   vinda   para o   Brasil,   foi   que   começaram   a   ter   seus   cultos   em   templos, posteriormente   chamados   BARRACÕES,   assim   denominados, devido   ao   nome   dado   à   construções   utilizadas   na   África,   para guardar os escravos capturados. Ainda    nos    dias    de    hoje    encontramos    SACERDOTES    que aprenderam   a   identificar   esta   ou   aquela   árvore   na   qual   reside um   INKISI,   mas   muito   poucos   herdaram   este   conhecimento, porque   a   condição   para   termos   os   conhecimentos   completos do   culto,   está   na   dependência   ÚNICA   e   EXCLUSIVA,   de   termos somente   um   sacerdote/   sacerdotisa   em   nossa   vida,   mostrando assim   a   fidelidade   não   só   à   quem   nos   iniciou,   como   também   e principalmente      aos      nossos      SANTOS      de      cabeça.      Ao entregarmos   nossa   cabeça   a   outra   pessoa,   ou   nos   deixarmos levar   pela   vã   ilusão   de   que   alguém   sabe   muito,   tão   somente por   usar   um   dialeto   diferente,   corremos   o   risco   de   aprendermos as   coisas   de   forma   deturpada,   e   assim   perdermos   tudo   o   que nosso    zelador    teria    a    nos    ensinar.    O    que    nos    trará    sérias consequências   no   futuro,   pois   não   saberemos   a   forma   correta de   agir   em   determinadas   situações.   Mas   se   nosso   pai   ou   mãe nos   liberou,   nos   deu   sua   benção   ao   sairmos   de   sua   casa, devemos   escolher   bem   quem   nos   guiará   daí   para   a   frente,   pois que   sempre   estaremos   esbarrando   com   pessoas   que   se   dizem saber muito mas, na realidade… Assim   se   faz   o   candomblé   de   Angola:   como   qualquer   outro, seja   Kêto,   Jêje,   o   importante   é   sermos   fiel   à   nosso   sacerdote ou   sacerdotisa,   aos   nossos   Orixás,   para   que   possamos   assim, termos    um    aprendizado    completo,    no    qual    tenhamos    uma verdadeira   estrutura   para   ajudarmos   àqueles   que   dependerem de   nossa   intervenção   para   o   favor   que   solicitam   aos   nossos antepassados,   seres   tão   evoluídos,   mas   também   tão   humildes que   não   nos   negam   seu   retorno   aqui,   para   nos   auxiliarem   com toda   sua   experiência   adquirida   em   sua   larga   jornada   material   e espiritual. A ORIGEM DO CANDOMBLÉ DO BRASIL O     candomblé     como     conhecemos,     apesar     de     ter     seus fundamentos    nos    Orixás,    Inkisis    e    Voduns    da    África,    como religião,   só   existe   no   Brasil.   Na   África   sempre   existiu   e   existem os    cultos    à    DIVINDADES,    sem    a    concepção    religiosa    que temos   aqui,   e   sem   a   miscelânea   cultural   dos   povos   que   para   vieram   como   escravos,   sem   a   qual   JAMAIS   teria   se   formado essa grandiosa religião. Esses   povos   quando   aqui   chegaram,   foram   submetidos   como sabemos,    à    todo    tipo    de    degradação    e    humilhação    que    as mentes   doentias   da   época   julgavam   certas.   Assim,   com   sua condição    humilhante,    eles    passaram    a    se    conhecer    melhor, trocaram     idéias     e     conhecimentos,     assimilaram     um,     os conhecimentos   do   outro,   e   isto   sem   contar   com   as   crenças indígenas,   que   eles   de   forma   alguma   desacreditaram.   Essas formas   poderiam   até   serem   diferentes,   das   suas,   poderiam   eles acharem-na   mentirosa,   mas,   como   negar   essas   divindades   que aqui   já   viviam   antes   de   sua   chegada?   Então   eles   os   africanos, no   meio   desta   troca   de   seus   conhecimentos   tribais,   nacionais, foram     introduzindo     “pequenas”     oferendas     às     divindades indígenas    e    assim    foi    se    formando    ao    longo    dos    anos    o CANDOMBLÉ    que    conhecemos    hoje.    Segundo    acreditam muitos,   foi   assim   que   surgiu   o   culto   aos   caboclos   dentro   de candomblé,   sendo   conhecidos   como:   mensageiros   dos   orixás. Hoje   em   dia   é   comum   vermos   esses   caboclos   manifestados   em festas   próprias,   entoando   suas   cantigas   e   ajudando   a   quem, precise. A   palavra   CANDOMBLÉ,   é   de   origem   BANTU   e   não   YORÚBA como     acreditam     alguns,     e     seu     significado     no     Brasil: Instrumento   de   percussão   e/ou   lugar   de   danças   de   negros   e, por   extensão,   lugar   de   terra   batida   por   pés   ou   ainda   terreiro, onde praticavam seus cultos religiosos. Como   podemos   ver   o   candomblé,   é   uma   religião   Brasileira, formada   originalmente   pelos   africanos,   e   nada   tendo   a   ver   com os    santos    católicos    como    querem    e    acreditam    muitos.    Este sincretismo    surgiu    apenas    como    meio    de    negro,    enganar    a sociedade   da   época,   e   praticar   assim   sua   religião   sem   maiores perseguições.   E   se   não   fossem   esses   conhecimentos   trocados entre   si,   onde   uma   tribo   introduziu   “Deuses”   da   outra   em   seus cultos,   JAMAIS,   voltamos   a   repetir,   existiria   esta   religião   que conhecemos   hoje,   e   com   certeza,   é   a   de   maior   adeptos   no Brasil,    mas    uma    grande    parte    de    seus    seguidores    têm VERGONHA    ou    medo    de    serem    DISCRIMINADOS    e,    se confessam assim praticantes do cristianismo. Dando verdadeiro significado à palavra HIPOCRISIA. Temos   que   acabar   com   essa   perseguição   que   sofremos. Temos que   exterminar   o   preconceito,   não   com   brigas,   guerras,   mas com a justiça! Afinal e os direitos humanos, onde ficam? OFERENDA A   palavra   bori   se   traduz   como:   Dar   Comida   à   cabeça.   Bo   = comer, Ori = cabeça.   Esta   é   uma   obrigação   à   qual   podem   receber   toas   às pessoas,   iniciadas   ou   não.   Dependendo   da   situação   e   do   que solicita o orixá de cada um. Esta    obrigação    Constitui-se    basicamente    de    recarregar    as energias   da   pessoa   fazendo   com   que   toda   a   carga   negativa existente    em    sua    áurea    seja    substituída    por    uma    positiva. Dependendo   de   cada   situação,   podem   ocorrer   formas   variadas de   bori   e   de   sacrifício   de   aves   para   o   Orixá.   Em   nosso   dia   a dia,   convivemos   com   situações   várias,   e   que   nos   colocam   em contato   com   energias   que   na   maioria   das   vezes   em   nada   são benéficas. Com   os   iniciados   na   religião   esta   obrigação   é   realizada   uma vez   por   ano,   ocasião   que   o   iawô,   recolhe-se   por   um   período   de 12   horas,   se   não   for   obrigação   de   feitura,   podendo   chegar   até mesmo    há    três    dias.    Neste    caso    o    bori    unifica-se    com    a obrigação   de   seu   tempo   de   feitura.   Estas   obrigações   são   de: 01,    03,    07,14    e    21    anos    após    sua    iniciação.    Antes    do recolhimento,   a   pessoa   passa   por   uma   sessão   de   limpeza   (ebó ou   sacudimento),   destinada   a   retirar   as   forças   inferiores   que possam    estar    junto    dele,    e    neste    recolhimento,    se    oferece, vários   tipos   de   comidas,   desde   o   feijão   preto   e   o   inhame   cará de   Ogum   até   o   ebô   (canjica   branca)   de   Oxalá.   Nesta   ocasião   o sacerdote    sacrifica    aves    pré-determinadas    pelo    Orixá    da pessoa,   a   fim   de   que   esta   possa   ter   mais   um   ano   de   vida, alegria,    saúde    e    conquistas    em    sua    vida.    Em    caso    de obrigação    grande    são    oferecidos    os    chamados    bichos    de quatro   pés,   e   estes   variam   de   acordo   com   a   qualidade   e   a solicitação de cada Orixá. Para   os   que   não   são   iniciados,   esta   obrigação   varia   muito, dado   que   cada   pessoa   tem   um   problema   e   assim   sendo   a solução   do   mesmo   difere. Temos   o   bori   de   misericórdia,   no   qual são   oferecidos   apenas   comidas   brancas   para   Oxalá   e Yemanjá, e os sacrifícios, constituídos apenas de aves destes santos. Os   antigos   africanos   acreditavam   na   força   dos   elementos   da natureza,   tanto   como   parte   ativa   da   nossa   existência,   como para     nos     reabastecer     de     forças     positivas     que     se     bem direcionadas,   vão   nos   levar   ao   alcance   de   muitas   vitórias   na vida   terrena.   Um   dessas   forças   era   a   comida.   Acreditava-se que    os    ancestrais    ao    se    transladarem    para    o    Orúm    (céu), levariam   consigo   as   experiências   adquiridas   na   terra,   e   em   um futuro   poderiam   aqui   retornar   para   nos   auxiliarem   de   forma direta em vários aspectos de nossas vidas. Os Africanos   possuíam   uma   filosofia   muita   a   quem   das   demais seitas    e    filosofias    existentes.    Para    eles,    tudo    na    natureza possui    vida,    até    mesmo    as    pedras,    e    como    tais    esses elementos   são   dignos   de   respeito   e   proteção.   Possuíam   desde tempos   remotos,   uma   concepção   de   proteção   à   natureza   e esta   foi   passada   de   pai   para   filho,   tanto   que   é   muito   comum nos   barracões   de   Candomblé,   existirem   uma   variedade   de   flora que   surpreende   a   todos   que   ali   chegam. As   comidas   oferecidas em   obrigações   de   santo   são   comumente   jogadas   dentro   de   rios e   lagos   após   serem   suspensas   da   mesa   do   Orixá.   O   fato   de estas   comidas   serem   ali   despejadas   reflete-se   na   preocupação com      a      continuidade      da      vida.      Sabemos      que      nossos antepassados   preocupavam-se   com   a   vida   e   a   preservação   da natureza,   assim   ao   despejarem   estes   alimentos   na   água,   era sua   preocupação   apenas   alimentar   os   peixes   que   ali   habitam, garantindo assim a continuidade da vida. Este   fator   também   está   evitando   o   desperdício   de   alimento. Dentro   da   casa   de   uma   pessoa   iniciada,   é   verdadeiro   tabu desperdiçar   o   alimento,   seja   de   que   forma   for. Assim,   é   comum a   divisão   da   comida   de   bori   entre   as   pessoas   que   ali   estão, afinal   além   de   não   desperdiçar,   estariam   todos   participando daquele    banquete,    ocasião    que    aproveitariam    o    axé    deste santo.   Nada   se   desperdiça   em   uma   roça   de   santo,   até   mesmo os   resíduos   que   não   servem   para   ser   aproveitado   para   nada, como   certas   partes   dos   animais,   são   enterrados   e   não   jogados no   lixo,   temos   uma   concepção   de   que   tudo   que   se   oferece   ao santo   é   sagrado,   e   assim   até   mesmo   as   partes   que   de   forma alguma   servem   para   serem   ingeridas,   poderão   ser   utilizadas como   adubo   natural   para   a   terra,   assim   ao   enterramos   estas partes,   estaremos   dando   continuidade   ao   que   nos   foi   passado por   nossos   antepassados:   na   natureza   tudo   se   aproveita,   nada se desperdiça. Ervas dos Orixás Um   fator   importantíssimo   na   formação   de   um   sacerdote   é   o conhecimento   das   INSABAS,   (ervas   sagradas),   pois   que   sem elas,   não   podemos   realizar   nada   dentro   do   axé   orixá.   Delas dependemos   desde   a   realização   de   um   ebó   até   a   feitura   de   um yawô,    como    até    mesmo    no    preparo    de    um    corpo    para    ser sepultado.   Mas   estas   ervas   são   de   uma   complexidade   muito grande,   pois   que   umas   servem   para   vários   orixás,   outras   tão somente   para   algumas   qualidades. As   ervas   de   Nanã   e   Omulú, por    exemplo:    JAMAIS    podem    ser    usadas    em    pessoas    de alguns   santos.   Já   existem   outras   que   apanhadas   de   manhã bem   cedo,   são   para   um   determinado   fim,   de   tarde   para   outros, e   assim   por   diante.   Ainda   existem   aquelas   que   não   podem   ser utilizadas    em    hipótese    alguma    por    qualquer    que    seja    a qualidade   do   orixá   dado   a   serem   ervas   de   egum,   exú   e   assim por diante. Algumas destas ervas proibidas no axé orixá são: Folha   de   amora   por   ser   erva   de   egum   e   não   de   santo   como dizem alguns, Folha de fogo, Folha de canssanção Urtiga Pinhão roxo Folha de carambola Folha de jamelão Folha de corredeira e assim por diante.
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