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Oya Bagan Bagan   tem   como   proprieadade   a   labareda,   e   governa   o   discernimento humano. Raramente pega a cabeça de homem. É   a   Senhora   dos   abanos   e   dos   potes.   Foi   decapitada   e   por   não   possuir cabeça é conduzida por Ogun. As   filhas   de   Bagan   que   não   tomam   os   devidos   cuidados,   ficam   propensas a terem problemas mentais. Bagan,   Egunita,   Pada,   e   Igbale   estão   ligadas   ao   culto   dos   mortos,   e   por   isto   tudo   vai   pelo branco. Só se deve fazer estes caminhos de Oya, em último caso. Só se não tiver jeito. Mesmo   assim,   para   fazer   uma   destas   Iyabás,   o   Babalorixá   deverá   ter   mais   de   21   anos   de santo,   com   todas   as   obrigações   arriadas,   e   ter   todos   os   Orixás   feitos   na   Casa,   para   garantir a segurança do Ilê Axé. O   melhor   é   preparar   a   Iyawo   para   outros   caminhos   de   Oya. Assim   dizem   os   mais   velhos,   e é bom respeitar. Bagan,   Egunita,   Pada,   e   Igbale,   assim   como   outros   caminhos   ligados   ao   Culto   dos   Mortos, são   caminhos   muito   perigosos   e,   se   não   levarmos   em   conta   algumas   condições,   a   Casa   de Santo passará a ter muitos problemas. Se   não   houver   outro   jeito,   a   Casa   deve   estar   preparada,   assim   como   as   cabeças   que   irão participar das obrigações. Oya   Bagan   veste   branco   e   Mariwo.   Por   baixo   da   saia,   usa   uma   outra   de   estopa,   em   tiras   e com   9   fitas   de   cores   diferentes   amarradas   nesta   saia.   Traz   uma   boneca   toda   paramentada, preza na altura da barriga. As   Oyasbale   não   gostam   de   ficar   entre   quatro   paredes,   devendo   sempre   ter   uma   porta aberta para elas. Oya   Bagan   é   feita   no   tempo.   Indo   o   cabelo   da   Iyawo   para   dentro   de   um   pote   (todo   pintado com   Efun,   Osun,e   Waji   ),   com   nove   akarajés,   nove   bolas   de   farinha,   nove   ovos,   nove akaçás,   nove   ekurus,   nove   nós   de   bambu,   nove   varas   de   amora,   nove   folhas   de   peregun, mel,   vinho,   azeite   doce,   dendê,   água,   uma   cabeça   de   cera,   e   um   Ebô,para   cobrir   tudo. Fecha   o   pote   com   cimento,   enfeitar   com   nove   fitas,   tendo   na   ponta   de   cada   fita   ,   um   xaorô   e uma cabacinha. Este pote é levado para um bambual dentro da mata. Seu Ebó Principal Colocar uma roupa velha na Iyawo e enrolar em 7 metros de morim branco. Passar "por cima" da Iyawo: 7 ekurus Oya-Yansan 7 bolas de farinha 7 akaçás arroz feijão branco pipocas 7velas 7 ovos 7 folhas de peregun 7 atoris de algodoeiro 7 pembas de cores diferentes defumador de mirra, saco-saco, alecrim do campo 7 bruxas de pano 7 pedaços de cana 2 metros de morim preto, para embrulhar o Ebó Ir   desenrolando   a   Iyawo   e   estendendo   o   morim   a   sua   frente(ao   comprido).   A   Iyawo   passa sobre   o   morim,   segurando   o   Ebó   em   suas   mãos.   Ao   terminar   de   passar   pelo   morim,   uma Ekedi enrola o morim, que será despachado na mata junto com o Ebó Ali   mesmo,   na   cachoira,   a   Iyawo   passa   pelas   obrigações   que   toda   Iyawo   passa:   Ebós, quebra do ajé. O   Ronko   é   preparado   com   uma   cabana,   de   forma   a   tornar   o   ambiente   mais   propício   para receber a Rainha Mãe. Seu   Ybá   é   de   barro   e   louça,   e   suas   miniaturas   são:   a   adaga,   o   alfange,   foice,   idés,   moedas, tacho de cobre, sandálias, abebe, corôas...