BRUXO REGINALDO
BRUXO REGINALDO Fazemos e desfazemos qualquer tipo de trabalho espiritual não importa o seu problema tenho certeza que juntos acharemos uma solução para o seu problema consultas com hora marcada através de búzios cartas ciganas  telefones de contato  TEL FIXO   011-5513-6064 OU 11-3492-0169 VÍDEO AULAS APRENDA A FAZER SIMPATIAS  BRUXARIAS RITUAIS PARA TUDO E PARA TODOS OS FINS COMFIRA NO LINK ABAIXO
O CULTO DOS EGUNS NO CANDOMBLÉ Os   negros   iorubanos   originários   da   Nigéria   trouxeram   para   o   Brasil o   culto   dos   seus   ancestrais   chamados   Eguns   ou   Egunguns.   Em Itaparica (BA), duas sociedades perpetuam essa tradição religiosa. Os   cultos   de   origem   africana   chegaram   ao   Brasil   juntamente   com os escravos.    Os   iorubanos   -   um   dos   grupos   étnicos   da   Nigéria,   resultado   de vários   agrupamentos   tribais,   tais   como   Keto,   Oyó,   Itexá,   Ifan   e   Ifé, de   forte   tradição,   principalmente   religiosa   -   nos   enriqueceram   com o culto de divindades denominadas genericamente de orixás. Esses   negros   iorubanos   não   apenas   adoram   e   cultuam   suas   divindades,   mas   também seus ancestrais, principalmente os masculinos. A   morte   não   é   o   ponto   final   da   vida   para   o   iorubano,   pois   ele   acredita   na   reencarnação (àtúnwa),   ou   seja,   a   pessoa   renasce   no   mesmo   seio   familiar   ao   qual   pertencia;   ela revive   em   um   dos   seus   descendentes. A   reencarnação   acontece   para   ambos   os   sexos; é o fato terrível e angustiante para eles não reencarnar. Os   mortos   do   sexo   feminino   recebem   o   nome   de   Iami   Agbá   (minha   mãe   anciã),   mas não   são   cultuados   individualmente.   Sua   energia   como   ancestral   é   aglutinada   de   forma coletiva   e   representada   por   Iami   Oxorongá,   chamada   também   de   Iá   Nlá,   a   grande mãe. Esta   imensa   massa   energética   que   representa   o   poder   de   ancestralidade   coletiva feminina    é    cultuada    pelas    "Sociedades    Geledê",    compostas    exclusivamente    por mulheres,   e   somente   elas   detêm   e   manipulam   este   perigoso   poder.   O   medo   da   ira   de Iami   nas   comunidades   é   tão   grande   que,   nos   festivais   anuais   na   Nigéria   em   louvor   ao poder   feminino   ancestral,   os   homens   se   vestem   de   mulher   e   usam   máscaras   com características   femininas,   dançam   para   acalmar   a   ira   e   manter,   entre   outras   coisas,   a harmonia entre o poder masculino e o feminino (veja a lenda sobre Odu). Além   da   Sociedade   Geledê,   existe   também   na   Nigéria   a   Sociedade   Oro.   Este   é   o nome   dado   ao   culto   coletivo   dos   mortos   masculinos   quando   não   individualizados.   Oro é   uma   divindade   tal   qual   Iami   Oxorongá,   sendo   considerado   o   representante   geral   dos antepassados   masculinos   e   cultuado   somente   por   homens.   Tanto   Iami   quanto   Oro   são manifestações   de   culto   aos   mortos.   São   invisíveis   e   representam   a   coletividade,   mas   o poder de Iami é maior e, portanto, mais controlado, inclusive, pela Sociedade Oro. Outra   forma,   e   mais   importante   de   culto   aos   ancestrais   masculinos   é   elaborada   pelas "Sociedades   Egungum".   Estas   têm   como   finalidade   celebrar   ritos   a   homens   que   foram figuras   destacadas   em   suas   sociedades   ou   comunidades   quando   vivos,   para   que   eles continuem   presentes   entre   seus   descendentes   de   forma   privilegiada,   mantendo   na morte   a   sua   individualidade.   Esse   mortos   surgem   de   forma   visível   mas   camuflada,   a verdadeira   resposta   religiosa   da   vida   pós-morte,   denominada   Egum   ou   Egungum. Somente   os   mortos   do   sexo   masculino   fazem   aparições,   pois   só   os   homens   possuem ou   mantém   a   individualidade;   às   mulheres   é   negado   este   privilégio,   assim   como   o   de participar diretamente do culto. Esses   Eguns   são   cultuados   de   forma   adequada   e   específica   por   sua   sociedade,   em locais   e   templos   com   sacerdotes   diferentes   dos   dos   orixás.   Embora   todos   os   sistemas de   sociedade   que   conhecemos   sejam   diferentes,   o   conjunto   forma   uma   só   religião:   a iorubana. No   Brasil   existem   duas   dessas   sociedades   de   Egungum,   cujo   tronco   comum   remonta ao   tempo   da   escravatura:   Ilê   Agboulá,   a   mais   antiga,   em   Ponta   de   Areia,   e   uma   mais recente   e   ramificação   da   primeira,   o   Ilê   Oyá,   ambas   em   Itaparica,   Bahia   (veja   quadro histórico). O   Egum   é   a   morte   que   volta   à   terra   em   forma   espiritual   e   visível   aos   olhos   dos   vivos. Ele   "nasce"   através   de   ritos   que   sua   comunidade   elabora   e   pelas   mãos   dos   Ojé (sacerdotes)   munidos   de   um   instrumento   invocatório,   um   bastão   chamado   ixã,   que, quando   tocado   na   terra   por   três   vezes   e   acompanhado   de   palavras   e   gestos   rituais,   faz com   que   a   "morte   se   torne   vida",   e   o   Egungum   ancestral   individualizado   está   de   novo "vivo". A   aparição   dos   Eguns   é   cercada   de   total   mistério,   diferente   do   culto   aos   orixás,   em   que o   transe   acontece   durante   as   cerimônias   públicas,   perante   olhares   profanos,   fiéis   e iniciados.    O    Egungum    simplesmente    surge    no    salão,    causando    impacto    visual    e usando    a    surpresa    como    rito.    Apresenta-se    com    uma    forma    corporal    humana totalmente   recoberta   por   uma   roupa   de   tiras   multicoloridas,   que   caem   da   parte   superior da   cabeça   formando   uma   grande   massa   de   panos,   da   qual   não   se   vê   nenhum   vestígio do que é ou de quem está sob a roupa. Fala   com   uma   voz   gutural   inumana,   rouca,   ou   às   vezes   aguda,   metálica   e   estridente   - característica   de   Egum,   chamada   de   séègí   ou   sé,   e   que   está   relacionada   com   a   voz   do macaco marrom, chamado ijimerê na Nigéria (veja lendas de Oyá). As   tradições   religiosas   dizem   que   sob   a   roupa   está   somente   a   energia   do   ancestral; outras   correntes   já   afirmam   estar   sob   os   panos   algum   mariwo   (iniciado   no   culto   de Egum)   sob   transe   mediúnico.   Mas,   contradizendo   a   lei   do   culto,   os   mariwo   não   podem cair   em   transe,   de   qualquer   tipo   que   seja.   Pelo   sim   ou   pelo   não,   Egum   está   entre   os vivos,   e   não   se   pode   negar   sua   presença,   energética   ou   mediúnica,   pois   as   roupas   ali estão e isto é Egum. A   roupa   do   Egum   -   chamada   de   eku   na   Nigéria   ou   opá   na   Bahia   -,   ou   o   Egungum propriamente   dito,   é   altamente   sacra   ou   sacrossanta   e,   por   dogma,   nenhum   humano pode   tocá-la.   Todos   os   mariwo   usam   o   ixã   para   controlar   a   "morte",   ali   representada pelos   Eguns.   Eles   e   a   assistência   não   devem   tocar-se,   pois,   como   é   dito   nas   falas populares   dessas   comunidades,   a   pessoa   que   for   tocada   por   Egum   se   tornará   um "assombrado",   e   o   perigo   a   rondará.   Ela   então   deverá   passar   por   vários   ritos   de purificação para afastar os perigos de doença ou, talvez, a própria morte. Ora,   o   Egum   é   a   materialização   da   morte   sob   as   tiras   de   pano,   e   o   contato,   ainda   que um    simples    esbarrão    nessas    tiras,    é    prejudicial.    E    mesmo    os    mais    qualificados sacerdotes   -   como   os   ojé   atokun,   que   invocamm,   guiam   e   zelam   por   um   ou   mais Eguns - desempenham todas essas atribuições substituindo as mãos pelo ixã. Os   Egum-Agbá   (ancião),   também   chamados   de   Babá-Egum   (pai),   são   Eguns   que   tiveram   os   seus   ritos   completos   e   permitem,   por   isso,   que   suas   roupas   sejam   mais completas   e   suas   vozes   sejam   liberadas   para   que   eles   possam   conversar   com   os vivos.   Os   Apaaraká   são   Eguns   mudos   e   suas   roupas   são   as   mais   simples:   não   têm tiras   e   parecem   um   quadro   de   pano   com   duas   telas,   uma   na   frente   e   outra   atrás.   Esses Eguns   ainda   estão   em   processo   de   elaboração   para   alcançar   o   status   de   Babá;   são traquinos e imprevisíveis, assustam e causam terror ao povo. O eku dos Babá são divididos em três partes: •   o   abalá,   que   é   uma   armação   quadrada   ou   redonda,   como   se   fosse   um   chapéu   que cobre   totalmente   a   extremidade   superior   do   Babá,   e   da   qual   caem   várias   tiras   de panos coloridas, formando uma espécie de franjas ao seu redor; •    o    kafô,    uma    túnica    de    mangas    que    acabam    em    luvas,    e    pernas    que    acabam igualmente em sapatos; e •   o   banté,   que   é   uma   tira   de   pano   especial   presa   no   kafô   e   individualmente   decorada   e que identifica o Babá. O   banté,   que   foi   previamente   preparado   e   impregnado   de   axé   (força,   poder,   energia transmissível   e   acumulável),   é   usado   pelo   Babá   quando   está   falando   e   abençoando   os fiéis.   Ele   sacode   na   direção   da   pessoa   e   esta   faz   gestos   com   as   mãos   que   simulam   o ato   de   pegar   algo,   no   caso   o   axé,   e   incorporá-lo. Ao   contrário   do   toque   na   roupa,   este ato é altamente benéfico. Na    Nigéria,    os    Agbá-Egum    portam    o    mesmo    tipo    de    roupa,    mas    com    alguns apetrechos   adicionais:   uns   usam   sobre   o   alabá   mascaras   esculpidas   em   madeira chamadas   erê   egungum;   outros,   entre   os   alabá   e   o   kafô,   usam   peles   de   animais; alguns   Babá   carregam   na   mão   o   opá   iku   e,   às   vezes,   o   ixã.   Nestes   casos,   a   ira   dos Babás é representada por esses instrumentos litúrgicos. Existem   várias   qualificações   de   Egum,   como   Babá   e   Apaaraká,   conforme   sus   ritos,   e entre   os   Agbá,   conforme   suas   roupas,   paramentos   e   maneira   de   se   comportarem.   As classificações, em verdade, são extensas. Nas   festas   de   Egungum,   em   Itaparica,   o   salão   público   não   tem   janelas,   e,   logo   após   os fiéis   entrarem,   a   porta   principal   é   fechada   e   somente   aberta   no   final   da   cerimônia, quando   o   dia   já   está   clareando.   Os   Eguns   entram   no   salão   através   de   uma   porta secundária e exclusiva, único local de união com o mundo externo. Os   ancestrais   são   invocados   e   eles   rondam   os   espaços   físicos   do   terreiro.   Vários amuxã   (iniciados   que   portam   o   ixã)   funcionam   como   guardas   espalhados   pelo   terreiro e    nos    seus    limites,    para    evitar    que    alguns    Babá    ou    os    perigosos   Apaaraká    que escapem    aos    olhos    atentos    dos    ojés    saiam    do    espaço    delimitado    e    invadam    as redondezas não protegidas. Os   Eguns   são   invocados   numa   outra   construção   sacra,   perto   mas   separada   do   grande salão,   chamada   de   ilê   awo   (casa   do   segredo),   na   Bahia,   e   igbo   igbalé   (bosque   da floresta),   na   Nigéria.   O   ilê   awo   é   dividido   em   uma   ante-sala,   onde   somente   os   ojé podem entrar, e o lèsànyin ou ojê agbá entram. Balé   é   o   local   onde   estão   os   idiegungum,   os   assentamentos   -   estes   são   elementos litúrgicos   que,   associados,   individualizam   e   identificam   o   Egum   ali   cultuado   -   ,   e   o ojubô-babá,   que   é   um   buraco   feito   diretamente   na   terra,   rodeado   por   vários   ixã,   os quais, de pé, delimitam o local. Nos   ojubô   são   colocadas   oferendas   de   alimentos   e   sacrifícios   de   animais   para   o   Egum a   ser   cultuado   ou   invocado.   No   ilê   awo   também   está   o   assentamento   da   divindade   Oyá na   qualidade   de   Igbalé,   ou   seja,   Oyá   Igbalé   -   a   única   divindade   feminina   venerada   e cultuada,   simultaneamente,   pelos   adeptos   e   pelos   próprios   Eguns   (veja   Mitos   Oyá- Egum). No   balé   os   ojê   atokun   vão   invocar   o   Egum   escolhido   diretamente   no   assentamento,   e   é neste   local   que   o   awo   (segredo)   -   o   poder   e   o   axé   de   Egum   -   nasce   através   do conjunto   ojê-ixã/idi-ojubô.   A   roupa   é   preenchida   e   Egum   se   torna   visível   aos   olhos humanos. Após   saírem   do   ilê   awo,   os   Eguns   são   conduzidos   pelos   amuxã   até   a   porta   secundária do   salão,   entrando   no   local   onde   os   fiéis   os   esperam,   causando   espanto   e   admiração, pois   eles   ali   chegaram   levados   pelas   vozes   dos   ojê,   pelo   som   dos   amuxã,   brandindo os    ixã    pelo    chão    e    aos    gritos    de    saudação    e    repiques    dos    tambores    dos    alabê (tocadores e cantadores de Egum). O clima é realmente perfeito. O   espaço   físico   do   salão   é   dividido   entre   sacro   e   profano.   O   sacro   é   a   parte   onde   estão os    tambores    e    seus    alabê    e    várias    cadeiras    especiais    previamente    preparadas    e escolhidas,   nas   quais   os   Eguns,   após   dançarem   e   cantarem,   descansam   por   alguns momentos   na   companhia   dos   outros,   sentados   ou   andando,   mas   sempre   unidos,   o maior   tempo   possível,   com   sua   comunidade.   Este   é   o   objetivo   principal   do   culto:   unir os vivos com os mortos. Nesta   parte   sacra,   mulheres   não   podem   entrar   nem   tocar   nas   cadeiras,   pois   o   culto   é totalmente   restrito   aos   homens.   Mas   existem   raras   e   privilegiadas   mulheres   que   são exceção,   como   se   fosse   a   própria   Oyá;   elas   são   geralmente   iniciadas   no   culto   dos orixás   e   possuem   simultaneamente   oiê   (posto   e   cargo   hierárquico)   no   culto   de   Egum   - estas posições de grande relevância causam inveja à comunidade feminina de fiéis. São    estas    mulheres    que    zelam    pelo    culto,    fora    dos    mistérios,    confeccionando    as roupas,   mantendo   a   ordem   no   salão,   respondendo   a   todos   os   cânticos   ou   puxando alguns   especiais,   que   somente   elas   têm   o   direito   de   cantar   para   os   Babá.   Antes   de iniciar   os   rituais   para   Egum,   elas   fazem   uma   roda   para   dançar   e   cantar   em   louvor   aos orixás;   após   esta   saudação   elas   permanecem   sentadas   junto   com   as   outras   mulheres. Elas   funcionam   como   elo   de   ligação   entre   os   atokun   e   os   Eguns   ao   transmitir   suas mensagens   aos   fiéis.   Elas   conhecem   todos   os   Babá,   seu   jeito   e   suas   manias,   e   sabem como agradá-los(ver quadro: oiê femininos). Este   espaço   sagrado   é   o   mundo   do   Egum   nos   momentos   de   encontro   com   seus descendentes.    Assistência    está    separada    deste    mundo    pelos    ixã    que    os    amuxã colocam   estrategicamente   no   chão,   fazendo   assim   uma   divisão   simbólica   e   ritual   dos espaços,   separando   a   "morte"   da   "vida".   É   através   do   ixã   que   se   evita   o   contato   com   o Egun:   ele   respeita   totalmente   o   preceito,   é   o   instrumento   que   o   invoca   e   o   controla.   às vezes,   os   mariwo   são   obrigados   a   segurar   o   Egum   com   o   ixã   no   seu   peito,   tal   é   a volúpia   e   a   tendência   natural   de   ele   tentar   ir   ao   encontro   dos   vivos,   sendo   preciso,   vez ou   outra,   o   próprio   atokun   ter   de   intervir   rápida   e   rispidamente,   pois   é   o   ojê   que   por   ele zela e o invoca, pelo qual ele tem grande respeito. O   espaço   profano   é   dividido   em   dois   lados:   à   esquerda   ficam   as   mulheres   e   crianças   e à   direita,   os   homens.   Após   Babá   entrar   no   salão,   ele   começa   a   cantar   seus   cânticos preferidos,   porque   cada   Egum   em   vida   pertencia   a   um   determinado   orixá.   Como   diz   a religião, toda pessoa tem seu próprio orixá e esta característica é mantida pelo Egum. Por   exemplo:   se   alguém   em   vida   pertencia   a   Xangô,   quando   morto   e   vindo   com   Egum, ele   terá   em   suas   vestes   as   características   de   Xangô,   puxando   pelas   cores   vermelha   e branca.   Portará   um   oxê   (machado   de   lâmina   dupla),   que   é   sua   insígnia;   pedirá   aos alabês   que   toquem   o   alujá,   que   também   é   o   ritmo   preferido   de   Xangô,   e   dançará   ao som   dos   tambores   e   das   palmas   entusiastas   e   excitantemente   marcadas   pelo   oiê femininos,   que   também   responderão   aos   cânticos   e   exigirão   a   mesma   animação   das outras pessoas ali presentes. Babá   também   dançará   e   cantará   suas   próprias   músicas,   após   ter   louvado   a   todos   e ser   bastante   reverenciado.   Ele   conversará   com   os   fiéis,   falará   em   um   possível   iorubá arcaico   e   seu   atokun   funcionará   como   tradutor.   Babá-Egum   começará   perguntando pelos   seus   fiéis   mais   freqüentes,   principalmente   pelos   oiê   femininos;   depois,   pelos outros e finalmente será apresentado às pessoas que ali chegaram pela primeira vez. Babá   estará   orientando,   abençoando   e   punindo,   se   necessário,   fazendo   o   papél   de   um verdadeiro   pai,   presente   entre   seus   descendentes   para   aconselhá-los   e   protegê-los, mantendo   assim   a   moral   disciplina   comum   às   suas   comunidades,   funcionando   como verdadeiro mediador dos costumes e das tradições religiosas e laicas. Finalizando   a   conversa   com   os   fiéis   e   já   tendo   visto   seus   filhos,   Babá-Egum   parte,   a festa   termina   e   a   porta   principal   é   aberta:   o   dia   já   amanheceu.   Babá   partiu,   mas continuará protegendo e abençoando os que foram vê-lo. Esta   é   uma   breve   descrição   de   Egungum,   de   uma   festa   e   de   sua   sociedade,   não detalhada,   mas   o   suficiente   para   um   primeiro   e   simples   contato   com   este   importante lado    da    religião.    E    também    para    se    compreender    a    morte    e    a    vida    através    das ancestralidades    cultuadas    nessas    comunidades    de    Itaparica,    como    um    reflexo    da sobrevivência direta, cultural e religiosa dos iorubanos da Nigéria.
VOLTAR PRÓXIMA HOME TODOS OS DIREITOS RESERVADOS