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RITUAIS COM ERVAS Sempre    que    falamos    sobre    o    uso    das    ervas,    nosso    mental    ou    nossa consciência   nos   remete   ao   universo   místico   das   benzedeiras,   dos   raizeiros,   das pessoas   envolvidas   com   a   vida   no   campo   e   o   uso   dos   elementos   da   natureza na forma de alimentos, chás e preparos medicinais. Desse   universo   também   fazem   parte   os   remédios   para   todos   os   males   e   um palavreado   incompreensível   na   forma   de   rezas   e   ladainhas,   que,   se   não   tem um   poder   de   realização   imediato,   e   por   que   não   dizer   pirotécnico,   envolve   os participantes   do   processo   numa   aura   de   mistério   e   Fé,   que   comungam   com   a cura esperada e a realização de pelo menos o imediato bem-estar espiritual. A   imagem   mitológica   do   alquimista,   da   bruxa,   feiticeira,   ou   simplesmente   da   “fazedora   de   garrafadas”,   tão   discutidas   e desconhecidas   pelos   povos   da   cidade,   já   formaram   no   passado   a   tônica   desse   mundo   simples   e   ao   mesmo   tempo desconhecido. Preparando a mente para os rituais Preparar   seu   próprio   banho,   sua   defumação,   fazer   um   benzimento   em   si   mesmo,   requer,   na   prática,   boa   vontade, bom-senso,   uma   pitadinha   mínima   que   seja   de   esperança   que   venha   colada   na   Fé,   no   desejo   de   realizar   o   bem,   para si, para o semelhante, para a comunidade, para o universo, e coragem. Coragem   de   vencer   a   preguiça,   o   desânimo,   a   fraqueza   que   acompanha   as   obsessões   espirituais,   as   atuações negativas e nossos próprios encontros com nossa realidade interior. Nós,   seres   humanos,   tentamos   o   tempo   todo   encontrar   desculpas   para   nossas   dificuldades.   Tentamos   encontrar   o culpado   do   lado   de   fora,   assim   como   aquela   pessoa   que   ao   manobrar   o   carro   numa   rua   bate   a   traseira   do   veículo   na lixeira   instalada   na   calçada,   amassa   os   dois,   gerando   assim   um   prejuízo,   mas,   não   contente,   ainda   desce   e   chuta   a lixeira, como se ela, a lixeira, fosse a culpada da barbeiragem. Resultado: dois dedos do pé quebrados, e o prejuízo do amassado, que não era tão grande assim, fica bem maior. Esse   é   um   exemplo   de   que   encarar   as   dificuldades   de   frente   acaba   saindo   mais   barato,   mais   rápido   e   melhor resolvido. Reconhecer as dificuldades próprias e não arrumar desculpas é um grande começo para um bom ritual. Escreva em algum lugar que possa ficar visível para você: SEM DESCULPAS! Tenha   certeza   que   esse   primeiro   ritual,   de   acreditar   que   pode   viver   sem   desculpas   para   si   mesmo,   é   um   excelente caminho   para   dominar   os   demônios   internos.   Isso   mesmo,   essas   entidades   míticas   tão   clamadas   por   alguns   religiosos em seus calorosos cultos podem viver em nossas mentes inconscientes,   como   aquela   “força   de   costume”,   aquele   comodismo   onde   nosso   mental   adormecido   se   encaixa   e desenvolve sistemas de proteção para quando a ação é diferente do cotidiano. A   mente   reage   contra   o   que   não   é   costumeiro. Acostume-se   ao   ostracismo,   à   preguiça   e   verá   que   a   cada   dia   fica   mais difícil   sair   da   situação.   E   quando   tentar,   sentirá   algo   a   impeli-lo   ao   contrário,   e   muitos   poderão   atribuir   isso   a   fatores externos:   Será que tem algum feitiço feito contra mim? -   Quem   será   que   não   quer   que   eu   faça   esse   banho   de   ervas?   (já   atribuindo   isso   a   alguma   entidade   mítica)   -   Me   senti mal só de pensar em rezar... De acordo com a expressão de H.P.Blavatsky: “A mente é boa serva, mas cruel senhor.” E nós podemos dizer: “A   própria   mente   cria   oposições   aos   esforços   para   dominá-la.”Nesse   caso,   dominar   a   mente   é   crer   em   si   mesmo,   na magia,   no   poder   transformador   que   o   ritual,   a   reza,   o   benzimento   podem   trazer.   Crer   em   Deus   Nosso   Pai   Criador, como   a   verdadeira   Fonte   de   tudo,   e   ao   invocá-Lo   crer   realmente   em   seu   Poder   Divino   e   Suas   Forças   Naturais, manifestadas em nosso meio através da simplicidade da natureza de elementos e da natureza humana, em suas nuances,   tons,   cores   e   formas   de   sentimentos   positivos   e   negativos   é   manter   o   foco,   a   atenção,   a   perseverança naquilo que é o objetivo da magia ritual. A   facilidade,   por   exemplo,   de   senta-se   à   frente   do   computador   e   encontrar   tudo   nos   sites   de   busca   nos   torna   um   tanto acomodados.   É   necessária   uma   real   vontade   de   melhorar   para   sair   do   lugar   comum,   desse   comodismo   e   ir   à   luta. Vontade,   por   mínima   que   seja,   inicialmente   para   pelo   menos   levantar   o   traseiro   do   sofá,   vai   aumentando   e   dando lugar a uma sensação ótima de plenitude por realizar algo de bom para si mesmo. Aos   que   conseguem   vencer   essa   primeira   barreira,   fica   o   gostinho   da   vitória   e   o   sentimento   de   –   “Porque   não   fiz   isso antes?”. Um   ritual   de   limpeza   energética,   um   banho   de   ervas,   por   exemplo,   sem   dúvida   nenhuma,   poderá   ajudar   a   tirar   a pessoa   de   um   estado   de   obsessão   espiritual   que   a   impede   de   enxergar   as   oportunidades   que   estão   positivamente   no seu caminho, mas a vontade de sair da situação deve permitir esse processo ritual. Acredite   que   pode   e   poderá,   acredite   que   não   pode   e   não   poderá.   Das   duas   formas   você   estará   certo.   Escolha   o   que é melhor para você. O que são rituais É   lógico   que   quando   falamos   de   rituais   entendemos,   pois   nossa   mente   assim   está   preparada   para   entender,   que precisaremos   de   formas   e   fórmulas   litúrgicas,   palavras   mágicas,   rezas   rebuscadas   em   palavras   incompreensíveis   e dirigidas à segunda pessoa do singular e do plural. Podemos    citar    aqui    diversas    formas    rituais,    ligadas    a    contextos    muito    bacanas,    mas    que    nem    sempre    estão disponíveis   a   todos. Aos   que   estudam   as   ciências   herméticas   em   profundidade,   esses   nossos   escritos   podem   parecer água com açúcar, mas aos simples de coração, verão um campo de possibilidades. De que adianta um conjunto de conhecimentos guardado numa caixa? Pra   que   me   serve   saber   dezenas   de   benzimentos   e   não   os   dividir   com   ninguém?   Isso   não   me   torna   mais   sábio,   muito menos mais inteligente, apenas um pouco mais egoísta. Esse   curso   não   trata   de   desenhar   símbolos,   pentagramas,   fazer   bonecos   de   cera,   nem   se   vestir   de   capa   preta   e capuz na lua cheia e evocar poderes ocultos numa língua estranha. Esses   rituais   existem,   têm   seu   fundamento,   sua   base   alicerçada   em   religiões   e   conceitos   antigos,   funcionais   para quem os pratica, mas como disse, não abrangentes e indisponíveis para a grande maioria das pessoas. Falar   de   ritual   é   se   lembrar   de   formas   folclóricas   de   cultos   secretos   e   antigos   a   deuses   ultrapoderosos   desconhecidos pelos pobres mortais e pessoas normais como nós. Exagero?   De   jeito   nenhum.   É   exatamente   isso   o   que   vem   à   mente.   Acreditamos   que   fazer   um   ritual   exige   preparo, conhecimento de causa e efeito, iniciação etc. Mas    se    observarmos,    somos    seres    ritualísticos.    Quem    não    tem    seus    próprios    rituais    ao    acordar?    Levantar, espreguiçar, ir ao banheiro, escovar dentes, banho etc. Sempre no mesmo ritmo e na mesma sequência. Ritual   é   forma,   é   maneira   de   executar.   Uso   ritualístico   das   ervas   nada   mais   é   do   que   a   forma   natural,   ordenada,   para se usar os elementos e absorver o melhor em termos de resultado. Poderíamos simplesmente chamar essa prática natural de “Magia”, mas entendo esse termo de outra forma. Magia é transformação. Usamos magia quando queremos mudar o estado de alguma coisa. Quando   queremos   transformar   uma   situação,   mudar   energeticamente   o   padrão   vibratório   irradiado   pela   aura   de   uma pessoa ou de uma casa. Magia é transformação. Magia é poder. Magia é Poder Transformador. A magia ainda hoje é usada nas suas polaridades: positiva e negativa. A   magia   por   si   só,   escrita   e   descrita   aqui   ou   em   outros   livros,   por   definição   é   neutra,   assim   como   os   elementos,   por mais grotescos que pareçam, são como faca em mão de morto: não oferecem perigo se não forem ativados. Ler   um   livro   de   rezas   como   simples   leitura   não   implica   a   ativação   desse   mistério   e   o   desencadear   de   ações   relativas   a essa   magia   tão   conhecida   –   traçar   uma   estrela   de   cinco   pontas   no   chão,   ou   na   areia   da   praia,   não   faz   de   ninguém   um mago.   É   necessário   “se   colocar”   como   ativador,   rezar,   invocar   um   poder,   senti-lo,   solicitar,   pedir,   convidar   essa   força para atuar de forma viva e ativa. A   direção   que   a   magia   toma   respeita   as   determinações   do   seu   ativador.   Podemos   afirmar   então   que   a   magia   está   no mago em primeira instância e nos elementos como fatores fixadores da magia. Um mesmo elemento de magia positiva pode ser usado para as magias negativas de acordo com seu ativador. A   magia   se   baseia   na   intenção,   no   propósito   do   seu   ativador.   O   conceito   de   magia   positiva   e   negativa   está   ai,   no   mago responsável pela ativação, resultado e posterior colheita desse resultado, que com certeza respeitando a regra universal de ação e reação virá ao encontro de si mesmo com seu poder. Fazer   magia   pode   parecer   complicado   nesses   termos   iniciáticos,   mas   é   muito   mais   simples   do   que   se   imagina. Transformamos   muito   em   nosso   dia   a   dia.   Porque   será   que   os   adeptos   da   bruxaria   natural   têm,   na   cozinha,   seu grande   altar,   o   ponto   máximo,   o   ponto   de   forças   da   bruxa   mãe?   Porque   é   na   cozinha   que   tudo   se   transforma,   na cozinha que a maioria dos alimentos são transformados e preparados para ser fonte de energia. Portanto,   se   você   já   preparou   um   simples   chá   que   seja,   já   participou   de   um   ato   de   magia.   E   se   esse   chá   que   você preparou   seguiu   um   critério,   como   colher   a   erva,   lavar,   deixar   escorrer,   colocar   a   água   para   ferver,   colocar   a   erva dentro d’água, coar, enfim seguiu e praticou um ritual. A simplicidade do uso do elemento natural -   Regras   básicas   para   utilização   da   magia   das   ervas   -   Há   duas   regras   básicas   para   a   prática   da   magia,   para   a manipulação do elemento natural: Amor e Bom Senso Isso mesmo, Amor e Bom Senso, essas duas palavrinhas tão simples de dimensões tão extensas no seu sentido de entendimento. Bom senso, de acordo com o dicionário, é a capacidade de julgamento, o senso íntimo, a