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LOGUN EDÉ- O PRÍNCIPE DIVINO DA NATUREZA Certamente depois de Exú, Logun é o menos compreendido, de culto e rituais complexos e pouco conhecidos dentre as divindades africanas no Brasil. O culto a Logun surgiu na região onde correm os rios Oxum e Erinlê, situado na localidade de Ipondá, disseminando-se a partir de Ilexá, sendo assim, uma divindade local do povo ijexá. Seu culto foi introduzido em terras brasileiras pela nação africana denominada Iorubá, um dos povos mais importantes da África Ocidental, habitando o sudoeste da Nigéria e parte do Benin – ex Daomé, próximo à costa atlântica; e nas savanas no interior, numa vasta extensão de terras onde predominam florestas. Lendariamente Logun é filho de Inlê ou Ibualama (cultuado no Brasil como uma Qualidade do Oxossi) e Oxum Pandá, divindades africanas conhecidas como Orixás, e em virtude de sua mitologia e origem, Logun é considerado uma divindade metámetá – palavra iorubá que significa: “três”, ou seja, aquele que possui três naturezas, a personalidade tríade, do pai Inlê, da mãe Oxum e a sua própria.
Logun é uma divindade africana cujos domínios físicos são florestas de mata pouco densa, margens de rios, cachoeiras e lagos. Na sua essência divina e espiritual, Logun se emana na juventude, nos grupos de jovens, na alegria de viver, no bem- estar, na euforia juvenil da amizade sincera, da primeira paixão, do primeiro beijo, do abraço carinhoso, do namoro. Na maioria dos Templos de Candomblé no Brasil as insígnias e ferramentas que simbolizam Logun são principalmente o Ofá – conjunto de Arco e Flecha, em metal amarelo, com utensílios de caça e pesca pendurados; e o Iruquerê – símbolo da realeza, feito de tufos de rabo de boi com um cabo de madeira ou metal. Dentre os animais votivos e simbólicos destacam-se:  Peixe, por ser um animal típico das águas considerado “filho de criação” de Oxum; Pavão, pela sua exuberante beleza associada a vaidade, Camaleão, pela capacidade de mudar a cor da pele aproximando-a do colorido do ambiente, referência ao poder de mutação que a divindade Logun possui; Cavalo-marinho, pela sua estrutura física, onde a cabeça de cavalo simboliza a terra e a cauda em referência a água, representando os domínios de Inlê (Oxossi) e Oxum. É considerado o símbolo de excelência de Logun. Em determinados rituais, são oferecidos a Logun comidas como: axoxó (milho cozido com fatias de coco), mulucum (pasta de feijão fradinho com ovos), inhame, milho branco, etc., sempre regados com mel. Na cerimônia do ossé anual, come também comidas com dendê. Quanto às frutas, segundo algumas tradições, a predileta do Orixá é o melão, sendo também de seu agrado frutas de Oxum e Oxossi como Laranja, coco, ameixa amarela, manga, banana-maça, mamão e etc. Dentre as plantas votivas destacam-se: Abóbora, alamanda, alevante, alfavaca-do-campo, cebola, batata-doce, baunilha, brinco-de-princesa, caiçara, cajueiro, calêndula, cana-do-brejo, carqueja, acariçoba, erva-cidreira, erva-de-santa-luzia, girassol, jasmim-manga, jambo-amarelo, jarrinha, jureminha, laranja, macaçá, malmequer, malva, manjericão, melão, milho, salsa. Saudações para Logun em Yorubá: "Lô-si, Lô-si, Logun!"  "Ou-oriqui-oluaô Logun!" - Eu louvo o dono do segredo Logun!. Kekere ode mo júbà o! - Jovem caçador, eu te reverencio. Àse Ologun-Edé yóó bá o gbé láyé - O axé de Logun Edé vai acompanhar você por toda a vida A iniciação de um Abian de Logun demanda de cuidados especiais, principalmente em função das duas fases de sua origem. Se o orixá está predominantemente sob a “vibração” de Inlê, masculina, portanto, os ritos de feitura serão cumpridos de um jeito; se, ao contrário, a “vibração” for a de Oxum, feminina, tudo deverá ser feito de outra forma. O princípio genitor que estiver imperando e mais o sexo do iniciando, a fase da lua e o dia da semana, entre outros fatores, vão determinar a natureza e o número das folhas votivas a serem utilizadas, o momento de sua coleta, o maior ou menor numero de cantigas a serem entoadas para Oxum e Inlê, a sequência das oferendas e até mesmo os dias de clausura do iniciando. O otá é simplesmente uma pedra de mato ou de rio (ou ambas), que deve repousar num prato najé, com miniaturas de seta e espada de latão, no azeite de dendê ou no mel, dentro de uma bacia de louça branca. Logun quando emana em seus "filhos" em celebrações, rituais e homenagens, usa damatá e abebé de latão e, às vezes, leva um barco em uma das mãos, em alusão à sua condição de protetor dos navegantes. Veste axó(saiote)/bombacho(calça larga) amarelo e um pano (ojá) azul-turquesa amarrado no ombro, cruzado com outro branco. Carrega couraça, capanga, polvari de latão e um berrante, espécie de trombeta feita de chifre de boi a tiracolo. Na cabeça usa capacete dourado ou chapéu de caçador com plumas azuis, amarelas e brancas. Seus colares são de miçangas leitosas, nas cores azul turquesa e amarelo ouro alternadamente. Usa também braceletes. ASSENTAMENTO DE LOGUN: ODELONÃ (OXOSSI): Material necessário: - 2 Okutá sendo um do fundo e um da margem do rio (seixo de rio) - Areia do rio - 16 Búzios - Ori - Osun ou pó de ierosun (pó da Baphia nítida que tem a cor vermelha) - 16 moedas - Azeite de dendê - Obi (conhecido como noz-de-cola) - Orogbo - 4, 5 ou 16 Ide branco/amarelo - Apoti ou Apere - 2 pedras de corvina - Sopeira de louça - 2 Ikodide (uma pena vermelha, extraída da cauda de um tipo de