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O pombo no candomblé O pombo, também conhecido como pombo-doméstico ou pombo-das-rochas (Columba livia), é uma ave membro da família Columbida. Verifica-se grande variação no padrão de cores desse animal, havendo exemplares brancos, marrons, manchados e acinzentados. Há poucas diferenças visíveis entre machos e fêmeas. Sua plumagem é normalmente em tons cinza, mais claro nas asas que no peito e cabeça, com cauda riscada de negro e pescoço esverdeado. Caracterizam-se, em geral, pelos reflexos metálicos na plumagem, cabeça e pés
pequenos e bico com elevação na base, sendo a ponta deste em forma de gancho, costumando ser negro, curto e fino, com 3,8 cm de comprimento médio.  Geralmente são monogâmicos, tendo dois filhotes por ninhada. Ambos os pais cuidam do filhote por um tempo. Seus habitats incluem vários ambientes abertos e semiabertos. Brechas entre rochas costumam ser usadas para se empoleirar e reproduzirem, quando na natureza. É criado por asiáticos desde a antiguidade mais remota — há imagens que o representam, na Mesopotâmia, datadas de 4.500 a.C., e com o passar do tempo se estabeleceram ao redor do mundo, principalmente nas cidades, e atualmente a espécie é abundante. Atualmente são vistos como animais sinantrópicos. Não há nenhum predador nas grandes cidades para este animal e sua reprodução é rápida, o que gera uma população cada vez maior, um grave problema ambiental ao homem, já que abrigam alguns parasitas que podem ser nocivos à saúde humana.
No candomblé vários mitos envolvendo Oxalá, trata-se de um Pombo Branco, foi este animal que acompanhou Oxalá na criação e até hoje fica em destaque em seu Opaxorô que é seu cajado, em terreiros de candomblé como não há sincretismo a figura mais usada é o Pombo Branco sob o globo. O passado mostra a importância dessa ave também em outras crenças e culturas. A pomba era a ave favorita de Afrodite. Zeus assumiu a forma de um pombo para seduzir Phthéia. Foi um pássaro sagrado para assírios, egípcios e hebreus. Na Síria eram venerados e não podiam ser tocados. Foi ele o mensageiro no Dilúvio.
A associação do pombo ao fogo, como vemos no Espírito Santo, também aparece em lendas Budistas e no Oriente. No Cristianismo é associado à pureza. Na China simboliza a fidelidade conjugal. Na Índia é considerado o pássaro da alma. Entre os Alquimistas a pomba branca é o símbolo da limpeza da matéria prima a caminho da transformação. Àdàbà orò ma fẹ. Ò fẹ́ lẹ (ẹiyẹlé) ó              Pronúncia: Adabá ôrô mã fé Ọ̀ fé lé (éiélé) ô Tradução: É Àdàbà que ela quer para o sacrifício Ela não quer pomba A cantiga acima deixa claro que Ọ̀ṣun não aceita o sacrifício da pomba. Por quê? Ìtan (mito): Ọ̀ṣun, enquanto esposa de Ṣàngó, sofria com sua indiferença e sua infidelidade. O Ọba sempre a deixava sozinha, o que provocava na esposa ódio e tristeza. Após uma grande briga entre os dois, Ṣàngó prendeu Ọ̀ṣun num quarto do palácio real cuja janela tinha barras de ferro e, como sempre, foi às festas que lhe aprazia. Neste dia, Èṣù que é grande aliado Ọ̀ṣun, viu-a aos gritos de socorro pela janela do quarto e lhe perguntou o que acontecera. Ela lhe contou a história e Èṣù resolve ajudar  a Ìyálòóde. Este, por sua vez, preparou uma mistura de folhas e sementes dando origem a um pó para soprar em Oxum. Quando voltou ao palácio do rei Èṣù soprou o pó Ọ̀ṣun e ela se transformou numa linda pomba, podendo assim fugir do cárcere imposto pelo Aláàfin.        ÀDÀBÁ
Deste ocorrido em diante, em respeito à pomba, Ọ̀ṣun recusa que ela lhe seja sacrificada, sendo este animal substituído pelo Àdàbà (streptopelia semitorquata), em terras africanas.  No Brasil, como este pássaro não existe, ele é substituído pela Juriti (leptotila verreauxi, na foto abaixo), a qual é bastante semelhante ao Àdàbà.