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ÁSÉSÈ (AXÉXÉ) Na   religião   dos   orixás,   inkicies   e   voduns   ser   iniciado significa   acordar   nossa   memória   ancestral   esquecida   e restabelecer    os    elos    que    nos    trouxeram    para    esse mundo   (Aye).   É   nesse   momento   que   costumamos   dizer que   “nascemos”   dentro   da   Religião.   Esse   nascimento marca   outra   forma   de   encarar   e   nos   relacionar   com   o mundo   que   nos   cerca,   pois   passamos   a   reconhecer não     apenas     a     entidade     mítica     que     nos     confere individualidade (orí), como também aquela que herdamos de nossos ancestrais (orixá E fibò erù máa loÌkú bá lèBá lè yìí bèrùE fíbò èrù máa loÌkú bá lè, a f’orí bá lè ó Dentro   da   tradição   Ketú,   acredita-se   que   quando   alguém   vem   ao   mundo   trás   consigo quatro   elementos   vitais:   emí,   orí,   orixá   e   egun.   O   emí   é   o   sopro   vital   dado   pelo   Criador (Olorún),   sem   ele   não   existiria   vida.   Já   orí   representa   nossa   cabeça   espiritual,   moldada   por Babá   Ajalá,   no   Orún.   Antes   de   nascermos   no   aye   (Terra),   nosso   orí   caminha   muito,   antes de   aqui   chegar.   Esse   caminho,   escolhido   por   orí,   nunca   é   esquecido   e   vai   definir   o   que chamamos   por   Odú.   Cada   orí,   portanto   irá   ter   o   seu   próprio   caminho,   seu   próprio   odú. Durante   essa   viagem   nosso   Orí   “aprende”   a   gostar   de   algumas   coisas   e   também   a   se desagradar   com   outras.   Cabe   ressaltar   que   a   partir   do   momento   de   nosso   nascimento   na Terra   já   temos   um   “destino”   a   cumprir,   nossas   potencialidade   e   limitações   já   podem   ser conhecidas.   Não   se   altera   o   odú,   o   máximo   que   podemos   fazer   é   amenizar   as   situações que   nos   são   desfavoráveis,   uma   vez   que   Orí   tentará   reproduzir   no   Ayé   tudo   por   que passou, antes de aqui chegar O    orixá    representa    a    nossa    memória    ancestral,    tudo    que    carregamos    de    nossos antepassados.   Essa   herança   é   transportada   não   apenas   no   campo   mítico,   mas   também no    universo    físico.    Esse    aspecto    está    ligado    à    Natureza    e    seus    quatro    elementos primordiais:    Terra,    Fogo,    Água    e   Ar.    Quando    os    nossos    corpos,    mítico    e    físico,    são montados,   eles   trazem   um   pouquinho   de   cada   elemento,   sendo   que   alguns   aparecerão   em maior    quantidade.    Por    exemplo,    um    descendente    de    Xango,    terá    certamente    grande quantidade    de    fogo    na    sua    formação,    já    um    filho    de    Obaluaye    carregará    consigo    a presença   predominante   do   elemento   terra.   O   orixá   nos   imprime   a   sua   marca,   expressa através de nossa constituição física e nossa personalidade. Durante   a   nossa   saída   do   Orún   nos   deparamos   com   o   nosso   Odú   (caminho),   entretanto,   é na   nossa   caminhada   no Ayé   que   iremos   “tentar”   colocar   em   prática   tudo   o   que   foi   visto   por Orí.   Tudo   que   fazemos   e   vemos   aqui   no   Aye,   fica   guardado   com   Egum.   Egum   aprende   a amar,   e   também   a   rejeitar,   determinadas   coisas   e   pessoas.   Ele   representa   nosso   lado mais   ligado   ao   aspecto   material   da   vida.   Por   menos   tempo   que   uma   pessoa   viva   seu   egum sempre levará alguma lembrança daqui da Terra A   junção   desses   quatro   elementos   poderia   ser   comparada   com   o   conceito   Cristão   de Alma (derivado   do   latim   anima   =   que   é   animado),   sendo   então   o   responsável   por   dar   vida   ao corpo   material   (ara).   Por   outro   lado,   o   conceito   africano   consegue   explicar,   de   forma coerente,   o   porquê   de   sermos   tão   diferentes   uns   dos   outros.   Embora   o   Emí   seja   o   mesmo sopro    divino    para    todos,    e    duas    pessoas    pertençam    ao    mesmo    orixá,    jamais    elas possuirão o mesmo Orí e nem tão pouco o mesmo Egum. Cada ser criado é único. Quando   alguém   é   iniciado   no   culto   aos   orixás,   o   elo   que   o   liga   ao   seu   ancestral   mítico (orixá)   é   estreitado. A   memória   ancestral,   muitas   vezes   esquecida,   é   reavivada.   O   caminho (Odú)   pelo   qual   Orí   escolheu   vir   ao   Ayé   é   conhecido.   O   indivíduo   passa   a   ser   um   Omo orixá   (filho   de   orixá),   seja   iyawo,   ogan   ou   ekejí.   Não   está   mais   sozinho,   faz   parte   de   uma comunidade   (Egbé),   assumindo   responsabilidades   para   com   o   seu   orixá   e   também   aos demais orixás e filhos da casa. A   cada   ano,   e   a   cada   obrigação   paga,   sua   relação   com   o   seu   orixá   olorí   (Guardião)   vai ficando   mais   forte.   Seu   axé   irá   aumentar,   seu   conhecimento   e   suas   responsabilidades dentro   da   comunidade   também.   Ao   final   de   seu   sétimo   ano   de   iniciação   (Odun   Ejè), poderá   se   tornar   um   Egbomi   (irmão   mais   velho),   podendo   então   receber   um   Oye   (cargo), caso   seu   Odú   assim   determine.   Nessa   ocasião   também,   caso   ainda   não   possua,   poderá possuir   um   igbá   orí   (assentamento   do   Orí   individual).   É   costume   se   dizer   que   só   a   partir desse    momento    o    seu    processo    de    iniciação    está    concluído,    daí    muitas    casas    montarem   o   igbá   orí   nesse   momento.   Nos   anos   que   se   seguem   são   realizadas   mais   duas importantes   obrigações,   de   14   e   21   anos,   onde   o   iniciado   reafirma   os   seus   votos   para   com o seu orixá e também com a comunidade ao qual está inserido. Observamos   que   durante   a   vida   religiosa,   o   iniciado   é   levado   por   meio   de   diversos   rituais, a   reiterar   os   laços   que   o   ligam   não   só   ao   seu   orixá,   mas   também   a   comunidade   que   o acolheu.   Celebra-se   a   vida   que   se   individualizou   e   também   a   vida   que   se   integrou   aos demais.   Quando   um   iniciado   morre,   esses   elos   têm   de   ser   desfeitos.   O   indivíduo   passa   de vivo (ara ayé) para morto (ara orún). O   conjunto   de   rituais   que   são   realizados   com   a   finalidade   de   restituir   o   equilíbrio   entre   os ara   aye   e   os   ara   orun   é   conhecido   nas   casas   de   tradição   Ioruba   pela   denominação   de Ásèsé    (Àjèjè).    Em    outras    nações    esse    ritual    costuma    receber    outros    nomes,    como Sihun/Zerim   (Jeje)   e   Mukundu/Ntambi   (Bantu).   É   interessante   frizar   que   os   termos   Sihun   e Zerim,   na   língua   fon,   se   referem   também   a   instrumentos   utilizados   em   substituição   aos atabaques nos rituais funerários. Embora   muitos   desconheçam,   o   Ásèsé   é   uma   cerimônia   obrigatória   para   todo   aquele   que se   iniciou,   independente   do   cargo   que   ocupava   (iyawo,   ogan,   ekeji   ou   sacerdote).   No processo   de   iniciação   se   criam   e   fortalecem   os   vínculos   entre   o   iniciado,   o   orixá   e   a comunidade,    quando    ocorre    a    morte,    esses    laços    PRECISAM    ser    desfeitos.    Isso    é importante   tanto   para   aquele   que   vai   embora   do   mundo   material   como   para   aqueles   que permaneceram neste mundo. ] De   forma   geral   podemos   dizer   que   no   Ásèsé   o   caminho   segue   o   inverso   do   realizado   na iniciação.   Para   melhor   compreender,   devemos   nos   lembrar   dos   conceitos   de   Emí,   Orí, Orixá   e   Egum.   Quando   morremos   nosso   Emí   não   é   perdido,   ele   retorna   para   o   seu Criador,   o   sopro   vital   deixa   o   corpo   material,   que   se   torna   inerte.   Já   nosso   Orí,   carregando o   nosso   “destino”   se   desintegra,   pois   é   único.   Ninguém   poderá   herdar   o   Orí   de   outro, motivo   pelo   qual   o   igbá   orí   deverá   ser   desfeito.   O   orixá   para   o   qual   fomos   iniciados,   irá retornar   para   a   Natureza,   da   qual   é   uma   pequena   parte.   Caso   seja   de   sua   vontade,   poderá continuar   sendo   adorado   e   retornar   mais   tarde,   através   de   um   novo   nascimento.   Nesses casos   poderá   até   trazer   um   nome   que   o   identifique,   como   Babá   (Iyá)   Túndé   (o   Pai/Mãe voltou).   Esse   orukó   (nome)   pode   se   estendido   não   apenas   para   o   orixá   que   retorna,   mas também   para   o   filho   desse   orixá.   Esse   princípio,   que   se   assemelha   em   parte   com   o conceito   de   reencarnação,   é   denominado   pelos   Iorubá   como   Àtúnwa   (aquele   que   retorna). Entretanto,   embora   sejam   conceitos   semelhantes,   diferem   em   diversos   aspectos.   Não podemos    esquecer    que    a    reencarnação    pressupõe    o    retorno    ao    mundo    de    uma alma/espírito   indivisível,   enquanto   na   visão   africana   esse   princípio   gerador   da   vida   é   bem mais complexo. Quando   a   vida   deixa   o   corpo   (ara)   nosso   egum   também   se   desprende   do   mesmo.   Esse Egúm    carregará    consigo,    a    memória    do    vivo,    de    todas    as    suas    ações,    devendo    ser encaminhado   de   volta   para   o   orún.   Sua   memória   será   sempre   lembrada   e   exaltada   pelos vivos, porém ele não pode continuar mais entre nós. Cabe   ressaltar   que   existem   nove   oruns,   dependendo   de   como   se   portou   esse   Egum   no Aye   ele   será   encaminhado   para   um   dos   nove   orúns,   podendo   retornar   ao   aye   novamente ou    não.    Segundo    a    tradição    africana,    um    orixá    pode    retornar    através    de    um    novo nascimento   e   não   necessariamente   estar   ligado   ao   retorno   de   um   determinado   Egum,   ao qual   ele   antes   estava   vinculado..Para   o   africano,   o   retorno   de   um   Egúm   ao   mundo   dos vivos   também   está   relacionado   com   o   merecimento   do   mesmo,   perante   Olorún.   Nossas atitudes e ações, sempre serão importantes. Embora   não   exista   exatamente   um   conceito   de   inferno   Cristão,   existem   espaços   no   orun que   abrigarão   o   Egum   que   não   soube   conduzir   os   seus   passos,   a   exemplo   do   Òrún Àpàádi   e   o   Òrun   Burúkú.   Da   mesma   forma   existem   espaços   de   paz   e   alegria   como   o   Òrun Reree o Òrun Àlàáfíà Podemos   concluir   daí   que,   o   Ásèsé   não   é   um   privilégio   concedido   a   determinado   iniciado, mas   sim   uma   etapa   importante   de   todo   aquele   que   passou   pelo   processo   de   iniciação, seja   sacerdote   ou   não.   A   realização   correta   desse   ritual   representa   a   possibilidade   de   um recomeço,   de   voltar   a   origem.   Só   após   retornarmos   a   origem,   perdendo   a   nossa   existência individualizada   no   aye,   poderemos   estar   preparados   para   recomeçarmos   o   ciclo   da   vida. Antes   da   vida   recomeçar,   cada   coisa   deve   ser   reposta   em   seu   devido   lugar.   Isso   me   faz lembrar um itan (lenda) sobre Ikú, a morte “Quando   Olòrún   incumbiu   Obatalá   para   criar   o   homem   decidiu   que   o   principal   material   a ser   utilizado   seria   Amòn,   a   lama,   mistura   de   terra   e   água.   O   Senhor   do   Pano   Branco solicitou   vários   orixás   para   lhe   trazerem   Amòn.   Entretanto   cada   vez   que   os   mesmos   se abaixavam   e   tentavam   retirar   Amòn,   a   terra   chorava,   pois   estavam   retirando   um   pedaço dela.   Todos   eles   falharam   na   missão,   sendo   Ikú   o   único   a   retirar   Amòn   e   entregar   a Obatalá.   Como   recompensa,   o   Rei   do   Alá   delegou   a   Ikú   a   tarefa   de   devolver   à   terra   o corpo   (ara)   de   cada   homem   e   mulher   assim   que   o   sopro   vital   (Emí)   retorna-se   a   Olòrún.” Por   isso,   toda   vez   que   Emí   é   perdido   e   temos   a   aproximação   de   Ikú   nosso   orixá   vai embora,   retornando   ao   seu   elemento   fundamental.   Esse   itan   justifica   ainda   a   necessidade, segundo   a   crença   Ioruba,   de   sermos   enterrados.   Amòn   deve   retornar   para   sua   origem, para   que   possa   novamente   ser   utilizada..   Ásèsé   é   exatamente   isso,   tornar   possível   uma volta à origem, sem Ásèsé não existe recomeço, pois o ciclo ainda não se completou.. Embora   seja   uma   cerimônia   que   se   estende   a   todo   iniciado,   a   duração   e   a   forma   como   ela irá    ser    conduzida    difere,    de    acordo    com    o    grau    hierárquico,    tempo    de    iniciação    e quantidade   de   elos   a   serem   desfeitos.   Quanto   maior   seu   status   dentro   da   comunidade quando   vivo,   mais   complexo   deverá   ser   o   ritual   funerário.   Infelizmente   é   triste   observar   a grande   quantidade   de   iniciados   que   sequer   tem   a   chance   de   terem   a   finalização   de   sua iniciação.   Os   motivos   são   diversos:   desconhecimento   da   importância   desse   rito,   falta   de interesse   em   arcar   com   os   custos   (que   costumam   ser   altos)   e   até   mesmo   por   achar   que   o iniciado não era merecedor (??). Com   relação   aos   custos   excessivos   do   ritual,   isso   se   deve,   a   meu   ver,   a   uma   prática puramente   mercantilista   e   que   está   cada   vez   mais   frequente   entre   alguns   membros   das religiões   de   matriz   africana.   Hoje   em   dia,   só   tem   direito   a   um   Ásèsé   aquele   que   está disposto,   e   pode,   pagar.   O   conhecimento   é   vendido,   ou   é   utilizado   como   moeda   de   troca. A lei   do   merecimento   e   tempo   de   iniciação   pouco   importa.   Uma   das   consequências   disso   é que,    a    visão    deixada    pelos    nossos    ancestrais,    de    comunidade,    é    cada    vez    mais suplantada   pelos   desejos   individuais. A   Tradição   não   dita   mais   as   regras,   cada   qual   segue suas    próprias    regras,    de    acordo    com    seus    interesses    momentâneos.    Dessa    forma    a essência   vai   se   perdendo,   a   memória   vai   ficando   esquecida.   Ora,   sem   memória,   não existiria   o   Candomblé,   uma   vez   que   ele   está   enraizado   no   conceito   de   ancestralidade. Quando    enfraquecemos    a    Tradição,    estamos    enfraquecendo    a    memória    de    nossos ancestrais,   fazendo   com   que   nossas   origens   sejam   esquecidas.   O   Ásèsé   nos   ensina,   se não podermos retornar a nossas origens, como poderemos sustentar nossa religião? A   pessoa   nasce   somente   uma   vez   e   morre   somente   uma   vez,por   tanto   a   pratica   de   Ásèsé depois   do   real   Ásèsé   não   existe   .ou   seja   oya   dançou   pra   celebrar   os   fúnebres   de   Ossossi por   7   dias   como   ditos   em   alguns   itás   tais   como.   Vivia   em   terras   de   Queto   um   caçador chamado   Odulecê.   Era   o   líder   de   todos   os   caçadores.   Ele   tomou   por   sua   filha   uma   menina nascida em Irá, que por seus modos espertos e ligeiros era conhecido por Oyá. Oyá   tornou-se   logo   a   predileta   do   velho   caçador,   conquistando   um   lugar   de   destaque naquele   povo.   Mas   um   dia   a   morte   levou   Odulecê,   deixando   Oyá   muito   triste.   A   jovem penosu   numa   forma   de   homenagear   o   seu   pai   adotivo.Reuniu   todos   os   instrumentos   de caça   de   Odulecê   e   enrolou-os   num   pano.   Também   preparou   todas   as   iguarias   que   ele tanto   gostava   de   saborear.   Dançou   e   cantou   por   sete   dias,   espalhando   por   toda   a   parte, com   seu   vento,   o   seu   canto,   fazendo   com   que   se   reunissem   no   local   todos   os   caçadores da   terra.Na   sétima   noite,   acompanhada   dos   caçadores,   Oyá   embrenhou-se   mata   adentro e depositou ao pé de uma árvore sagrada os pertences de Odulecê. Olorum,   que   tudo   via,   emocionou-se   com   o   gesto   de   Oiá   e   deu-lhe   o   poder   de   ser   a   guia dos   mortos   no   caminho   do   Orum.   Transformou   Odulecê   em   orixá   e   Oyá   na   mãe   dos espaços   dos   espíritos.   Desde   então   todo   aquele   que   morre   tem   seu   espírito   levado   ao Orum   por   Oyá. Antes,   porém,   deve   ser   homenageado   por   seus   entes   queridos,   numa   festa com comidas, cantos e danças. Nasceu assim o funerário ritual do Ásèsé Babá mimá sùn o – Meu pai, não durma, vigie todos os seus filhos!
Ò múnra se bí l’àgbà kése egbé Ò múnra se bí ó l’àgbà kése egbé Ènyin   wa   òkú   ònòn   kó   ihòÈnyin wa   òkú   l’àgbà   kó   seÈnyin   wa   òkú ònòn    l’àgbà    kóróÈnyin    wa    òkú l’àgbà kú egbé
Ò   Ìkú   bá   lè   ilè   yóÌkú   bá   lèÒ   Ìkú   bá   lé   ilè yóÌkú    bá    lèBá    lé    níre    ÉégunNí    s’orò hòÌkú bá lè ilè yóÌkú bá lè ara nlo
Ò múnra se bí l’àgbà kése egbé Ò    múnra    se    bí    ó    l’àgbà    kése egbéÈnyin     wa     òkú     ònòn     ihòÈnyin     wa     òkú     l’àgbà     seÈnyin    wa    òkú    ònòn    l’àgbà kojáÈnyin   wa   òkú   ònòn   l’àgbà kú igbó
Ásèsé,   mo   juba   ;   Ásèsé,   Ásèsé o!;Ásèsé   o   ku   Agbà   o!;   Ásèsé   , Ásèsé   o!;Ásèsé   ,   érù   ku   Àgbà o!; Ásèsé , Ásèsé o
Tradução: Axexé    eu    lhe    apresento    meus humildes     respeitos!;Axexé     eu venero       e       saúdo       os       mais antigos,Axexé    o    escravo    saúda os mais antigos
Ò    dúró    ó    Ìkú    àiyéÒ    dúró    Ìkú àiyéÌkú    l’opa    a    àlà    bàbáÌkú    m’a kékeréÒ dúró Ìkú àiyé
NKÍ BÀBÀ OLÚKÒTÚN" saudação        senhor        lado direito"K'òtún      bájà      dé      o                          K'òtún     oba     K'o     sìn     nkon seÉégun     ò     pààràkáK'òtún nbo    a'reGbà    rú    Olúsemon                                                      Olúkòtún   Olórí   ÉégunÉégun e       kí       tó       lésè       OlórunE Olúkòtún    bàbà    ÉégunNwon nilé    wa    níUn    ará    àiyé    tàbí araaléE Olúkòtú
Tradução: Saudamos     o     senhor     do     lado     direito,     que     chegou     e lutouSaudamos   o   rei   do   lado   direitoSaúdo   aquele   a   quem servirei    as    coisasComo    um    éégun    menos    importante,    que segue   o   mais   importanteSaudamos   o   senhor   do   lado   direito, cultuando-o   estamos   bemFaremos   oferendas   ao   senhor   que tem   a   sabedoria.Senhor   do   lado   direito,   cabeça   "chefe"   dos EgùngúnÉégun,    saudamos    aquele    que    está    aos    pés    de deus.Senhor   do   lado   direito,   Pai   ÉégunQue   com   os   demais está   em   nossa   casaCom   os   espíritos   da   terra   ou   com   os Ancestrais da Família
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  ÁSÉSÈ (AXÉXÉ) Na       religião       dos orixás,      inkicies      e voduns    ser    iniciado significa   acordar   nossa   memória   ancestral esquecida   e   restabelecer   os   elos   que   nos trouxeram    para    esse    mundo    (Aye).    É nesse    momento    que    costumamos    dizer que   “nascemos”   dentro   da   Religião.   Esse nascimento   marca   outra   forma   de   encarar e   nos   relacionar   com   o   mundo   que   nos cerca,   pois   passamos   a   reconhecer   não apenas   a   entidade   mítica   que   nos   confere individualidade   (orí),   como   também   aquela que herdamos de nossos ancestrais (orixá E fibò erù máa loÌkú bá lèBá lè yìí bèrùE fíbò èrù máa loÌkú bá lè, a f’orí bá lè ó Dentro   da   tradição   Ketú,   acredita-se   que quando     alguém     vem     ao     mundo     trás consigo   quatro   elementos   vitais:   emí,   orí, orixá   e   egun.   O   emí   é   o   sopro   vital   dado pelo     Criador     (Olorún),     sem     ele     não existiria    vida.    Já    orí    representa    nossa cabeça   espiritual,   moldada   por   Babá Ajalá, no    Orún.    Antes    de    nascermos    no    aye (Terra),   nosso   orí   caminha   muito,   antes   de aqui   chegar.   Esse   caminho,   escolhido   por orí,   nunca   é   esquecido   e   vai   definir   o   que chamamos   por   Odú.   Cada   orí,   portanto   irá ter    o    seu    próprio    caminho,    seu    próprio odú.    Durante    essa    viagem    nosso    Orí “aprende”   a   gostar   de   algumas   coisas   e também    a    se    desagradar    com    outras. Cabe   ressaltar   que   a   partir   do   momento de   nosso   nascimento   na   Terra   já   temos um       “destino”       a       cumprir,       nossas potencialidade   e   limitações   já   podem   ser conhecidas.     Não     se     altera     o     odú,     o máximo   que   podemos   fazer   é   amenizar   as situações   que   nos   são   desfavoráveis,   uma vez   que   Orí   tentará   reproduzir   no Ayé   tudo por que passou, antes de aqui chegar O    orixá    representa    a    nossa    memória ancestral,   tudo   que   carregamos   de   nossos antepassados.         Essa         herança         é transportada     não     apenas     no     campo mítico,    mas    também    no    universo    físico. Esse    aspecto    está    ligado    à    Natureza    e seus   quatro   elementos   primordiais:   Terra, Fogo,    Água    e    Ar.    Quando    os    nossos corpos,   mítico   e   físico,   são   montados,   eles trazem   um   pouquinho   de   cada   elemento, sendo   que   alguns   aparecerão   em   maior quantidade.          Por          exemplo,          um descendente    de    Xango,    terá    certamente grande     quantidade     de     fogo     na     sua formação,     já     um     filho     de     Obaluaye carregará         consigo         a         presença predominante   do   elemento   terra.   O   orixá nos     imprime     a     sua     marca,     expressa através    de    nossa    constituição    física    e nossa personalidade. Durante    a    nossa    saída    do    Orún    nos deparamos   com   o   nosso   Odú   (caminho), entretanto,   é   na   nossa   caminhada   no   Ayé que    iremos    “tentar”    colocar    em    prática tudo    o    que    foi    visto    por    Orí.    Tudo    que fazemos     e     vemos     aqui     no    Aye,     fica guardado    com    Egum.    Egum    aprende    a amar,   e   também   a   rejeitar,   determinadas coisas   e   pessoas.   Ele   representa   nosso lado   mais   ligado   ao   aspecto   material   da vida.   Por   menos   tempo   que   uma   pessoa viva    seu    egum    sempre    levará    alguma lembrança daqui da Terra A   junção   desses   quatro   elementos   poderia ser   comparada   com   o   conceito   Cristão   de Alma   (derivado   do   latim   anima   =   que   é animado),   sendo   então   o   responsável   por dar   vida   ao   corpo   material   (ara).   Por   outro lado,      o      conceito      africano      consegue explicar,   de   forma   coerente,   o   porquê   de sermos    tão    diferentes    uns    dos    outros. Embora   o   Emí   seja   o   mesmo   sopro   divino para   todos,   e   duas   pessoas   pertençam   ao mesmo    orixá,    jamais    elas    possuirão    o mesmo   Orí   e   nem   tão   pouco   o   mesmo Egum. Cada ser criado é único. Quando    alguém    é    iniciado    no    culto    aos orixás,   o   elo   que   o   liga   ao   seu   ancestral mítico    (orixá)    é    estreitado.    A    memória ancestral,     muitas     vezes     esquecida,     é reavivada.   O   caminho   (Odú)   pelo   qual   Orí escolheu     vir     ao    Ayé     é     conhecido.     O indivíduo   passa   a   ser   um   Omo   orixá   (filho de   orixá),   seja   iyawo,   ogan   ou   ekejí.   Não está    mais    sozinho,    faz    parte    de    uma comunidade           (Egbé),           assumindo responsabilidades   para   com   o   seu   orixá   e também    aos    demais    orixás    e    filhos    da casa. A   cada   ano,   e   a   cada   obrigação   paga,   sua relação   com   o   seu   orixá   olorí   (Guardião) vai     ficando     mais     forte.     Seu     axé     irá aumentar,     seu     conhecimento     e     suas responsabilidades   dentro   da   comunidade também.   Ao   final   de   seu   sétimo   ano   de iniciação   (Odun   Ejè),   poderá   se   tornar   um Egbomi     (irmão     mais     velho),     podendo então   receber   um   Oye   (cargo),   caso   seu Odú     assim     determine.     Nessa     ocasião também,   caso   ainda   não   possua,   poderá possuir   um   igbá   orí   (assentamento   do   Orí individual).   É   costume   se   dizer   que   só   a partir   desse   momento   o   seu   processo   de iniciação   está   concluído,   daí   muitas   casas só   montarem   o   igbá   orí   nesse   momento. Nos   anos   que   se   seguem   são   realizadas mais   duas   importantes   obrigações,   de   14 e    21    anos,    onde    o    iniciado    reafirma    os seus    votos    para    com    o    seu    orixá    e também   com   a   comunidade   ao   qual   está inserido. Observamos   que   durante   a   vida   religiosa, o   iniciado   é   levado   por   meio   de   diversos rituais,   a   reiterar   os   laços   que   o   ligam   não só      ao      seu      orixá,      mas      também      a comunidade   que   o   acolheu.   Celebra-se   a vida    que    se    individualizou    e    também    a vida   que   se   integrou   aos   demais.   Quando um   iniciado   morre,   esses   elos   têm   de   ser desfeitos.   O   indivíduo   passa   de   vivo   (ara ayé) para morto (ara orún). O   conjunto   de   rituais   que   são   realizados com   a   finalidade   de   restituir   o   equilíbrio entre     os     ara     aye     e     os     ara     orun     é conhecido   nas   casas   de   tradição   Ioruba pela   denominação   de   Ásèsé   (Àjèjè).   Em outras   nações   esse   ritual   costuma   receber outros   nomes,   como   Sihun/Zerim   (Jeje)   e Mukundu/Ntambi    (Bantu).    É    interessante frizar    que    os    termos    Sihun    e    Zerim,    na língua      fon,      se      referem      também      a instrumentos    utilizados    em    substituição aos atabaques nos rituais funerários. Embora   muitos   desconheçam,   o   Ásèsé   é uma     cerimônia     obrigatória     para     todo aquele    que    se    iniciou,    independente    do cargo   que   ocupava   (iyawo,   ogan,   ekeji   ou sacerdote).   No   processo   de   iniciação   se criam    e    fortalecem    os    vínculos    entre    o iniciado,   o   orixá   e   a   comunidade,   quando ocorre   a   morte,   esses   laços   PRECISAM ser   desfeitos.   Isso   é   importante   tanto   para aquele   que   vai   embora   do   mundo   material como    para    aqueles    que    permaneceram neste mundo. ] De    forma    geral    podemos    dizer    que    no Ásèsé    o    caminho    segue    o    inverso    do realizado      na      iniciação.      Para      melhor compreender,   devemos   nos   lembrar   dos conceitos    de    Emí,    Orí,    Orixá    e    Egum. Quando     morremos     nosso     Emí     não     é perdido,   ele   retorna   para   o   seu   Criador,   o sopro   vital   deixa   o   corpo   material,   que   se torna   inerte.   Já   nosso   Orí,   carregando   o nosso    “destino”    se    desintegra,    pois    é único.   Ninguém   poderá   herdar   o   Orí   de outro,   motivo   pelo   qual   o   igbá   orí   deverá ser   desfeito.   O   orixá   para   o   qual   fomos iniciados,   irá   retornar   para   a   Natureza,   da qual   é   uma   pequena   parte.   Caso   seja   de sua     vontade,     poderá     continuar     sendo adorado   e   retornar   mais   tarde,   através   de um     novo     nascimento.     Nesses     casos poderá     até     trazer     um     nome     que     o identifique,    como    Babá    (Iyá)    Túndé    (o Pai/Mãe   voltou).   Esse   orukó   (nome)   pode se   estendido   não   apenas   para   o   orixá   que retorna,   mas   também   para   o   filho   desse orixá.   Esse   princípio,   que   se   assemelha em       parte       com       o       conceito       de reencarnação,   é   denominado   pelos   Iorubá como     Àtúnwa     (aquele     que     retorna). Entretanto,      embora      sejam      conceitos semelhantes,       diferem       em       diversos aspectos.   Não   podemos   esquecer   que   a reencarnação     pressupõe     o     retorno     ao mundo    de    uma    alma/espírito    indivisível, enquanto   na   visão   africana   esse   princípio gerador da vida é bem mais complexo. Quando   a   vida   deixa   o   corpo   (ara)   nosso egum   também   se   desprende   do   mesmo. Esse   Egúm   carregará   consigo,   a   memória do   vivo,   de   todas   as   suas   ações,   devendo ser    encaminhado    de    volta    para    o    orún. Sua    memória    será    sempre    lembrada    e exaltada   pelos   vivos,   porém   ele   não   pode continuar mais entre nós. Cabe   ressaltar   que   existem   nove   oruns, dependendo    de    como    se    portou    esse Egum   no   Aye   ele   será   encaminhado   para um   dos   nove   orúns,   podendo   retornar   ao aye     novamente     ou     não.     Segundo     a tradição   africana,   um   orixá   pode   retornar através    de    um    novo    nascimento    e    não necessariamente   estar   ligado   ao   retorno de    um    determinado    Egum,    ao    qual    ele antes   estava   vinculado..Para   o   africano,   o retorno   de   um   Egúm   ao   mundo   dos   vivos também       está       relacionado       com       o merecimento   do   mesmo,   perante   Olorún. Nossas    atitudes    e    ações,    sempre    serão importantes. Embora      não      exista      exatamente      um conceito     de     inferno     Cristão,     existem espaços   no   orun   que   abrigarão   o   Egum que   não   soube   conduzir   os   seus   passos,   a exemplo   do   Òrún   Àpàádi   e   o   Òrun   Burúkú. Da   mesma   forma   existem   espaços   de   paz e    alegria    como    o    Òrun    Reree    o    Òrun Àlàáfíà Podemos   concluir   daí   que,   o   Ásèsé   não   é um    privilégio    concedido    a    determinado iniciado,   mas   sim   uma   etapa   importante de   todo   aquele   que   passou   pelo   processo de    iniciação,    seja    sacerdote    ou    não.    A realização   correta   desse   ritual   representa a   possibilidade   de   um   recomeço,   de   voltar a   origem.   Só   após   retornarmos   a   origem, perdendo          a          nossa          existência individualizada   no   aye,   poderemos   estar preparados   para   recomeçarmos   o   ciclo   da vida. Antes   da   vida   recomeçar,   cada   coisa deve    ser    reposta    em    seu    devido    lugar. Isso   me   faz   lembrar   um   itan   (lenda)   sobre Ikú, a morte “Quando    Olòrún    incumbiu    Obatalá    para criar    o    homem    decidiu    que    o    principal material    a    ser    utilizado    seria    Amòn,    a lama,   mistura   de   terra   e   água.   O   Senhor do    Pano    Branco    solicitou    vários    orixás para   lhe   trazerem   Amòn.   Entretanto   cada vez    que    os    mesmos    se    abaixavam    e tentavam    retirar   Amòn,    a    terra    chorava, pois   estavam   retirando   um   pedaço   dela. Todos   eles   falharam   na   missão,   sendo   Ikú o    único    a    retirar    Amòn    e    entregar    a Obatalá.   Como   recompensa,   o   Rei   do   Alá delegou   a   Ikú   a   tarefa   de   devolver   à   terra o   corpo   (ara)   de   cada   homem   e   mulher assim   que   o   sopro   vital   (Emí)   retorna-se   a Olòrún.”    Por    isso,    toda    vez    que    Emí    é perdido    e    temos    a    aproximação    de    Ikú nosso    orixá    vai    embora,    retornando    ao seu     elemento     fundamental.     Esse     itan justifica   ainda   a   necessidade,   segundo   a crença     Ioruba,     de     sermos     enterrados. Amòn   deve   retornar   para   sua   origem,   para que     possa     novamente     ser     utilizada.. Ásèsé   é   exatamente   isso,   tornar   possível uma   volta   à   origem,   sem   Ásèsé   não   existe recomeço,    pois    o    ciclo    ainda    não    se completou.. Embora     seja     uma     cerimônia     que     se estende    a    todo    iniciado,    a    duração    e    a forma   como   ela   irá   ser   conduzida   difere, de   acordo   com   o   grau   hierárquico,   tempo de   iniciação   e   quantidade   de   elos   a   serem desfeitos.   Quanto   maior   seu   status   dentro da      comunidade      quando      vivo,      mais complexo    deverá    ser    o    ritual    funerário. Infelizmente    é    triste    observar    a    grande quantidade   de   iniciados   que   sequer   tem   a chance    de    terem    a    finalização    de    sua iniciação.      Os      motivos      são      diversos: desconhecimento    da    importância    desse rito,   falta   de   interesse   em   arcar   com   os custos    (que    costumam    ser    altos)    e    até mesmo   por   achar   que   o   iniciado   não   era merecedor (??). Com    relação    aos    custos    excessivos    do ritual,    isso    se    deve,    a    meu    ver,    a    uma prática   puramente   mercantilista   e   que   está cada    vez    mais    frequente    entre    alguns membros   das   religiões   de   matriz   africana. Hoje   em   dia,   só   tem   direito   a   um   Ásèsé aquele   que   está   disposto,   e   pode,   pagar. O   conhecimento   é   vendido,   ou   é   utilizado como      moeda      de      troca.      A      lei      do merecimento   e   tempo   de   iniciação   pouco importa.   Uma   das   consequências   disso   é que,     a     visão     deixada     pelos     nossos ancestrais,    de    comunidade,    é    cada    vez mais   suplantada   pelos   desejos   individuais. A   Tradição   não   dita   mais   as   regras,   cada qual     segue     suas     próprias     regras,     de acordo          com          seus          interesses momentâneos.    Dessa    forma    a    essência vai   se   perdendo,   a   memória   vai   ficando esquecida.      Ora,      sem      memória,      não existiria   o   Candomblé,   uma   vez   que   ele está        enraizado        no        conceito        de ancestralidade.   Quando   enfraquecemos   a Tradição,      estamos      enfraquecendo      a memória    de    nossos    ancestrais,    fazendo com       que       nossas       origens       sejam esquecidas.   O   Ásèsé   nos   ensina,   se   não podermos     retornar     a     nossas     origens, como       poderemos       sustentar       nossa religião? A   pessoa   nasce   somente   uma   vez   e   morre somente   uma   vez,por   tanto   a   pratica   de Ásèsé   depois   do   real   Ásèsé   não   existe   .ou seja   oya   dançou   pra   celebrar   os   fúnebres de    Ossossi    por    7    dias    como    ditos    em alguns   itás   tais   como.   Vivia   em   terras   de Queto   um   caçador   chamado   Odulecê.   Era o   líder   de   todos   os   caçadores.   Ele   tomou por   sua   filha   uma   menina   nascida   em   Irá, que   por   seus   modos   espertos   e   ligeiros era conhecido por Oyá.
Ò   Ìkú   bá   lè   ilè   yóÌkú   bá   lèÒ   Ìkú   bá   ilè   yóÌkú   bá   lèBá   lé   níre   ÉégunNí   s’orò hòÌkú bá lè ilè yóÌkú bá lè ara nlo
Ò múnra se bí l’àgbà kése egbé Ò múnra se bí ó l’àgbà kése egbé Ènyin   wa   òkú   ònòn   kó   ihòÈnyin wa   òkú   l’àgbà   kó   seÈnyin   wa   òkú ònòn    l’àgbà    kóróÈnyin    wa    òkú l’àgbà kú egbé
Ò múnra se bí l’àgbà kése egbé Ò    múnra    se    bí    ó    l’àgbà    kése egbéÈnyin     wa     òkú     ònòn     ihòÈnyin     wa     òkú     l’àgbà     seÈnyin    wa    òkú    ònòn    l’àgbà kojáÈnyin   wa   òkú   ònòn   l’àgbà kú igbó