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KELÊ Kelê, kele ou quelê é um fetiche ou seja: Objeto inanimado feito pelo homem ao qual se atribui poder sobrenatural e se presta culto. Confeccionado com "miçangas" fio de conta, intercalado com firmas de porcelana, pedras tipo ágata e cristal, terra cota, búzios, lagdiba, até mesmo sementes. Sua cor varia de acordo com o orixá de cada iniciado na feitura de santo. O Kelê é uma aliança que tem a finalidade de unir o sagrado com o iniciado, num simbolismo de casamento perfeito com o seu orixá, usando restritamente
no pescoço, na iniciação e na obrigação de sete anos de feitura. O Kelê e um ritual apenas do Candomblé em substituição ao fato de não vivermos nas terras Yorubas, então criaram o Kelê para mantermos mais tempo próximos a energia do Orixa, no Isese Lagba em terras Yoruba não se usa o Kelê por serem acendestes  diretos ou seja convivem diariamente com anergia dos Orixas Durante o período do Kelê é proibido utilizar outra cor de roupa que não seja branco da cabeça aos pés, não poderá fazer uso de bebidas alcoólicas e cigarro. Não pode sair a noite, fazer sexo, e deverá respeitar os horários de 6:00, 12:00, 18:00 e 00:00. E até que se complete um ano, outros preceitos continuarão, como: não tomar banho de mar/rio, não ir para a festa de carnaval, cemitério e não frequentar ambientes com grande volume de pessoas que fazem uso de bebidas alcoólicas
Depois de um período que pode variar de 15, 21 dias e até mesmo três meses da obrigação ritualística, a "joia" do orixá como também é chamada, é determinado pelo orixa, através do merindilogun a ser colocada no assentamento sagrado "Igba orixa", podendo permanecer até a ultima obrigação do iniciado chamada de axexê, quando este objeto tão sagrado e místico é desfeito.
KELÉ O sacerdócio e organização dos ritos para o culto dos Orixá são complexos, com todo um aprendizado que administra os padrões culturais de transe, pelo qual os deuses se manifestam no corpo de seus iniciados durante as cerimônias para serem admirados, louvados, cultuados. O ritual de iniciação no Candomblé, a feitura no santo, representa um renascimento, tudo será novo na vida do Iyàwó, ele receberá inclusive um nome pelo qual passará a ser chamado dentro da comunidade do Candomblé. A feitura tem por início no recolhimento. São 21 (vinte e um) dias de reclusão e neste prazo são realizados banhos, boris, oferendas, ebós, todo o aprendizado começa, as rezas, as dança, as cantigas... E feito a raspagem dos cabelos (orô) e o abiã recebe o oxu (representa o canal de comunicação entre o iniciado e seu orixá), o kelê, os delogun, o mokan, o xaorô, os ikan, o ikodidé. O filho de santo terá que passar agora por um ritual, onde terá seu corpo pintado com giz, denominado efun. Ele deverá passar por este ritual de pintura por 7 (sete) dias seguidos. O abiã terá agora que assentar seu Orixá e ofertar-lhe sacrifícios de animais de acordo com as características de cada um. Feito isso ele passa a chamar-se Iyàwó. A festa ritualística que marca o término deste período é denominado Saída de Iyàwó. Neste momento, ele será apresentado à comunidade, sendo acompanhado por uma autoridade à frente de todos para que lhe sejam rendidas homenagens. Deitado sobre uma esteira, ele saudará com adobá e paó, que são palmas compassadas que serão dadas a cada reverência feita pelo Iyàwó e acompanhada por todos presentes, como demonstração de que a partir daquele momento ele nunca mais estará sozinho em sua caminhada. Primeiramente saudará o mundo, neste momento a localização da esteira é na porta principal da casa. No seu interior, ele saudará a comunidade e por último, frente aos atabaques que representam as autoridades presentes. Neste primeiro momento o Orixá somente poderá dar o jicá. Só após a queda do kelê, o Orixá poderá dar seu ilá. O momento mais aguardado do cerimonial é o orukó. Neste momento, o Orixá dirá o nome de iniciação de seu filho perante todos e também é neste momento que abre-se sua idade cronológica dentro de sua vida no santo. Após a saída e depois dos 21 (vinte e um) dias de recolhimento, o Iyàwó permanecerá de resguardo até a queda de kelê, por um período de 3 (três) meses fora do barracão, neste período ele não poderá utilizar talheres para comer, deve continuar a se sentar no chão sobre a esteira durante as refeições, está proibido de utilizar outra cor de roupa que não o branco da cabeça aos pés, não poderá fazer uso de bebidas alcoólicas, cigarro. .. E nem tão pouco sair à noite. E até que se complete 1 (um) ano, seus preceitos continuarão. Até que o Iyàwó complete a maior idade de santo, que é de 7 anos, com todas obrigações devidamente tomadas, terá que continuar dia a dia seu aprendizado e reforçar seus votos por meio das obrigações. No candomblé, sempre estão presentes o ritmo dos tambores, os cantos, a dança e a comida (Motta, 1991). Uma festa de louvor aos Orixá (toque) sempre se encerra com um grande banquete comunitário (ajeum, que significa "vamos comer"), preparado com carne dos animais sacrificados. O novo filho ou filha-de-santo deverá oferecer sacrifícios e cerimônias festivas ao final do primeiro, terceiro e sétimo ano de sua iniciação. No sétimo aniversário, recebe o grau de senioridade (Ûgbïnmi, egbomi, que significa "meu irmão mais velho"), estando ritualmente autorizado a abrir sua própria casa de culto. Quando o Ûgïnmi morre, rituais fúnebres (asèsè) são realizados pela comunidade para que o Orixá fixado na cabeça durante a primeira fase da iniciação possa desligar-se do corpo e retornar ao mundo paralelo dos deuses (Îrun) e para que o espírito da pessoa morta (egúngún) liberte-se daquele corpo, para renascer um dia e poder de novo gozar dos prazeres deste mundo. KELÊ E RESGUARDO PÓS FEITURA Após a saída do roncó (cerimônia do nome), o iniciado permanecerá de resguardo até a queda de kelê, por um período de três meses. Durante este período está proibido utilizar outra cor de roupa que não seja branco da cabeça aos pés, não poderá fazer uso de bebidas alcoólicas e cigarro. Não pode sair a noite, fazer sexo, e deverá respeitar os horários de 6:00, 12:00, 18:00 e 00:00. E até que se complete um ano, outros preceitos continuarão, como: não tomar banho de mar/rio, não ir para a festa de carnaval e não frequentar ambientes com grande volume de pessoas que fazem uso de bebidas alcoólicas. O kelê é um colar que representa a existência do Orixá na pessoa. É algo que precisa ser protegido, não deve ser visto pelos outros e apenas o sacerdote poderá tocá-lo. É por isso que é tão necessário respeitar essa joia. Na atualidade, todo mundo precisa trabalhar para garantir seu sustento, e nem sempre há condições da pessoa ficar três meses no terreiro se resguardando. E para esses casos, faz-se um acordo com o Orixá, remove-se o Kelê (ou permite que a pessoa continue usando coberto pela roupa ou um lenço branco) e retira as quizilas de objetos cortantes, espelho, fogo, etc, a fim de que esse iniciado se restabeleça em sua vida cotidiana normalmente, e entretanto, deverá manter as várias restrições de horário, cor, rua, comida, sexo, álcool, mar, rio, etc. Nesses três meses, mesmo de volta a sua vida civil, o iniciado não poderá se aborrecer e tampouco estar envolvido em confusões, pois deverá lembrar-se que nesses três meses o correto seria estar dentro do terreiro, dormindo no roncó, assim como reza a tradição. É imprescindível salientar que essas são regras para TODOS OS CARGOS, seja para um Yawô, Ogã ou Ekede, pois os três meses é o período que o iniciado precisa viver em comunhão com seu Orixá, e todos os dias desenvolver o axé dentro de si, nas atividades relacionadas a sua religião. É assim que se aprende e se aprimora os conhecimentos já recebidos.
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