Contatos 11 3492-0169 11-5513-6064        11- 98255-6755 TODOS OS DIREITOS RESERVADOS VOLTAR PRÓXIMA HOME
KELÊ Kelê, kele ou quelê é um fetiche ou seja: Objeto inanimado feito pelo homem ao qual se atribui poder sobrenatural e se presta culto. Confeccionado com "miçangas" fio de conta, intercalado com firmas de porcelana, pedras tipo ágata e cristal, terra cota, búzios, lagdiba, até mesmo sementes. Sua cor varia de acordo com o orixá de cada iniciado na feitura de santo. O Kelê é uma aliança que tem a finalidade de unir o sagrado com o iniciado, num simbolismo de casamento perfeito com o seu orixá, usando restritamente
no pescoço, na iniciação e na obrigação de sete anos de feitura. O Kelê e um ritual apenas do Candomblé em substituição ao fato de não vivermos nas terras Yorubas, então criaram o Kelê para mantermos mais tempo próximos a energia do Orixa, no Isese Lagba em terras Yoruba não se usa o Kelê por serem acendestes  diretos ou seja convivem diariamente com anergia dos Orixas Durante o período do Kelê é proibido utilizar outra cor de roupa que não seja branco da cabeça aos pés, não poderá fazer uso de bebidas alcoólicas e cigarro. Não pode sair a noite, fazer sexo, e deverá respeitar os horários de 6:00, 12:00, 18:00 e 00:00. E até que se complete um ano, outros preceitos continuarão, como: não tomar banho de mar/rio, não ir para a festa de carnaval, cemitério e não frequentar ambientes com grande volume de pessoas que fazem uso de bebidas alcoólicas
Depois de um período que pode variar de 15, 21 dias e até mesmo três meses da obrigação ritualística, a "joia" do orixá como também é chamada, é determinado pelo orixa, através do merindilogun a ser colocada no assentamento sagrado "Igba orixa", podendo permanecer até a ultima obrigação do iniciado chamada de axexê, quando este objeto tão sagrado e místico é desfeito.
KELÉ O sacerdócio e organização dos ritos para o culto dos Orixá são complexos, com todo um aprendizado que administra os padrões culturais de transe, pelo qual os deuses se manifestam no corpo de seus iniciados durante as cerimônias para serem admirados, louvados, cultuados. O ritual de iniciação no Candomblé, a feitura no santo, representa um renascimento, tudo será novo na vida do Iyàwó, ele receberá inclusive um nome pelo qual passará a ser chamado dentro da comunidade do Candomblé. A feitura tem por início no recolhimento. São 21 (vinte e um) dias de reclusão e neste prazo são realizados banhos, boris, oferendas, ebós, todo o aprendizado começa, as rezas, as dança, as cantigas... E feito a raspagem dos cabelos (orô) e o abiã recebe o oxu (representa o canal de comunicação entre o iniciado e seu orixá), o kelê, os delogun, o mokan, o xaorô, os ikan, o ikodidé. O filho de santo terá que passar agora por um ritual, onde terá seu corpo pintado com giz, denominado efun. Ele deverá passar por este ritual de pintura por 7 (sete) dias seguidos. O abiã terá agora que assentar seu Orixá e ofertar-lhe sacrifícios de animais de acordo com as características de cada um. Feito isso ele passa a chamar-se Iyàwó. A festa ritualística que marca o término deste período é denominado Saída de Iyàwó. Neste momento, ele será apresentado à comunidade, sendo acompanhado por uma autoridade à frente de todos para que lhe sejam rendidas homenagens. Deitado sobre uma esteira, ele saudará com adobá e paó, que são palmas compassadas que serão dadas a cada reverência feita pelo Iyàwó e acompanhada por todos presentes, como demonstração de que a partir daquele momento ele nunca mais estará sozinho em sua caminhada. Primeiramente saudará o mundo, neste momento a localização da esteira é na porta principal da casa. No seu interior, ele saudará a comunidade e por último, frente aos atabaques que representam as autoridades presentes. Neste primeiro momento o Orixá somente poderá dar o jicá. Só após a queda do kelê, o Orixá poderá dar seu ilá. O momento mais aguardado do cerimonial é o orukó. Neste momento, o Orixá dirá o nome de iniciação de seu filho perante todos e também é neste momento que abre-se sua idade cronológica dentro de sua vida no santo. Após a saída e depois dos 21 (vinte e um) dias de recolhimento, o Iyàwó permanecerá de resguardo até a queda de kelê, por um período de 3 (três) meses fora do barracão, neste período ele não poderá utilizar talheres para comer, deve continuar a se sentar no chão sobre a esteira durante as refeições, está proibido de utilizar outra cor de roupa que não o branco da cabeça aos pés, não poderá fazer uso de bebidas alcoólicas, cigarro. .. E nem tão pouco sair à noite. E até que se complete 1 (um) ano, seus preceitos continuarão. Até que o Iyàwó complete a maior idade de santo, que é de 7 anos, com todas obrigações devidamente tomadas, terá que continuar dia a dia seu aprendizado e reforçar seus votos por meio das obrigações. No candomblé, sempre estão presentes o ritmo dos tambores, os cantos, a dança e a comida (Motta, 1991). Uma festa de louvor aos Orixá (toque) sempre se encerra com um grande banquete comunitário (ajeum, que significa "vamos comer"), preparado com carne dos animais sacrificados. O novo filho ou filha-de-santo deverá oferecer sacrifícios e cerimônias festivas ao final do primeiro, terceiro e sétimo ano de sua iniciação. No sétimo aniversário, recebe o grau de senioridade (Ûgbïnmi, egbomi, que significa "meu irmão mais velho"), estando ritualmente autorizado a abrir sua própria casa de culto. Quando o Ûgïnmi morre, rituais fúnebres (asèsè) são realizados pela comunidade para que o Orixá fixado na cabeça durante a primeira fase da iniciação possa desligar-se do corpo e retornar ao mundo paralelo dos deuses (Îrun) e para que o espírito da pessoa morta (egúngún) liberte-se daquele corpo, para renascer um dia e poder de novo gozar dos prazeres deste mundo. KELÊ E RESGUARDO PÓS FEITURA Após a saída do roncó (cerimônia do nome), o iniciado permanecerá de resguardo até a queda de kelê, por um período de três meses. Durante este período está proibido utilizar outra cor de roupa que não seja branco da cabeça aos pés, não poderá fazer uso de bebidas alcoólicas e cigarro. Não pode sair a noite, fazer sexo, e deverá respeitar os horários de 6:00, 12:00, 18:00 e 00:00. E até que se complete um ano, outros preceitos continuarão, como: não tomar banho de mar/rio, não ir para a festa de carnaval e não frequentar ambientes com grande volume de pessoas que fazem uso de bebidas alcoólicas. O kelê é um colar que representa a existência do Orixá na pessoa. É algo que precisa ser protegido, não deve ser visto pelos outros e apenas o sacerdote poderá tocá-lo. É por isso que é tão necessário respeitar essa joia. Na atualidade, todo mundo precisa trabalhar para garantir seu sustento, e nem sempre há condições da pessoa ficar três meses no terreiro se resguardando. E para esses casos, faz-se um acordo com o Orixá, remove-se o Kelê (ou permite que a pessoa continue usando coberto pela roupa ou um lenço branco) e retira as quizilas de objetos cortantes, espelho, fogo, etc, a fim de que esse iniciado se restabeleça em sua vida cotidiana normalmente, e entretanto, deverá manter as várias restrições de horário, cor, rua, comida, sexo, álcool, mar, rio, etc. Nesses três meses, mesmo de volta a sua vida civil, o iniciado não poderá se aborrecer e tampouco estar envolvido em confusões, pois deverá lembrar-se que nesses três meses o correto seria estar dentro do terreiro, dormindo no roncó, assim como reza a tradição. É imprescindível salientar que essas são regras para TODOS OS CARGOS, seja para um Yawô, Ogã ou Ekede, pois os três meses é o período que o iniciado precisa viver em comunhão com seu Orixá, e todos os dias desenvolver o axé dentro de si, nas atividades relacionadas a sua religião. É assim que se aprende e se aprimora os conhecimentos já recebidos.
TODOS OS DIREITOS RESERVADOS VOLTAR PRÓXIMA HOME
TEL FIXO 11 5513-6064
KELÊ Kelê,kele    ou    quelê    é    um fetiche     ou     seja:     Objeto inanimado        feito        pelo homem   ao   qual   se   atribui poder    sobrenatural    e    se p        r        e        s        t        a        culto.Confeccionado     com "miçangas"   fio   de   conta,   intercalado   com firmas   de   porcelana,   pedras   tipo   ágata   e cristal,    terra    cota,    búzios,    lagdiba,    até mesmo   sementes.   Sua   cor   varia   de   acordo com   o   orixá   de   cada   iniciado   na   feitura   de santo. O   Kelê   é   uma   aliança   que   tem   a   finalidade de    unir    o    sagrado    com    o    iniciado,    num simbolismo   de   casamento   perfeito   com   o seu      orixá,      usando      restritamente      no pescoço,   na   iniciação   e   na   obrigação   de sete anos de feitura. O   Kelê   e   um   ritual   apenas   do   Candomblé em   substituição   ao   fato   de   não   vivermos nas   terras   Yorubas,   então   criaram   o   Kelê para   mantermos   mais   tempo   próximos   a energia    do    Orixa,    no    Isese    Lagba    em terras   Yoruba   não   se   usa   o   Kelê   por   serem acendestes        diretos    ou    seja    convivem diariamente     com     anergia     dos     Orixas Durante    o    período    do    Kelê    é    proibido utilizar   outra   cor   de   roupa   que   não   seja branco    da    cabeça    aos    pés,    não    poderá fazer   uso   de   bebidas   alcoólicas   e   cigarro. Não   pode   sair   a   noite,   fazer   sexo,   e   deverá respeitar   os   horários   de   6:00,   12:00,   18:00 e 00:00. E    até    que    se    complete    um    ano,    outros preceitos    continuarão,    como:    não    tomar banho   de   mar/rio,   não   ir   para   a   festa   de carnaval,     cemitério     e     não     frequentar ambientes   com   grande   volume   de   pessoas que fazem uso de bebidas alcoólicas Depois   de   um   período   que pode   variar   de   15,   21   dias   e até    mesmo    três    meses    da obrigação       ritualística,       a "joia"       do       orixá       como também      é      chamada,      é determinado      pelo      orixa, através   do   merindilogun   a   ser   colocada   no assentamento       sagrado       "Igba       orixa", podendo      permanecer      até      a      ultima obrigação   do   iniciado   chamada   de   axexê, quando   este   objeto   tão   sagrado   e   místico   é desfeito. KELÉ O   sacerdócio   e   organização   dos   ritos   para o   culto   dos   Orixá   são   complexos,   com   todo um      aprendizado      que      administra      os padrões   culturais   de   transe,   pelo   qual   os deuses   se   manifestam   no   corpo   de   seus iniciados     durante     as     cerimônias     para serem    admirados,    louvados,    cultuados.O ritual   de   iniciação   no   Candomblé,   a   feitura no    santo,    representa    um    renascimento, tudo    será    novo    na    vida    do    Iyàwó,    ele receberá    inclusive    um    nome    pelo    qual passará      a      ser      chamado      dentro      da comunidade   do   Candomblé.A   feitura   tem por   início   no   recolhimento.   São   21   (vinte   e um)   dias   de   reclusão   e   neste   prazo   são realizados   banhos,   boris,   oferendas,   ebós, todo   o   aprendizado   começa,   as   rezas,   as dança,    as    cantigas...E    feito    a    raspagem dos   cabelos   (orô)   e   o   abiã   recebe   o   oxu (representa   o   canal   de   comunicação   entre o   iniciado   e   seu   orixá),   o   kelê,   os   delogun, o   mokan,   o   xaorô,   os   ikan,   o   ikodidé.   O filho   de   santo   terá   que   passar   agora   por um   ritual,   onde   terá   seu   corpo   pintado   com giz,   denominado   efun.   Ele   deverá   passar por   este   ritual   de   pintura   por   7   (sete)   dias seguidos.O   abiã   terá   agora   que   assentar seu     Orixá     e     ofertar-lhe     sacrifícios     de animais   de   acordo   com   as   características de    cada    um.    Feito    isso    ele    passa    a chamar-se    Iyàwó.A    festa    ritualística    que marca      o      término      deste      período      é denominado      Saída      de      Iyàwó.      Neste momento,      ele      será      apresentado      à comunidade,     sendo     acompanhado     por uma   autoridade   à   frente   de   todos   para   que lhe    sejam    rendidas    homenagens.Deitado sobre   uma   esteira,   ele   saudará   com   adobá e   paó,   que   são   palmas   compassadas   que serão   dadas   a   cada   reverência   feita   pelo Iyàwó       e       acompanhada       por       todos presentes,   como   demonstração   de   que   a partir    daquele    momento    ele    nunca    mais estará             sozinho             em             sua caminhada.Primeiramente        saudará        o mundo,   neste   momento   a   localização   da esteira   é   na   porta   principal   da   casa.   No seu   interior,   ele   saudará   a   comunidade   e por     último,     frente     aos     atabaques     que representam     as     autoridades     presentes. Neste   primeiro   momento   o   Orixá   somente poderá    dar    o    jicá.    Só    após    a    queda    do kelê,     o     Orixá     poderá     dar     seu     ilá.O momento   mais   aguardado   do   cerimonial   é o   orukó.   Neste   momento,   o   Orixá   dirá   o nome    de    iniciação    de    seu    filho    perante todos    e    também    é    neste    momento    que abre-se   sua   idade   cronológica   dentro   de sua   vida   no   santo.Após   a   saída   e   depois dos   21   (vinte   e   um)   dias   de   recolhimento,   o Iyàwó    permanecerá    de    resguardo    até    a queda   de   kelê,   por   um   período   de   3   (três) meses   fora   do   barracão,   neste   período   ele não    poderá    utilizar    talheres    para    comer, deve   continuar   a   se   sentar   no   chão   sobre a     esteira     durante     as     refeições,     está proibido   de   utilizar   outra   cor   de   roupa   que não    o    branco    da    cabeça    aos    pés,    não poderá    fazer    uso    de    bebidas    alcoólicas, cigarro.   ..   E   nem   tão   pouco   sair   à   noite.   E até    que    se    complete    1    (um)    ano,    seus preceitos    continuarão.Até    que    o    Iyàwó complete   a   maior   idade   de   santo,   que   é   de 7        anos,        com        todas        obrigações devidamente   tomadas,   terá   que   continuar dia   a   dia   seu   aprendizado   e   reforçar   seus votos      por      meio      das      obrigações.No candomblé,    sempre    estão    presentes    o ritmo   dos   tambores,   os   cantos,   a   dança   e   a comida   (Motta,   1991).   Uma   festa   de   louvor aos   Orixá   (toque)   sempre   se   encerra   com um   grande   banquete   comunitário   (ajeum, que    significa    "vamos    comer"),    preparado com     carne     dos     animais     sacrificados.O novo      filho      ou      filha-de-santo      deverá oferecer    sacrifícios    e    cerimônias    festivas ao   final   do   primeiro,   terceiro   e   sétimo   ano de    sua    iniciação.No    sétimo    aniversário, recebe    o    grau    de    senioridade    (Ûgbïnmi, egbomi,    que    significa    "meu    irmão    mais velho"),   estando   ritualmente   autorizado   a abrir   sua   própria   casa   de   culto.Quando   o Ûgïnmi   morre,   rituais   fúnebres   (asèsè)   são realizados    pela    comunidade    para    que    o Orixá   fixado   na   cabeça   durante   a   primeira fase    da    iniciação    possa    desligar-se    do corpo   e   retornar   ao   mundo   paralelo   dos deuses    (Îrun)    e    para    que    o    espírito    da pessoa   morta   (egúngún)   liberte-se   daquele corpo,   para   renascer   um   dia   e   poder   de novo gozar dos prazeres deste mundo. KELÊ E RESGUARDO PÓS FEITURA Após    a    saída    do    roncó    (cerimônia    do nome),      o      iniciado      permanecerá      de resguardo    até    a    queda    de    kelê,    por    um período     de     três     meses.     Durante     este período   está   proibido   utilizar   outra   cor   de roupa   que   não   seja   branco   da   cabeça   aos pés,    não    poderá    fazer    uso    de    bebidas alcoólicas   e   cigarro.   Não   pode   sair   a   noite, fazer   sexo,   e   deverá   respeitar   os   horários de   6:00,   12:00,   18:00   e   00:00.   E   até   que se    complete    um    ano,    outros    preceitos continuarão,    como:    não    tomar    banho    de mar/rio,   não   ir   para   a   festa   de   carnaval   e não     frequentar     ambientes     com     grande volume    de    pessoas    que    fazem    uso    de bebidas   alcoólicas.O   kelê   é   um   colar   que representa     a     existência     do     Orixá     na pessoa.   É   algo   que   precisa   ser   protegido, não   deve   ser   visto   pelos   outros   e   apenas   o sacerdote   poderá   tocá-lo.   É   por   isso   que   é tão     necessário     respeitar     essa     joia.Na atualidade,   todo   mundo   precisa   trabalhar para   garantir   seu   sustento,   e   nem   sempre há   condições   da   pessoa   ficar   três   meses no   terreiro   se   resguardando.   E   para   esses casos,    faz-se    um    acordo    com    o    Orixá, remove-se    o    Kelê    (ou    permite    que    a pessoa     continue     usando     coberto     pela roupa    ou    um    lenço    branco)    e    retira    as quizilas     de     objetos     cortantes,     espelho, fogo,   etc,   a   fim   de   que   esse   iniciado   se restabeleça      em      sua      vida      cotidiana normalmente,   e   entretanto,   deverá   manter as   várias   restrições   de   horário,   cor,   rua, comida,   sexo,   álcool,   mar,   rio,   etc.Nesses três   meses,   mesmo   de   volta   a   sua   vida civil,   o   iniciado   não   poderá   se   aborrecer   e tampouco   estar   envolvido   em   confusões, pois    deverá    lembrar-se    que    nesses    três meses    o    correto    seria    estar    dentro    do terreiro,   dormindo   no   roncó,   assim   como reza   a   tradição.É   imprescindível   salientar que    essas    são    regras    para    TODOS    OS CARGOS ,    seja    para    um    Yawô,    Ogã    ou Ekede,   pois   os   três   meses   é   o   período   que o   iniciado   precisa   viver   em   comunhão   com seu   Orixá,   e   todos   os   dias   desenvolver   o axé      dentro      de      si,      nas      atividades relacionadas   a   sua   religião.   É   assim   que se       aprende       e       se       aprimora       os conhecimentos já recebidos.