BRUXO REGINALDO
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Odu Òkànràn Okanran meji Òkànràn   nasceu   para   o   rei   (também   chamado   Òkànràn)   de   Itile,   por   uma   mulher   que   tinha   sido vendido    como    escravo,    como    punição    por    se    envolver    com    dois    assassinatos.Òkànràn    é conhecido   por   sua   sabedoria.   Òkànràn   tem   um   tabu   contra   o   comer   pangila,   aka,   obe   e   rato olose. Este   Odù   significa   problemas,   casos   tribunais,   sofrimentos   e   más   vibrações.   Filhos   desse   Odù,      irão sempre   acertar   em   cheio   por   fazerem   ou   dizerem   o   que      é   exatamente   certo.   As   pessoas pensam               freqüentemente   que   os   filhos   desse   Odù   são   agressivos   e   mandonas   devido   a   eles tentarem    prevalecer    apesar    de    todos    as    probabilidades.    Em    muitas    situações        eles    irão    se rebelar   contra      as   convenções   da         sociedade   e   consequentemente   criam   problemas   para   eles mesmos.   Propensos   a   infecções,   os   filhos   desse   Odù   devem   tomar   cuidado   com   sua   saúde   de forma a não se tornarem doenças crônicas. Okanran   Meji   é   um   Odu   composto   pelos   Elementos   Terra   sobre   Água,   com   predominância   do primeiro, o que indica a sensação de sufoco, vácuo, saturação e estreitamento. Suas   cores   são   o   vermelho,   o   negro,   o   branco   e   o   azul.   É   um   Odu   feminino,   representado esotericamente    por    dois    perfis    humanos    enquadrados    num    retângulo,    numa    referência inequívoca ao culto dos orixás Gêmeos (Ibeji). Okanran    Meji    é    o    chefe    dos    gêmeos    e    simboliza    o    mistério    que    envolve    a    sua    existência. Segundo   os   ensinamentos   de   Orunmila,   todos   os   gêmeos   são   gerados   neste   signo   e   dependem dele e de sua influência. A   fala   humana   foi   introduzida   por   este   Odu   e   com   ela   todos   os   idiomas   existentes.   Por   este motivo, Okanran Meji é considerado o protetor da oratória. As   pessoas   nascidas   sob   este   signo   não   recebem   qualquer   reconhecimento   por   parte   de   seus semelhantes,   por   mais   que   lhes   façam   o   bem.   Assegura   invulnerabilidade   contra   feitiços   e bruxarias. Prenuncia   morte   súbita,   riscos   de   cirurgias   no   ventre   e   no   aparelho   urinário,   briga   em   família, independência, incapacidade de realizar o que se queira. Os filhos deste Odu são desconfiados, esquivos, medrosos e tristes. Okanran    Meji    indica    situações    de    perigo    diante    das    quais,    a    pessoa    está    indefesa    e    sem possibilidades de ser socorrida. Indica   depressão   física   e   moral,   má   nutrição   celular,   hipotensão,   todos   os   tipos   de   enfermidades causadas por insuficiências e deficiências, diminuição da força vital. Demonstra    fanatismo    religioso,    impossibilitando    a    capacidade    de    um    raciocínio    lógico    e filosófico. É   um   Odu   de   prenúncios   quase   sempre   negativos,   como   a   noite   que   chega,   a   tempestade   que se aproxima. Observação ocidental: É hora de comprometer-se a aliviar problemas. Okanran   meji      é   o   oitavo   Odù   na   ordem   inalterável   de   Òrúnmìlà.   Se   Okanran   meji   é      lançado para   um   cliente,   Ifá   diz   que   o   cliente      está   sofrendo   por   falta   de   filhos,      dinheiro,   e   outras   coisas boas   da   vida.   Mas   se   o   cliente   crer   em   Òrúnmìlà   e   cultuar   Ifá   ,   todos   os   seus   problemas   serão resolvidos.   Para   vencer   os   inimigos   e   ter   controle   sobre   todas   as   dificuldades,   o   cliente   terá   que oferecer sacrifícios à Sàngó e Èsù. Osunsun-igbó-yi-kos’oje,   Oburokos’eje   foram   aqueles   que   consultaram   Ifá   para   o   povo   na   cidade de Owá. Foi dito a eles que fizessem sacrifício de maneira  que um estranho fosse feito rei. Qualquer coisa que o Babalawo quisesse seria o sacrifício. Eles atenderam o conselho e ofereceram o sacrifício . Osunsun-igbó-yi-kos’oje,   Oburokos’eje   foram   aqueles   que   divinaram   Ifá   para   Sakoto   quando   ele ia para a cidade de Owa. Foi orientado a ele que sacrificasse uma pomba, uma ovelha e três bolos de feijão. Ele   atendeu   ao   conselho   e   fez   o   sacrifício.   Os   Babalawo   o   aconselharam      ainda   a   comer   os   bolos de   feijão   e   não   dá-los   para   Èsù.   Enquanto   ele   partia   em   sua   jornada,   ele   levava   os   bolos   de feijão   consigo.   Ele   encontrou   o   primeiro   Èsù   e   disse,“Se   eu   desse   a   você   este   bolo   de   feijão,   você faria   a   chuva   me      atingir   até   que   eu   chegasse   à   cidade   de   Owa.”   Então   ele   mesmo   comeu   o   bolo de feijão e prosseguiu. Ele   passou   pelo   segundo   Èsù,   esticou   sua   mão   com   um      bolo   de   feijão   para   Èsù,   e   repetiu   o   que havia   dito   para   o   primeiro.   Então   ele   com   eu   o   bolo   de   feijão.   Ele   fez   a   mesma   coisa   com   o terceiro Èsù. Enfurecido,   o   terceiro   Èsù   fez   com   que   a   chuva   atingisse   Sakoto   até   que   ele   chegasse   à   cidade de Owa. Os   Babalawo   haviam   predito   que   e   próxima   pessoa      a      ser   instalada   como   rei   da   cidade   de   Owa chegaria    bastante    molhada    pela    chuva.    Os    habitantes    de    Owa        fizeram    deste    estranho encharcado [pela chuva] seu rei. Características dos filhos desse odu; São   pessoas   más,   que   trazem   um   forte   carga   negativa,   são   medrosas,   inseguras   e   tímidas, devem   sempre   se   manterem   longe   das   sujeiras,   não   se   aconselha   inicia-las,   apenas   tratar   de   Ori mais se iniciar deve ser em Oya, Xango ou Exu. Itan: Era   um   pobre   peregrino   que   vivia   migrando.   Permanecia   em   diversos   lugares,   mas,   depois   de fazer   as   plantações,   mandavam   embora,   ficando   os   donos   das   terras   com   tudo   o   que   ele   tinha feito. Por   conselho   de   alguém,   esse   homem   foi   um   dia   a   casa   de   um   oluô,   que   lhe   indicou   um   ebó (oferenda).    tendo    tudo    preparado,    partiu    o    homem    para    a    grande    mata    fronteiriça    e,    chegando deu início ao serviço. Mais   tarde,   ouvindo   um   barulho   naquele   lugar   tão   impenetrável,   assustou-se.   Era   ogum,   o   dono dessa   mata   misteriosa.   Chegando   perto,   ficou   ogum   espreitando   o   estranho,   até   que   este,   muito amedrontado,   implorou   misericórdia,   perguntando   a   ogum   se   queria   se   servir   de   alguma   coisa servida no ebó. Que falasse sem cerimônia, pois estava tudo a sua disposição. Ogum   aceitou   tudo   o   que   havia   ali   e   ficou   satisfeito.   Perguntou,   então,   quem   era   tão   perverso   a ponto   de   mandar   o   peregrino   para   aquela   paisagem   impenetrável.   O   homem   contou   todos   os percalços de sua vida. Então,   ogum,   transfigurado,   aterrorizante,   bradou   que   ele   pegasse   o   mariô   e   fosse   marcar   as casas   dos   seus   amigos,   pois   ele,   ogum,   iria   aquela   cidade   à   noite   destruir   tudo   o   que   lá   se achasse. Iria arrasar todos os haveres lá existentes, até o solo. Dito e feito... Ogum   acabou   com   tudo,   exceto   as   casas   e   os   lugares   que   tenha   sido   demarcados   pelo   homem com   a   colocação   de   mariô   em   cima   das   portas.   Tudo   o   que   havia   de   riqueza   ali   ogum   deu   para ele, tudo mesmo, conforme tinha prometido. Versos: Mo daa pere o se pere consultou Ifá para Olu-igbo (rei da floresta). Mo daa pere o se pere consultou Ifá para Olu-odan quando eles iam seduzir Ewu, a esposa de Iná (fogo) . Foi   orientado   à   eles   que   sacrificassem      um   feixe   de   giesta   e   folhas   de   Ifá   (esmagar   folhas   renren na água), uma galinha e um tecido preto . Olu-odan se recusou a fazer o sacrifício. Ele   disse:   não   na      presença   de   seu   Esusu   oni’gba-ofon,   Wariwa   oni’gba,   e   Iyore   onigba-itere (bastão mágico). Olu-igbo foi o único que realizou o sacrifício. Um dia, Ewu, esposa de Iná, deixou a casa de seu esposo para ir na casa de Olu-odan. Iná se preparou e foi para a casa de Olu-odan para resgatar sua esposa. Quando chegou lá, ele gritou alto o nome de sua esposa: Ewu, Ewu, Ewu. Iná queimou Esusu oni’gba-ofon, Wariwa oni’gba-ida,  e Iyore oni’gba-itere. Ewu então correu para Olu-igbo, que tinha realizado o sacrifício. Iná foi até lá e gritou: Ewu, Ewu, Ewu. Olu-igbo então aspergiu o remédio de Ifá sobre Iná tal como instruído pelo Babalawo. Ele recitou três vezes: Mo daa pere o se pere. O fogo (Iná) se extinguiu, de forma que Ewu estava disponível para Olu-igbo. Olu-igbo, a floresta densa, ainda hoje retém a escuridão que ele sacrificou. Okitibirikiti foi quem consultou Ifá para Olu quando ele tinha apenas um filho. Foi   orientado   a   ele   para   sacrificar   uma   ovelha   branca   sem   qualquer   ponto   negro,   uma   cabra nova, e um bode. Foi assegurado a ele que seu filho único se tornaria dois. Ele atendeu ao conselho e realizou e sacrifício. Em breve, seus filhos se tornaram dois. Desde então, este Odù tem sido chamado Okanran meji. Qualquer um para quem este Ifá for lançado sempre terá um filho a mais.