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ACERVO DE OGUM
ARMAÇÃO DO ASSENTAMENTO: NUM ALGUIDAR COLOCAR A FERRAMENTA E OS DEMAIS INGREDIENTES, POR ÚLTIMO FAZENDO O SACRIFÍCIO ANIMAL. OGUN MEJÉ ( EXU ) MATERIAL NECESSÁRIO DOIS ALGUIDARES MOLHO COM FERRAMENTAS AGRÍCOLAS  E 7 ESPADINHAS DE AÇO BÚZIOS MARIWO IMÃ AZEITE DE DENDÊ OSUN OTÁ DE MINÉRIO BRUTO WAJI FERRAMENTAS 7 FOLHAS DE OGUN 7 MOEDAS ORÍ FAVAS DE OGUN EFUN ATARE 7 BOLAS PEQUENAS DE FERRO ANIMAIS PARA SACRIFÍCIO CABRITO MALHADO / GALO VERMELHO / POMBO BRANCO BEBIDA – EMÚ / ÁGUA DE CÔCO / CACHAÇA / ALUÁ / GIM / WODKA COMIDAS - FAROFA DE INHAME / OBI BRANCO / OROGBO / MILHO DE GALINHA COZIDO DOM DENDE, CEBOLA RALADA E CAMARÃO SECO / CARNE CRUA / FEIJÃO PRETO TORRADO COM AZEITE DE DENDÊ ARMAÇÃO DO ASSENTAMENTO: NUM ALGUIDAR É COLOCADA A FERRAMENTA E NO OUTRO É COLOCADO O MOLHO  DE FERRAMENTAS E ESPADINHAS. NO ALGUIDAR COM A FERRAMENTA SÃO COLOCADAS MOEDAS, IMÃS, AS 7 BOLAS DE FERRO, O OTÁ, OSUN, EFUN, WAJI, AS FAVAS ( RALADAS E MISTURADAS COM AZEITE DE DENDÊ). OS BÚZIOS SÃO JOGADOS, OBI E OROGBO. EM SEGUIDA SÃO FEITOS OS SACRIFÍCIOS ANIMAIS.
A Ira de Ogum LENDA 1 Ogum   decidiu,   depois   de   numerosos   anos   ausente   de   Irê,   voltar   para   visitar   seu   filho   (informação   pessoal   do Oníìré   em   1952).   Infelizmente,   as   pessoas   da   cidade   celebravam,   no   dia   da   sua   chegada,   uma   cerimônia   em que   os   participantes   não   podiam   falar   sob   nenhum   pretexto.   Ogum   tinha   fome   e   sede;   viu   vários   potes   de vinho de palma, mas ignorava que estivessem vazios. Ninguém   o   havia   saudado   ou   respondido   às   suas   perguntas.   Ele   não   era   reconhecido   no   local   por   ter   ficado ausente durante muito tempo. Ogum,   cuja   paciência   é   pequena,   enfureceu-se   com   o   silêncio   geral,   por   ele   considerado   ofensivo.   Começou   a quebrar   com   golpes   de   sabre   os   potes   e,   logo   depois,   sem   poder   se   conter,   passou   a   cortar   as   cabeças   das pessoas   mais   próximas,   até   que   seu   filho   apareceu,   oferecendo-lhe   as   suas   comidas   prediletas,   como   cães   e caramujos, feijão regado com azeite-de-dendê e potes de vinho de palma. Enquanto   saciava   a   sua   fome   e   a   sua   sede,   os   habitantes   de   Irê   cantavam   louvores   onde   não   faltava   a   menção a   Ògúnjajá,   que   vem   da   frase   ògún   je   ajá   (Ogum   come   cachorro),   o   que   lhe   valeu   o   nome   de   ògúnjá.   Satisfeito e acalmado, Ogum lamentou seus atos de violência e declarou que já vivera bastante. Baixou   a   ponta   de   seu   sabre   em   direção   ao   chão   e   desapareceu   pela   terra   adentro   com   uma   barulheira assustadora.   Antes   de   desaparecer,   entretanto,   ele   pronunciou   algumas   palavras.   A   essas   palavras,   ditas durante uma batalha, Ogum aparece imediatamente em socorro daquele que o evocou. OGUM — Orixá das Guerras e da Tecnologia !!! Lenda 2 OUTRA VERSÃO PARA ESTA LENDA Ogum   lutava   sem   cessar   contra   os   reinos   vizinhos.   Ele   trazia   sempre   um   rico   espólio   em   suas   expedições,   além de numerosos escravos. Todos estes bens conquistados, ele entregava a Odúduá, seu pai, rei de Ifé. Ogum   continuou   suas   guerras.   Durante   uma   delas,   ele   tomou   Irê.   Antigamente,   esta   cidade   era   formada   por sete aldeias. Por isto chamam-no, ainda hoje, Ogum mejejê lodê Irê - "Ogum das sete partes de Irê". Ogum matou o rei, Onirê e o substituiu pelo próprio filho, conservando para si o título de Rei. Ele   é   saudado   como   Ogum   Onirê!   -   "Ogum   Rei   de   Irê!"   Entretanto,   ele   foi   autorizado   a   usar   apenas   uma pequena coroa, "akorô". Daí ser chamado, também, de Ogum Alakorô - "Ogum dono da pequena coroa". Após   instalar   seu   filho   no   trono   de   Irê,   Ogum   voltou   a   guerrear   por   muitos   anos.   Quando   voltou   a   Irê,   após longa ausência, ele não reconheceu o lugar. Por   infelicidade,   no   dia   de   sua   chegada,   celebrava-se   uma   cerimônia,   na   qual   todo   mundo   devia   guardar silêncio completo. Ogum tinha fome e sede. Ele   viu   as   jarras   de   vinho   de   palma,   mas   não   sabia   que   elas   estavam   vazias.   O   silêncio   geral   pareceu-lhe   sinal de   desprezo.   Ogum,   cuja   paciência   é   curta,   encolerizou-se.   Quebrou   as   jarras   com   golpes   de   espada   e   cortou   a cabeça das pessoas. A   cerimônia   tendo   acabado,   apareceu,   finalmente,   o   filho   de   Ogum   e   ofereceu-lhe   seus   pratos   prediletos: caracóis e feijão, regados com dendê, tudo acompanhado de muito vinho de palma. Ogum,   arrependido   e   calmo,   lamentou   seus   atos   de   violência,   e   disse   que   já   vivera   bastante,   que   viera   agora   o tempo de repousar. Ele baixou, então, sua espada e desapareceu sob a terra. Ogum tornara-se um Orixá. OGUM  Lenda 3 Oyá   vivia   com   Ogum   antes   de   ser   mulher   de   Xangô.   Ela   ajudava   Ogum   no   seu   trabalho,   carregava   seus instrumentos, manejava o fole para ativar o fogo da forja. Um   dia   Ogum   deu   a   Oyá   uma   vara   de   ferro   igual   a   que   lhe   pertencia   que   tinha   o   poder   de   dividir   os   homens em sete partes e as mulheres em nove partes, caso estas as tocassem em uma briga. Xangô   gostava   de   sentar-se   perto   da   forja   para   apreciar   Ogum   bater   o   ferro,   e   sempre   lançava   olhares   a   Oyá; ela por sua vez, também lançava olhares a Xangô. Xangô   era   muito   elegante,   seus   cabelos   eram   trançados,   usava   brincos,   colares   e   pulseira.   Sua   imponência   e seu poder impressionaram Oyá. Um   dia   Oyá   e   Xangô   fugiram   e   Ogum   lançou-se   em   perseguição   deles.   Encontrando   os   fugitivos,   brandiu   sua vara mágica, Oyá fez o mesmo e eles se tocaram ao mesmo tempo. E   assim   que   Ogum   foi   dividido   em   sete   partes   e   Oyá   em   nove   partes,   recebeu   ele   o   nome   de   Ogum   Mejé   e   ela o de Iansã, cuja origem vem de Iyámésàn a mãe transformada em nove. LENDA 4 Ogum   tem   estreita   relação   com   o   número   sete,   o   que   é   explicado   por   duas   lendas   iorubanas.   Na   primeira,   ele aparece   como   o   guerreiro   -   filho   de   Odudua,   rei   de   Ifé   -   que   conquista   a   cidade   de   Irê   e   assume   o   título   de   Oni (senhor   ou   rei).   Em   torno   de   Irê   havia   sete   aldeias,   hoje   desaparecidas.   Por   essa   razão,   acreditava-se   que Ogum   fosse   composto   por   sete   partes,   uma   para   cada   aldeia   conquistada.   Em   iorubano,   sete   é   mejê,   de   onde resultou   a   expressão   Ogum   Mejê   (O   Ogum   que   são   sete,   ou   o   Ogum   composto   de   sete   partes).   É   a   ele, portanto, que o ponto é dedicado. A   outra   lenda   fala   do   casamento   entre   Ogum   e   Oiá.   Ogum   tinha   uma   vara   mágica,   feita   de   ferro   (metal   que lhe   está   associado),   que   tinha   a   propriedade   de   dividir   em   sete   partes   os   homens   e   em   nove   partes   as mulheres   que   tocasse.   Em   sua   oficina   de   ferreiro,   Ogum   confeccionou   uma   vara   igual   e   deu-a   de   presente   a Oiá. Algum   tempo   depois,   porém,   Oiá   fugiu   com   Xangô   e   foi   perseguida   pelo   furioso   marido   traído.   Quando   se encontraram,   entraram   em   combate   com   suas   varas   mágicas,   dividindo-se   Ogum   em   sete   parte   e   Oiá   em nove.   Por   isso   ela   é   chamada   de   Iansã,   termo   composto   de   duas   palavras   iorubanas:   Iá   ou   Inhá   (mãe)   e messan (nove). Segundo   os   Itans   de   Ifá,   Ogum   e   Oxosse   foram   uns   dos   primeiros   Orixás   a   habitarem   a   Terra.   Eram   rivais,   mas Olodumarê   com   o   intuido   de   faze-los   amigos   e   irmãos   marcou   um   encontro   no   mesmo   local   e   na   mesma   hora com   os   dois.   Quando   Ogum   e   Oxosse   se   encontraram,   cada   um   perguntou   ao   outro   o   que   estava   fazendo naquele   local.   Ambos   responderam   que   Olodumarê   mandou   que   eles   fossem   ao   encontro   dele.   Passou-se muito    tempo    e    Olodumarê    não    apareceu.    Passou    o    dia,    chegou    a    noite,    raiou    o    outro    dia    e    nada    de Olodumarê aparecer. Ambos   cansados   e   com   medo,   não   se   retiraram   do   local   com   medo   de   sofrerem   a   cólera   do   Pai.   Resolveram fazer   uma   trégua   momentanêa   e   constataram   que   estavam   famintos.   Oxosse,   o   Orixá   da   caça,   saiu   para arrumar comida, enquanto Ogum foi buscar água. Apesar   do   Grande   Pai   Caçador   possuir   habilidades   mágicas   para   caçar,   seu   Ofá   (arco   e   fecha)   era   pequeno   e ele   só   conseguia   pegar   pássaros   e   animais   pequenos.   E   a   fome   de   ambos   era   imensa.   Ogum,   grande   ferreiro do   céu,   observou   que   seu   irmão   não   possuia   as   armas   necessárias,   então,   o   chamou   e   lhe   deu   um   ofá   maior, feito com um metal de grande dureza, só que leve o suficiente para ser manipulado. Também   lhe   deu   ponteiras   mágicas   para   a   confecção   das   suas   flechas.   Assim   o   Grande   Caçador   abateu amimais maiores e pôde saciar a fome dos dois. Há   dias   no   local   do   encontro,   eles   conversavam   e   pareciam   grandes   amigos.   Olodumarê   apareceu   e,   feliz, abençou   a   união   dos   irmãos.   Assim   nasceu   o   pacto   do   Pai   Ogum   com   o   Pai   Oxóssi.   Este   Itãn   se   encontra   no Omo Odu de Ifá Ogunda Massa. Por    este    motivo,    Ogum    é    assentando    num    caldeiro    (espécie    de    caldeirão    de    ferro),    com    todos    os    seus atributos   e   não   pode   faltar   o   arco   e   flecha   que   representa   o   pacto   de   união   desses   Orixás.   Dentro   do   Culto   a Ifá, Ogum é patrono do Trabalho, enquanto Oxóssi é o Orixá da prosperidade. Além   do   caldeiro   o   assentamento   de   Ogum   leva:   -   Miniaturas   de   ferramentas-   Três   facões-   Três   Ofás-   Uma bigorna   pequena,   quando   a   assentamento   é   para   mulher,   e   uma   bigorna   média   ou   grande,   se   o   assentamento for   para   homens.   Okutás   (pedras),   para   ambos   os   Orixás,   -   Fava   de   Oju   Malu   (olhas   de   boi)   e   de   awô (conhecida   com   fava   de   vidência).-   As   pessoas   iniciadas   no   culto,   devem   deixar   o   assentamento   do   Pai   Ogum   e do Pai Oxóssi atrás da porta principal de sua casa. Para que entre a prosperidade e que nunca falte o trabalho.
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PREPARO DA FERRAMENTA SÃO    QUINADAS    FOLHAS    DE    OGUN    E OXOSSI   JUNTAS,   E   A   FERRAMENTA   FICA NESSAS FOLHAS . ARMAÇÃO   DO   ASSENTAMENTO:   APÓS A        FERRAMENTA        PREPARADA        É COLOCADA    NUM    ALGUIDAR    E    VAI    SE COLOCANDO               OS               OUTROS INGREDIENTES       POR       ÚLTIMO,       SE COLOCA     O     AZEITE     DE     DENDÊ     BEM QUENTE.   APÓS   O   SACRIFÍCIO   SOPRA-SE BASTANTE OSUN NO ASSENTAMENTO. OGUN ALÉ DA NOITE – VESTE-SE DE BRANCO E VERDE MATERIAL NECESSÁRIO DOIS ALGUIDARES NÚM 2 WAJI EFUN 7 BÚZIOS BEJEREKUN SOCADO FERRAMENTA FOLHAS DE OGUN CRAVO DE FERRO 7 BILHAS DE FERRO OSUN 7 MOEDAS ANTIGAS AZEITE DE DENDÊ ARIDAN RALADO 1 MOLHO DE FERRAMENTAS IMÃS FAVAS DE OGUN ANIMAIS           DE           SACRIFÍCIO           QUADRÚPEDE    /    GALO    VERMELHO    / GALINHA DA ANGOLA BEBIDAS – EMÚ / ÁGUA DE CÔCO COMIDAS - COMIDAS DE OGUN ARMAÇÃO   DO   ASSENTAMENTO:   NUM ALGUIDAR   COLOCAR   A   FERRAMENTA   , JUNTAMENTE       COM       OS       OUTROS COMPONENTES        SOLICITADOS.        NO OUTRO     ALGUIDAR,     COLOCA-SE          O MOLHO DE FERRAMENTAS COM AZEITE DE DENDÊ. OGUNJÁ ( OXALA e YEMANJÁ) MATERIAL NECESSÁRIO ALGUIDAR MOEDAS FOLHAS DE OXALA 7 ESPADINHAS EFUN ORI DERRETIDO OBI BRANCO WAJI BÚZIOS FOLHAS DE OGUN FERRAMENTA OTÁ DE MINÉRIO BRUTO OSUN AZEITE DE DENDÊ FAVAS DE OGUN E OXALÁ ETAPAS     PELAS     QUAIS     O     FILHO     DE OGUN     DEVERÁ     PASSAR     ANTES     DO ASSENTAMENTO:     ROUPAS     A     SEREM USADAS: H0MEM:                                     CALÇOLÃO BRANCO/VERMELHO,   LADO   ESQUERDO E   DIREITO.   OJÁ   E   ATAKAN,   NAS   CORES VERmELHO         E         BRANCO,         NÃO IMPORTANDO      O      LADO      POIS      SÃO PEDAÇOS      DE      PANO      COSTURADOS HORIZONTALMENTE. MULHER:              SAIOTE              BRANCO/ VERMELHO,             LADO             DIREITO/ ESQUERDO.   OJÁ   E   ATAKAN,   NAS   CORES VERMELHO         E         BRANCO,         NÁO IMPORTANDO      O      LADO,      POIS      SÃO PEDAÇOS      DE      PANO      COSTURADOS HORIZONTALMENTE. MATERIAL NECESSÁRIO PARA O RITUAL UM PORRÃO 7 PINTOS 7 ABANOS 7 NACOS DE CARNE DE BOI ÁGUA DE POÇO 7 ESPADAS DE MADEIRA RÚSTICA 7 GALOS BRANCOS 11 AKASÁS 1 GALINHA DA ANGOLA FOLHA DE GUINÉ COMO FAZER: NA    MATA    SÃO    PASSADOS    NO    CORPO DA   PESSOA   AS   7   ESPADINHAS,   DEPOIS QUEBRADAS     E     COLOCADAS     DENTRO DO      PORRÃO.      EM      SEGUIDA      SÃO PASSADOS   OS   7   PINTOS   E   DEPOIS   SÃO SOLTOS NO LOCAL. OS      7      GALOS,      DEPOIS      DE      SEREM PASSADOS          NO          CORPO          SÃO SACRIFICADOS    DENTRO    DO    PORRÃO, SENDO   USADOS   APENAS   O   EJÉ,   APÓS SÃO   SERVIDOS   EM   SAARÁ   ÁS   PESSOAS DO   TERREIRO.   OS   ABANOS   DEPOIS   DE SEREM   PASSADOS   NA   PESSOA,   FICAM EM    PÉ    EM    TORNO    DO    PORRÃO.OS    7 NACOS   DE   CARNE   TAMBÉM   DEPOIS   DE SEREM     PASSADOS     SÃO     COLOCADOS DENTRO DO PORRÃO. AO     VOLTAR     PARRA     O     TERREIRO     A PESSOA   TEM   A   CABEÇA   LAVADA   COM   A SEGUINTE   MISTURA:   EJÉ   DE   GALINHA DA    ANGOLA,    ÁGUA    DE    POÇO,    AKASÁ DISSOLVIDO   E   O   SUMO   DA   FOLHA   DE GUINÉ.   DEPOIS   DE   LAVADA   A   CABEÇA   É POSTO   UM   OJÁ   E   A   PESSOA   FICA   POR 24   HORAS,   SÓ   DEPOIS   DESSE   TEMPO   É QUE   PODERÁ   TER   SUA   CABEÇA   LAVADA NORMALMENTE. ANIMAIS PARA SACRIFÍCIO -     CABRITO    BRANCO    /    GALO    CARIJÓ    / POMBO     BRANCO     /          GALINHA     DA ANGOLA ALBINA BEBIDAS    –    ALUÁ    /    ÁGUA    DE    CÔCO    / ÁGUA COMIDAS    -    EGBO,    BEM    MOLE    COM GOTAS   DE   AZEITE   DE   DENDÊ   /   PADÊ   DE OBI    BRANCO    /INHAME    COZIDO    COM AZEITE DE DENDÊ E AZEITE DOCE PREPARO       DA       FERRAMENTA       -       A FERRAMENTA   DIFERE   UM   POUCO   DAS DEMAIS    QUALIDADES,POIS    ELA    NUM LADO      LEVA      AS      MINIATURAS      DE ANCINHO,   ENXADA,   ETC...   E   DO   OUTRO LEVA           7           ESPADINHAS.           ESTA FERRAMENTA     É     DEIXADA     TAMABÉM NAS FOLHAS DE OGUN E OXALA. A Ira de Ogum LENDA 1 Ogum     decidiu,     depois     de     numerosos     anos ausente    de    Irê,    voltar    para    visitar    seu    filho (informação     pessoal     do     Oníìré     em     1952). Infelizmente,   as   pessoas   da   cidade   celebravam, no   dia   da   sua   chegada,   uma   cerimônia   em   que os   participantes   não   podiam   falar   sob   nenhum pretexto.   Ogum   tinha   fome   e   sede;   viu   vários potes    de    vinho    de    palma,    mas    ignorava    que estivessem vazios. Ninguém    o    havia    saudado    ou    respondido    às suas    perguntas.    Ele    não    era    reconhecido    no local    por    ter    ficado    ausente    durante    muito tempo. Ogum,   cuja   paciência   é   pequena,   enfureceu-se com     o     silêncio     geral,     por     ele     considerado ofensivo.   Começou   a   quebrar   com   golpes   de sabre   os   potes   e,   logo   depois,   sem   poder   se conter,   passou   a   cortar   as   cabeças   das   pessoas mais    próximas,    até    que    seu    filho    apareceu, oferecendo-lhe     as     suas     comidas     prediletas, como    cães    e    caramujos,    feijão    regado    com azeite-de-dendê e potes de vinho de palma. Enquanto   saciava   a   sua   fome   e   a   sua   sede,   os habitantes   de   Irê   cantavam   louvores   onde   não faltava   a   menção   a   Ògúnjajá,   que   vem   da   frase ògún   je   ajá   (Ogum   come   cachorro),   o   que   lhe valeu   o   nome   de   ògúnjá.   Satisfeito   e   acalmado, Ogum     lamentou     seus     atos     de     violência     e declarou que já vivera bastante. Baixou    a    ponta    de    seu    sabre    em    direção    ao chão    e    desapareceu    pela    terra    adentro    com uma       barulheira       assustadora.       Antes       de desaparecer,       entretanto,       ele       pronunciou algumas     palavras.     A     essas     palavras,     ditas durante       uma       batalha,       Ogum       aparece imediatamente     em     socorro     daquele     que     o evocou. OGUM — Orixá das Guerras e da Tecnologia !!! Lenda 2 OUTRA VERSÃO PARA ESTA LENDA Ogum     lutava     sem     cessar     contra     os     reinos vizinhos.   Ele   trazia   sempre   um   rico   espólio   em suas   expedições,   além   de   numerosos   escravos. Todos   estes   bens   conquistados,   ele   entregava   a Odúduá, seu pai, rei de Ifé. Ogum    continuou    suas    guerras.    Durante    uma delas,   ele   tomou   Irê.   Antigamente,   esta   cidade era   formada   por   sete   aldeias.   Por   isto   chamam- no,   ainda   hoje,   Ogum   mejejê   lodê   Irê   -   "Ogum das sete partes de Irê". Ogum   matou   o   rei,   Onirê   e   o   substituiu   pelo próprio   filho,   conservando   para   si   o   título   de Rei. Ele   é   saudado   como   Ogum   Onirê!   -   "Ogum   Rei de   Irê!"   Entretanto,   ele   foi   autorizado   a   usar apenas   uma   pequena   coroa,   "akorô".   Daí   ser chamado,   também,   de   Ogum   Alakorô   -   "Ogum dono da pequena coroa". Após   instalar   seu   filho   no   trono   de   Irê,   Ogum voltou    a    guerrear    por    muitos    anos.    Quando voltou    a    Irê,    após    longa    ausência,    ele    não reconheceu o lugar. Por     infelicidade,     no     dia     de     sua     chegada, celebrava-se     uma     cerimônia,     na     qual     todo mundo   devia   guardar   silêncio   completo.   Ogum tinha fome e sede. Ele   viu   as   jarras   de   vinho   de   palma,   mas   não sabia   que   elas   estavam   vazias.   O   silêncio   geral pareceu-lhe    sinal    de    desprezo.    Ogum,    cuja paciência   é   curta,   encolerizou-se.   Quebrou   as jarras   com   golpes   de   espada   e   cortou   a   cabeça das pessoas. A       cerimônia       tendo       acabado,       apareceu, finalmente,    o    filho    de    Ogum    e    ofereceu-lhe seus     pratos     prediletos:     caracóis     e     feijão, regados    com    dendê,    tudo    acompanhado    de muito vinho de palma. Ogum,    arrependido    e    calmo,    lamentou    seus atos     de     violência,     e     disse     que     já     vivera bastante,   que   viera   agora   o   tempo   de   repousar. Ele   baixou,   então,   sua   espada   e   desapareceu sob a terra. Ogum tornara-se um Orixá. OGUM  Lenda 3 Oyá   vivia   com   Ogum   antes   de   ser   mulher   de Xangô.    Ela    ajudava    Ogum    no    seu    trabalho, carregava   seus   instrumentos,   manejava   o   fole para ativar o fogo da forja. Um   dia   Ogum   deu   a   Oyá   uma   vara   de   ferro igual   a   que   lhe   pertencia   que   tinha   o   poder   de dividir   os   homens   em   sete   partes   e   as   mulheres em    nove    partes,    caso    estas    as    tocassem    em uma briga. Xangô   gostava   de   sentar-se   perto   da   forja   para apreciar   Ogum   bater   o   ferro,   e   sempre   lançava olhares   a   Oyá;   ela   por   sua   vez,   também   lançava olhares a Xangô. Xangô   era   muito   elegante,   seus   cabelos   eram trançados,    usava    brincos,    colares    e    pulseira. Sua   imponência   e   seu   poder   impressionaram Oyá. Um   dia   Oyá   e   Xangô   fugiram   e   Ogum   lançou-se em       perseguição       deles.       Encontrando       os fugitivos,   brandiu   sua   vara   mágica,   Oyá   fez   o mesmo e eles se tocaram ao mesmo tempo. E   assim   que   Ogum   foi   dividido   em   sete   partes   e Oyá   em   nove   partes,   recebeu   ele   o   nome   de Ogum   Mejé   e   ela   o   de   Iansã,   cuja   origem   vem de Iyámésàn a mãe transformada em nove. LENDA 4 Ogum   tem   estreita   relação   com   o   número   sete, o   que   é   explicado   por   duas   lendas   iorubanas. Na   primeira,   ele   aparece   como   o   guerreiro   - filho   de   Odudua,   rei   de   Ifé   -   que   conquista   a cidade   de   Irê   e   assume   o   título   de   Oni   (senhor ou   rei).   Em   torno   de   Irê   havia   sete   aldeias,   hoje desaparecidas.    Por    essa    razão,    acreditava-se que    Ogum    fosse    composto    por    sete    partes, uma      para      cada      aldeia      conquistada.      Em iorubano,    sete    é    mejê,    de    onde    resultou    a expressão   Ogum   Mejê   (O   Ogum   que   são   sete, ou   o   Ogum   composto   de   sete   partes).   É   a   ele, portanto, que o ponto é dedicado. A   outra   lenda   fala   do   casamento   entre   Ogum   e Oiá.    Ogum    tinha    uma    vara    mágica,    feita    de ferro   (metal   que   lhe   está   associado),   que   tinha a    propriedade    de    dividir    em    sete    partes    os homens    e    em    nove    partes    as    mulheres    que tocasse.    Em    sua    oficina    de    ferreiro,    Ogum confeccionou     uma     vara     igual     e     deu-a     de presente a Oiá. Algum    tempo    depois,    porém,    Oiá    fugiu    com Xangô    e    foi    perseguida    pelo    furioso    marido traído.   Quando   se   encontraram,   entraram   em combate   com   suas   varas   mágicas,   dividindo-se Ogum   em   sete   parte   e   Oiá   em   nove.   Por   isso ela   é   chamada   de   Iansã,   termo   composto   de duas    palavras    iorubanas:    Iá    ou    Inhá    (mãe)    e messan (nove). Segundo   os   Itans   de   Ifá,   Ogum   e   Oxosse   foram uns   dos   primeiros   Orixás   a   habitarem   a   Terra. Eram   rivais,   mas   Olodumarê   com   o   intuido   de faze-los   amigos   e   irmãos   marcou   um   encontro no   mesmo   local   e   na   mesma   hora   com   os   dois. Quando   Ogum   e   Oxosse   se   encontraram,   cada um   perguntou   ao   outro   o   que   estava   fazendo naquele      local.      Ambos      responderam      que Olodumarê     mandou     que     eles     fossem     ao encontro     dele.     Passou-se     muito     tempo     e Olodumarê   não   apareceu.   Passou   o   dia,   chegou a   noite,   raiou   o   outro   dia   e   nada   de   Olodumarê aparecer. Ambos   cansados   e   com   medo,   não   se   retiraram do   local   com   medo   de   sofrerem   a   cólera   do   Pai. Resolveram   fazer   uma   trégua   momentanêa   e constataram   que   estavam   famintos.   Oxosse,   o Orixá     da     caça,     saiu     para     arrumar     comida, enquanto Ogum foi buscar água. Apesar      do      Grande      Pai      Caçador      possuir habilidades   mágicas   para   caçar,   seu   Ofá   (arco   e fecha)   era   pequeno   e   ele   só   conseguia   pegar pássaros    e    animais    pequenos.    E    a    fome    de ambos   era   imensa.   Ogum,   grande   ferreiro   do céu,   observou   que   seu   irmão   não   possuia   as armas   necessárias,   então,   o   chamou   e   lhe   deu um   ofá   maior,   feito   com   um   metal   de   grande dureza,    só    que    leve    o    suficiente    para    ser manipulado.