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OYÁ EGUNITÁ Egunitá   é   uma   das   nove   Oyas   de   culto   Igbalé   e   sem   dúvida   a   mais famosa, por ser habitante da floresta sua kizila (Ewo) é a fumaça. Egunitá   é   a   deusa   do   espirito   dos   mortos   e   por   isso   não   possuía   filhos, mas   desejava   ser   mãe,   então   dentro   da   floresta   da   morte   ela   conseguiu parir nove vezes. Oyá   estava   nos   dias   de   ganhar   o   primeiro   filho   e   então   ela   fez   a   gigante   tempestade   de Eboykó   e   nesse   dia   foi   atacada   pelas   Iyami,   as   bruxas   rasgaram-lhe   a   barriga   e   raptaram   o bebê,    o    cobriram    com    panos    velhos    e    sujos    e    o    alimentaram    com    Okete,    o    rato    do cemitério.   Nisso   o   bebê   foi   chamado   Emalegan,   o   primeiro   Egun,   símbolo   do   poder   sobre   o Vento. No   segundo   dia   da   tempestade   Oyá   pariu   novamente,   esse   dia   a   tempestade   foi   muita bruta   e   nisso   Oyá   mostrou   toda   sua   força.   No   meio   da   tempestade   pariu   o   segundo   Egun Yorugãn.   Este   Egun   foi   criado   nas   folhas   de   bananeira   e   é   ele   quem   cuida   da   Sopeira   do ibá de Oyá e é o símbolo de sua vaidade. Yorugãn é o filho que Oyá mais ama. No   terceiro   dia   da   tempestade   Oyá   iluminou   o   céu   e   então   pariu Akugan,   este   que   é   o   Egun que   bate   os   pés   no   chão   fazendo   ruídos   e   barulhos.   Foi   criado   comendo   brotos   de   bambu, é rebelde e simboliza a rebeldia de Oyá. No   quarto   dia   da   Tempestade   Oyá   estava   apreensiva   e   então   pariu   Orugã,   que   é   o   Egun sério,   frio   e   calculista,   caiu   no   milharal   e   foi   criado   lá.   De   Oyá   ele   ganhou   um Atori   chamada Pason, se veste de Mariwo e mora em buracos cavados no chão, é o lado sério de Oyá. No   quinto   dia   da   Tempestade   de   Eboykó   nasceu   Rungan,   o   Egun   valente   que   salvou   a Yabá   Olossá   da   perseguição   de   Ikú.   Rungan   se   alimenta   de   Bambu   velho   e   é   a   coragem de Oyá. No   sexto   dia   da   Tempestade   nasceu   Gyogan,   que   auxiliou   Oxossi   na   caçada   do   pássaro Ororú para o rei de Ifé. Gyogan se veste com o couro do Búfalo de Oyá. No   sétimo   dia   nasceu   Ungã,   que   é   o   Egun   que   vive   rondando   as   covas   no   cemitério   e castigando quem viola os túmulos. É o lado sombrio de Oyá. No   oitavo   dia   Oyá   estava   no   auge   do   poder   de   destruição   da   tempestade   e   então   pariu Bungan,   o   Egun   maligno   e   perverso   que   ataca   o   ser   humano   e   induz   o   homem   a   loucura   e a desgraça, é o mais poderoso filho de Oyá. No   nono   e   último   dia   da   tempestade   de   Eboykó   nasceu   Segi,   chamado   Egungun,   que   tinha poder de incorporar ou manipular os homens. Oyá   Egunitá   agora   tinha   nove   filhos   Eguns   e   ela   então   recebeu   o   encargo   de   guiar   os mortos nas nove fazes do desencarne: * Leito de Morte * Velório * Caminho até o cemitério * Porta do Cemitério * Caminho até a cova * Descida a sepultura * Asese * Despacho do Carrego * Subida ao Orum Caso haja a necessidade de reencarnação, Egunitá guiará o Egun no processo. Egunitá   na   batalha   de   Ajimudá,   usou   uma   máscara   de   madeira   para   lutar   junto   a   seu exercito   de   Eguns,   hoje   substituímos   esta   máscara   pela   pintura   de   Efun   em   seu   rosto, geralmente em forma de caveira. O Ibá de Egunitá é de Barro e seus utensílios de barro, palha e madeira. A   Boneca   na   sua   roupa   é   chamada Abayomí   (nascido   para   me   dar   orgulho)   e   simboliza   os filhos de Oyá. Egunitá é a Oya mais sombria que existe