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Chegou   ao   ponto   de   inventar   o   pilão   para   que   fosse   preparado   seu   prato   predileto!   Impressionados   pela   sua   mania,   os outros   orixás   deram-lhe   um   cognome:   Oxaguiã,   que   significa   "Orixá-comedor-de-inhame-pilado",   e   assim   passou   a   ser chamado. Awoledjê,   seu   companheiro,   era   babalawo,   um   grande   adivinho,   que   o   aconselhava   no   que   devia   ou   não   fazer.   Certa ocasião,    Awoledjê    aconselhou    a    Osaguiã    oferecer:    dois    ratos    de    tamanho    médio;    dois    peixes,    que    nadassem majestosamente;   duas   galinhas,   cujo   fígado   fosse   bem   grande;   duas   cabras,   cujo   leite   fosse   abundante;   duas   cestas   de caramujos   e   muitos   panos   brancos.   Disse-lhe,   ainda,   que   se   ele   seguisse   seus   conselhos,   Ejigbô,   que   era   então   um pequeno   vilarejo   dentro   da   floresta,   tornar-se-ia,   muito   em   breve,   uma   cidade   grande   e   poderosa   e   povoada   de   muitos habitantes. Depois   disso   Awoledjê   partiu   em   viagem   a   outros   lugares.   Ejigbô   tornou-se   uma   grande   cidade,   como   previra   Awoledjê. Ela   era   arrodeada   de   muralhas   com   fossos   profundos,   as   portas   fortificadas   e   guardas   armados   vigiavam   suas   entradas   e saídas. Havia   um   grande   mercado,   em   frente   ao   palácio,   que   atraía,   de   muito   longe,   compradores   e   vendedores   de   mercadorias   e escravos.   Elejigbô   vivia   com   pompa   entre   suas   mulheres   e   servidores.   Músicos   cantavam   seus   louvores.   Quando   falava- se   dele,   não   se   usava   seu   nome   jamais,   pois   seria   falta   de   respeito.   Era   a   expressão   Kabiyesi,   isto   é,   Sua   Majestade,   que deveria ser empregada. Ao   cabo   de   alguns   anos, Awoledjê   voltou.   Ele   desconhecia,   ainda,   o   novo   esplendor   de   seu   amigo.   Chegando   diante   dos guardas,   na   entrada   do   palácio,   Awoledjê   pediu,   familiarmente,   notícias   do   "Comedor-de-inhame-pilado".   Chocados   pela insolência   do   forasteiro,   os   guardas   gritaram:   "Que   ultraje   falar   desta   maneira   de   Kabiyesi!   Que   impertinência!   Que   falta   de respeito!" E caíram sobre ele dando-lhe pauladas e cruelmente jogaram-no na cadeia. Awoledjê,   mortificado   pelos   maus   tratos,   decidiu   vingar-se,   utilizando   sua   magia.   Durante   sete   anos   a   chuva   não   caiu sobre   Ejigbô,   as   mulheres   não   tiveram   mais   filhos   e   os   cavalos   do   rei   não   tinham   pasto.   Elejigbô,   desesperado,   consultou um   babalaô   para   remediar   esta   triste   situação.   "Kabiyesi,   toda   esta   infelicidade   é   consequência   da   injusta   prisão   de   um dos meus confrades! É preciso soltá-lo, Kabiyesi! É preciso obter o seu perdão!" Awoledjê   foi   solto   e,   cheio   de   ressentimento,   foi-se   esconder   no   fundo   da   mata.   Elejigbô,   apesar   de   rei   tão   importante,   teve que ir suplicar-lhe que esquecesse os maus tratos sofridos e o perdoasse. "Muito   bem!   -   respondeu-lhe.   Eu   permito   que   a   chuva   caia   de   novo,   Osaguiã,   mas   tem   uma   condição:   Cada   ano,   por ocasião   de   sua   festa,   será   necessário   que   você   envie   muita   gente   à   floresta,   cortar   trezentos   feixes   de   varetas.   Os habitantes   de   Ejigbô,   divididos   em   dois   campos,   deverão   golpear-se,   uns   aos   outros,   até   que   estas   varetas   estejam   gastas ou quebrem-se". Desde   então,   todos   os   anos,   no   fim   da   seca,   os   habitantes   de   dois   bairros   de   Ejigbô,   aqueles   de   Ixalê   Oxolô   e   aqueles   de Okê Mapô, batem-se todo um dia, em sinal de contrição e na esperança de verem, novamente, a chuva cair. A lembrança deste costume conservou-se através dos tempos e permanece viva, também, na Bahia. Por   ocasião   das   cerimônias   em   louvor   a   Osaguiã,   as   pessoas   batem-se   umas   nas   outras,   com   leves   golpes   de   vareta...   e recebem,   em   seguida,   uma   porção   de   inhame   pilado,   enquanto   Osaguiã   vem   dançar   com   energia,   trazendo   uma   mão   de pilão, símbolo das preferências gastronômicas do Orisá "Comedor-de-inhame-pilado." Osaguian   é   um   Osalá   jovem.   Sempre   de   branco.   Usa   espada,   escudo,   polvarim   e   mão   de   pilão.   Guerreiro,   seu   dia   da semana é sexta-feira. Come cabra, e é o dono do inhame. Seu lugar no Panteão dos Orixás Osaguian ou Osaguiã: Divindade Yorubá, cultuado no Candomblé afro-brasileiro. Segundo   a   mitologia   Yorubá,   o   universo   foi   criado   por   Olorum.   Os   filhos   de   Olorum   são   os   Orixás,   que   receberam   cada qual   atribuições   e   responsabilidades   sobre   a   criação   de   seu   Pai.   O   primeiro   e   mais   velhos   dos   Orixás   é   Osalá,   a   quem   se credita a criação do Homem. Oxaguian   é   apontado   como   o   aspecto   jovem   de   Osalá,   outras   vezes   é   apontado   como   filho   de   Osalufã,   o   qual   é   tido   como o   aspecto   velho   de   Oxalá.   Oxaguian,   "o   moço",   na   sua   forma   "guerreira"   de   Osalá,   carrega   uma   espada,   cheio   de   vigor   e nobreza. Na   mitologia   Yorubá,   os   Orixás   associam-se   a   cidades   ou   regiões   africanas,   que   seriam   regidas   ou   favorecidas   por   seu respectivo Orixá. Seu templo principal é em Ejigbo, onde ostenta o título de Eléèjìgbó, ou Rei de Ejigbo. Orixá   do   dinamismo   e   movimento   construtivo,   da   cultura   material.   Seu   domínio   são   as   lutas   diárias   por   sustento   e   trabalho e   a   paz.   Osaguian   incentiva   o   trabalho   e   a   superação.   Osaguian   é   o   provedor,   é   o   guerreiro   da   paz.   Nunca   entra   numa batalha para perder, sempre ganhando suas lutas e superando quaisquer obstáculos. É    sempre    retratado    como    um    guerreiro    forte,    astuto    e    conquistador,    Oxaguian    rege    as    inovações,    a    busca    pelo aprimoramento,   o   inconformismo.   É   um   Orixá   relacionado   com   o   sustento   do   dia   a   dia,   gostando   de   mesa   farta.   Seu sustento   vem   do   fundo   da   terra   ou   da   floresta.   Ele   detém   todas   as   armas   e   as   usa   para   alcançar   seus   objetivos,   que   são: dar para quem tem fome e até tomar de quem tem muito e não tem fome. Sua   comida   favorita   é   o   inhame.   Sendo   orixá   das   inovações   e   invenções,   criou   para   si   o   pilão,   de   tal   forma   que   pudesse saborear   seu   prato   favorito.   Daí   inclusive   deriva   seu   nome:   Osaguian   significa   literalmente   “Orixá   comedor   de   Inhame Pilado”. Diz-se   que   enquanto   Ogum   fornece   meios   (ferramentas   e   armas)   Osaguian   fornece   inteligência   e   vontade   para   vencer. Representa o início de um movimento. Este orixá tem personalidade violenta e severa. É com Oxaguian que se encerra o ciclo das festas de Oxalá com a festa do Pilão de Osaguian (ojó odo)- o dia do pilão.                                                                               Caracteristicas: Suas   armas   (Ferramentas   símbolos)   são:   espadas   (sabre),   Ofá   (arco   e   flecha),   Atori   (Vara),   Polvarim,   Escudo   e   mão   de pilão (seu maior símbolo); Suas Cores: Branco e azul-claro; Seu dia de devoção: Sextas-feiras; Sua comida: é a canjica branca com oito bolas de inhame por cima; Seu Metal: Prata e metais brancos; Suas contas são: brancas intercaladas de azul claro; Sua festa: Pilão de Oxaguiã (festa dos inhames novos); Seus elementos: O Ar e a Atmosfera; Saudação:Exêu epa bàbá!!!  Folhas mais usadas : azedinha   do   brejo,   agrião   do   Pará,   arroz,   alfavaquinha   de   cobra,algodoeiro,   alecrim,   amendoeira   da   índia,   bananeira, bálsamo,bambu,   boldo   (falso   boldo),   bétis   branco,   beldroega,   costabranca,   coqueiro,   caatinga   de   mulata,   cacaueiro, chapéu   decouro,   cana   do   brejo,   caruru,   dama   da   noite,   dendezeiro,estoraque,   espinheira   santa,   erva   doce,   erva   vintém, folha   dafortuna,   folha   da   costa,   fruta   pão,   guaco,   gameleira,   goiabeira,guando,   golfo   de   flor   (qualquer   que   seja   a   cor), graviola,   ingá,inhame   da   costa,   jasmim   itália,   lágrimas   de   nossa   senhora,milho,   malva   branca,   manjericão,   mamona,   malva rosa,    mirra,neves,    nóz    moscada,    pimenta    de    macaco,    parietária,    pichurin,sálvia,    rosa    branca,    tamarineiro,    trombeta branca, uva, vinca,vassourinha, cebola e maçã.  Caracteristicas do Eleguns de Osaguian: A   liderança   é   uma   de   suas   especialidades.   Duas   características   dividem   os   filhos   de   Oxaguian:   Uns   são   amigos   das intrigas,   são   orgulhosos,   se   acham   os   melhores   ,   são   faladores.   Outros   são   voltados   para   a   família,   calmos   e   guardam segredos para si, mas todos são teimosos ou como eles próprios dizem determinados. Na   verdade   são   duas   faces   de   Oxaguian,   numa   delas   estão   os   filhos   que   carregam   a   espada   e   os   outros,   os   mais   calmos carregam a mão de pilão. Os   filhos   de   Oxaguian   são   valentes,   guerreiros,   combativos,   geniosos,   intuitivos   ,   são   instáveis,   têm   caráter   romântico   e são sensuais. Os filhos de Oxaguian não desprezam o sexo e cultivam o amor livre. Além   destas   características,   são   alegres,   gostam   profundamente   da   vida,   são   faladores   e   brincalhões.   Ao   mesmo   tempo são idealistas, defensores dos injustiçados, dos fracos e dos oprimidos. Frequentemente são Orgulhosos, sedentos de feitos gloriosos. Oxaguian   é   um   jovem   guerreiro   combativo,   seus   filhos   são   habitualmente   altos,   esguios,   eventualmente   robustos,   mas   não são agressivos ou brutais. Os filhos de Oxaguian são ciumentos e detestam concorrência. São criativos, generosos, inteligentes, sábios e justos.  Em seu aspecto negativo porém, são também lentos, mandões, teimosos e podem ser violentos. Itan do nascimento. Nasceu   dentro   de   uma   concha   de   caramujo.   Não   tinha   mãe.   E   quando   nasceu,   não   tinha   cabeça,   por   isso   perambulava pelo   mundo,   sem   sentido   e   sem   rumo.   Um   dia   encontrou   Ori   numa   estrada   e   este   lhe   deu   uma   cabeça   feita   de   inhame pilado.   Apesar   de   feliz   com   sua   nova   cabeça   branca,   ela   esquentava   muito,   e   quando   esquentava   Oxaguiã   criava   mais conflitos.   E   sofria   muito.   Um   dia   encontrou   a   morte   (iku),   que   lhe   ofereceu   uma   cabeça   fria. Apesar   do   medo   que   sentia,   o calor era insuportável, e ele acabou aceitando a cabeça preta que a morte lhe deu. Mas   essa   cabeça   era   dolorida   e   fria   demais.   Oxaguiã   ficou   triste,   porque   a   morte   com   sua   frieza   estava   o   tempo   todo   com o orixá. Então   Ogum   apareceu   e   deu   sua   espada   para   Oxaguiã,   que   espantou   Iku.   Ogum   também   tentou   arrancar   a   cabeça   preta de   cima   da   cabeça   branca,   mas   tanto   apertou   que   as   duas   se   fundiram   e   Oxaguiã   ficou   com   a   cabeça   azul,   agora equilibrada   e   sem   problemas. A   partir   deste   dia   ele   e   Ogum   andam   juntos   transformando   o   mundo.   Oxaguiã   depositando   o conflito   de   idéias   e   valores   que   mudam   o   mundo   e   Ogum   fornecendo   os   meios   para   a   transformação,   seja   a   tecnologia   ou a guerra. Epítetos (qualidades):  Babá Ajagúna; Babá Lejubé;  Babá Apejá;  Babá Epê; Babá Akíre; Babá Dankó; Babá Dugbé; Babá Olójo Outros nomes conhecidos para Osaguian: Bábá Aláse, Arowú, Oníkì, Onírinjá, Jayé, Ròwu, Olóba, Olúofin, Oko, Éguin, Obanijitá, Oluorogbô, Ibô,  etc. Itans(lendas): Batalha dos Atoris Itan   Batalha   dos Atoris.   Na   cidade Africana   de   Eleegibò   até   hoje   por   ocasião   de   sua   festa   os   habitantes   são   divididos   entre dois   bairros   e   trocam   golpes   de   atori   (varas),   relembrando   o   mito   que   diz   sobre   um   Babalaô   seu   amigo   que   foi   preso   pelos guardas   de   Eleegibò   ,por   que   se   referiu   o   Rei   como,   Oxaguian   (Orixá   Comedor   de   Inhame)   tendo   sido   encontrado   no calabouço   Oxagüian   pediu-lhe   perdão   só   aceito   se   os   moradores   da   cidade   trocasse   golpes   de   varas   durante   suas   festas (sob pena de não haver boa colheita caso isto não acontecesse). O Castelo de Ogum O    Castelo    de    Ogum,    Oxaguian,    jovem    filho    guerreiro    de    Oxalá,    acompanhava    Ogum    pela    terra    em    suas    guerras. Aproveitava   de   toda   ocasião   em   que   a   guerra   criava   destruição   para   reconstruir   no   lugar   algo   maior   e   mais   próspero. Assim   espalhou   pelo   mundo   prosperidade,   sem   descanso,   obrigando   todos   a   trabalhar   e   progredir.   Onde   via   preguiça, inspirava   movimento   e   crescimento.   Um   dia,   entre   uma   batalha   e   outra,   Oxaguian   foi   à   cidade   de   Ogun   para   buscar provisões   e   encontrou   um   castelo   que   acabava   de   ser   construído   pelo   povo   do   lugar   em   oferecimento   a   Ogum.   Oxaguian perguntou    ao    povo:    “Que    vão    fazer    agora    que    terminaram    de    construir    o    castelo    do    seu    rei?”    “Descansar”,    eles responderam.   Oxaguian   retrucou:   “O   seu   rei   ainda   demora   a   voltar;   vocês   devem   aproveitar   deste   tempo   de   maneira melhor.   Construam   um   castelo   ainda   melhor   e   encham   de   alegria   o   seu   rei.”   Sacou   da   espado   e   com   um   toque   empurrou   a parede do castelo, que ruiu todo.” Oxaguian voltou para a guerra, e o povo pôs-se a construir um castelo ainda melhor. O   tempo   passou   e   Oxaguian   voltou   à   cidade   de   Ogun   em   busca   de   mais   provisões.   Encontrou   lá   um   castelo   ainda   maior   e melhor   do   que   o   que   tinha   derrubado.   Semelhante   diálogo   se   travou.   Oxaguian   perguntou   ao   povo:   “Que   vão   fazer   agora que   terminaram   o   castelo   do   seu   rei?”   “Vamos   descansar”,   eles   responderam.   Oxaguian   interrogou:   “Mais   uma   vez,   o   seu rei   demora   a   voltar;   vocês   que   aproveitem   ainda   deste   tempo   de   maneira   melhor.   Construam   um   castelo   melhor   para   o seu   rei.”   Como   tinha   feito   antes,   sacou   da   espado   e   com   um   toque   derrubou   o   castelo.”   E   partiu   para   guerra,   voltando sempre   em   busca   de   novas   provisões.   Tantas   vezes   isto   aconteceu   que   o   povo   do   lugar   se   transformou   em   um   povo   de grandes   construtores,   desenvolvendo   engenharia   e   arquitetura   soberba,   reconhecida   mundialmente.   Oxaguian   promove   o progresso. Não gosta de ver ninguém parado. Ogum faz instrumentos agrícolas para Oxaguian Oxaguian,   rei   de   Ejigbô,   o   Elejigbô,   chamado   "Orixá-Comedor-de-inhame-pilado",   inventou   o   pilão   para   saborear   mais facilmente   seus   prediletos   inhames.   Todo   o   povo   do   seu   reino   adotou   a   sua   preferência.   Todo   o   povo   de   Ejigbô   comia inhame   pilado.   E   tanto   seu   comia   inhame   em   Ejigbô   que   já   não   se   dava   conta   de   plantá-lo.   E   assim,   grande   fome   se abateu sobre o, povo de Oxalá. Oxaguian   foi   consultar   Exu,   que   o   mandou   fazer   sacrifícios   e   procurar   o   ferreiro   Ogum,   que   naquele   tempo   viva   nas   terras de   Ijexá.   O   que   podia   fazer   Ogum   para   que   o   povo   de   Ejigbô   tivesse   mais   inhame?,   consultou   Oxaguian.   Ogum   pediu sacrifícios e logo deu a solução. Em sua forja, Ogum fez ferramentas de ferro. Fez   a   enxada   e   o   enxadão,   a   foice   e   a   pá,   fez   o   ancinho,   o   rastelo,   o   arado.   "Leve   isso   para   o   seu   povo,   Elejigbô,   e   o trabalho   na   plantação   vai   ser   mais   fácil.   Vão   colher   muitos   inhames,   mais   do   que   agora   quando   plantam   com   as   mãos", disse Ogum. E assim foi feito e nunca se plantou tanto inhame e nunca se colheu tanto inhame. E a fome acabou. O   povo   de   Ejigbô,   agradecido   cultuou   Ogum   e   ofereceu   a   ele   banquetes   de   inhames   e   cachorros,   caracóis,   feijão-preto regado   com   azeite-de-dendê   e   cebolas.   Ogum   disse   a   Oxaguian:   "Na   casa   de   seu   Pai   todos   se   vestem   de   branco,   por   isso também   assim   me   visto   para   receber   as   oferendas".   E   o   povo   o   louvava   e   Ogum   ficou   feliz.   E   o   povo   cantava:   "A   kaja   lónì fun Ògúnja mojuba". "Hoje fazemos sacrifício de cachorros a Ogum, Ogunjá,
OSANGUIAN Osaguian   na   mitologia   yorubá   é   um   jovem   guerreiro,   um   Osalá   jovem,   seria   filho   de   Oxalufan, identificado   no   jogo   do   Merindilogun   pelo   odu   Ejionile   e   representado   materialmente   e   imaterial pelo    candomblé,    através    do    assentamento    sagrado    denominado    igba    Osaguian.    Seu    templo principal é em Ejigbo, estado de Ọsun, onde ostenta o título de Eléèjìgbó, ou Rei de Ejigbo. Em   Lendas Africanas   dos   Orixás,   Pierre   Fatumbi   Verger   conta   uma   das   lendas   que   Osaguian   teria nascido   em   Ifé,   bem   antes   de   seu   pai   tornar-se   o   rei   de   Ifan.   Osaguian,   valente   guerreiro,   desejou, por   sua   vez,   conquistar   um   reino.   Partiu,   acompanhado   de   seu   amigo Awoledjê.   Osaguiã   não   tinha ainda   este   nome.   Chegou   num   lugar   chamado   Ejigbô   e   aí   tornou-se   Elejigbô   (Rei   de   Ejigbô). Osaguiã    tinha    uma    grande    paixão    por    inhame    pilado,    comida    que    os    iorubás    chamam    iyan. Elejigbô   comia   deste   iyan   a   todo   momento;   comia   de   manhã,   ao   meio-dia   e   depois   da   sesta;   comia no   jantar   e   até   mesmo   durante   a   noite,   se   sentisse   vazio   seu   estômago!   Ele   recusava   qualquer outra comida, era sempre iyan que devia ser-lhe servido.