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Ogum   que   come   cachorro,   nós   te   saudamos".   Oxaguian   disse   a   Ogum:   "Meu   povo   nunca   há   de   se   esquecer   de   sua dádiva.   Dê-me   um   laço   de   seu   abadá   azul,   Ogum,   para   eu   usar   com   meu   axó   funfun,   minha   roupa   branca.   Vamos   sempre nos lembrar de Ogunjá". E, do reino de Ejigbô até as terras de Ijexá, todos cantaram e dançaram. Oríkì à Osàlà Obanla o rin  n'eru ojikutu s'eru.  Obà n'ille Ifon alabalase  oba patapata n'ille iranje.  O yo kelekele o ta mi l'ore. O gba a giri l'owo osika. O fi l'emi asoto l'owo.  Oba igbo oluwaiye re e o ke bi owu la.  O yi ala. Osun l'ala o fi koko ala rumo.  Obà igbo. Tradução Rei das roupas brancas que nunca teme a aproximação da morte.  Pai do Paraíso eterno dirigente das gerações. Gentilmente alivia o fardo de meus amigos. Dê-me o poder de manifestar a abundância. Revela o mistério da abundância. Pai do bosque sagrado, dono de todas as benções que aumentam minha sabedoria.  Eu me faço como as Roupas Brancas. Protetor das roupas brancas eu o saúdo. Pai do Bosque Sagrado. Oríkì à Osàlà Kí Òrìsà-nlá Olú àtélesé, a gbénon dídùn là. Ní Ibodè Yìí, Kò Sí Òsán, Bèéni Kò Sí Òru. Kò Sí Òtútù,  Bèéni Kò Sí Ooru. Ohun Àsírií Kan Kò Sí Ní Ibodè Yìí. Ohun Gbogbo Dúró Kedere Nínu Ìmólè Olóòrun. Àyànmó Kò Gbó Oògùn. Àkúnlèyàn Òun Ní Àdáyébá. Àdáyébá Ni Àdáyé Se. Tradução Que o Grande Òrìsà, Senhor da sola dos pés, guie-nos aos benefícios da riqueza!  Aqui é a porta do Céu, nela pode-se entrar de dia e de noite. Nela não há frio, e também não há calor. Aqui, na porta do Céu, nada é segredo. E nela todas as coisas permanecerão claras diante da luz de Deus.  Que o destino não nos faça usar remédios. Que as pessoas adorem de joelhos as coisas do Céu, para encontrar coisas boas na Terra. Que as coisas boas sejam sempre encontradas na Terra. ÀDÚRÀ TI ÒÒSÀÀLÁ Bàbá esá rè wa Pai dos ancestrais, venha nos trazer boa sorte Ewa agba awo a sare wa Belo ancião do mistério, venha depressa A je águtan Comedor de ovelha A sare wa ewa agba awo Venha depressa belo ancião do mistério Iba Òrìsà yin agba ògìnyòn. Saudações Orixá escute-me ancião comedor de inhame pilado. Oxaguian Divindade   Yorubana   Rei   de   Eleegibo,   Guerreiro   ,   forte   e   astuto,   conquistador   filho   de   Oxalufun,   tem   por   cores,   Branco leitoso   e   Azul   Claro,   Suas   Contas   São   Brancas   intercaladas   de   azul   claro   ou   segui,   sua   festa   tem   o   nome   de   Pilão   do Oxála   (festa   dos   inhames   novos)   Na   cidade   Africana   de   Eleegibò   até   hoje   por   ocasião   de   sua   festa   os   habitantes   são divididos   entre   dois   bairros   e   trocam   golpes   de   atori   (varas),   relembrando   o   Itan   que   diz   sobre   um   Babalaô   seu   amigo   que foi   preso   pelos   guardas   de   Eleegibò   ,por   que   se   referiu   o   Rei   como,   Osògiyan   (Orixá   Comedor   de   Inhame)tendo   sido encontrado   no   calabouço   Osògiyan   pediu-lhe   perdão   só   aceito   se   os   moradores   da   cidade   trocasse   golpes   de   varas durante   suas   festas   (   sob   pena   de   não   haver   boa   colheita   caso   isto   não   acontecesse)   Mitos   são   abundantes   e   relatam passagens   diversas   desse   orixá   que   representa   o   movimento   o   inicio.   Suas   armas   (Ferramentas   simbolos)   são   espada (sabre),   Ofá   (arco   e   flecha), Atori   (Vara),   Escudo   e   mão   de   pilão   (seu   maior   simbolo).   Este   orisà   tem   personalidade   violenta e   severa.   Diz-se   que   enquanto   Ogum   fornece   meios   (ferramentas   e   armas)   Osogiyan   fornece   inteligencia   e   vontade   para vencer. LENDAS DE OXAGUIAN    "Oxaguiã   não   tinha   ainda   este   nome.   Chegou   num   lugar   chamado   Ejigbô   e   aí   se   tornou   Elejigbô   (Rei   de   Ejigbô).   Oxaguiã tinha   uma   grande   paixão   por   inhame   pilado,   comida   que   os   iorubás   chamam   iyan.   Elejigbô   comia   deste   iyan   a   todo   o momento;   comia   de   manhã,   ao   meio-dia   e   depois   da   sesta;   comia   no   jantar   e   até   mesmo   durante   a   noite,   se   sentisse   vazio seu   estômago!   Ele   recusava   qualquer   outra   comida,   era   sempre   iyan   que   devia   ser-lhe   servido.   Chegou   a   ponto   de inventar   o   pilão   para   que   fosse   preparado   seu   prato   predileto!   Impressionados   pela   sua   mania,   os   outros   orixás   deram-lhe um   cognome:   Oxaguiã,   que   significa”   Orixá-comedor-de-inhame-pilado   “,   e   assim   passou   a   ser   chamado.   ·Awoledjê,   seu companheiro,   era   babalaô,   um   grande   adivinho,   que   o   aconselhava   no   que   devia   ou   não   fazer.   Certa   ocasião,   Awoledjê aconselhou    a    Oxaguiã    oferecer:    dois    ratos    de    tamanho    médio;    dois    peixes,    que    nadassem    majestosamente;    duas galinhas,   cujo   fígado   fosse   bem   grande;   duas   cabras,   cujo   leite   fosse   abundante,   duas   cestas   de   caramujos   e   muitos panos   brancos.   Disse-lhe,   ainda,   que   se   ele   seguisse   seus   conselhos,   Ejigbô,   que   era   então   um   pequeno   vilarejo   dentro da   floresta   tornar-se-ia,   muito   em   breve,   uma   cidade   grande   e   poderosa   e   povoada   de   muitos   habitantes.   Depois   disso Awoledjê   partiu   em   viagem   a   outros   lugares.   Ejigbô   tornou-se   uma   grande   cidade,   como   previra Awoledjê.   Ela   era   rodeada de   muralhas   com   fossos   profundos,   as   portas   fortificadas   e   guardas   armados   vigiavam   suas   entradas   e   saídas.   Havia   um grande   mercado,   em   frente   ao   palácio,   que   atraía,   de   muito   longe,   compradores   e   vendedores   de   mercadorias   e   escravos. Elejigbô   vivia   com   pompa   entre   suas   mulheres   e   servidores.   Músicos   cantavam   seus   louvores.   Quando   se   falava   dele,   não se   usava   seu   nome   jamais,   pois   seria   falta   de   respeito.   Era   a   expressão   Kabiyesi,   isto   é,   Sua   Majestade,   que   deveria   ser empregada. Ao   cabo   de   alguns   anos, Awoledjê   voltou.   Ele   desconhecia,   ainda,   o   novo   esplendor   de   seu   amigo.   Chegando diante   dos   guardas   na”.   Entrada   do   palácio,   Awoledjê   pediu,   familiarmente,   notícias   do   "Comedor-de-inhame-pilado". Chocados    pela    insolência    do    forasteiro,    os    guardas    gritaram:    "Que    ultraje    falar    desta    maneira    de    Kabiyesi!    Que impertinência!   Que   falta   de   respeito!"   E   caíram   sobre   ele   dando-lhe   pauladas   e   cruelmente   jogaram-no   na   cadeia.   Awoledjê, mortificado   pelos   maus   tratos,   decidiu   vingar-se,   utilizando   sua   magia.   Durante   sete   anos   a   chuva   não   caiu   sobre   Ejigbô,   às   mulheres não   tiveram   mais   filhos   e   os   cavalos   do   rei   não   tinham   pasto.   Elejigbô,   desesperado,   consultou   um   babalaô   para   remediar   esta   triste situação.   "Kabiyesi,   toda   esta   infelicidade   é   conseqüência   da   injusta   prisão   de   um   dos   meus   confrades!   É   preciso   soltá-lo,   Kabiyesi!   É preciso   obter   o   seu   perdão!" Awoledjê   foi   solto   e,   cheio   de   ressentimento,   foi-se   esconder   no   fundo   da   mata.   Elejigbô,   apesar   de   rei   tão importante,   teve   que   ir   suplicar-lhe   que   esquecesse   os   maus   tratos   sofridos   e   o   perdoasse.   "Muito   bem!   -   respondeu-lhe.   Eu   permito   que a   chuva   caia   de   novo,   Oxaguiã,   mas   tem   uma   condição:   Cada   ano,   por   ocasião   de   sua   festa,   será   necessário   que   você   envie   muita   gente à   floresta,   cortar   trezentos   feixes   de   varetas.   Os   habitantes   de   Ejigbô,   divididos   em   dois   campos,   deverão   golpear-se,   uns   aos   outros,   até que   estas   varetas   estejam   gastas   ou   quebrem-se".   Desde   então,   todos   os   anos,   no   fim   da   seca,   os   habitantes   de   dois   bairros   de   Ejigbô, aqueles   de   Ixalê   Oxolô   e   aqueles   de   Okê   Mapô,   batem-se   todo   um   dia,   em   sinal   de   contrição   e   na   esperança   de   verem,   novamente,   a chuva   cair.   A   lembrança   deste   costume   conservou-se   através   dos   tempos   e   permanece   viva,   também,   na   Bahia.   Por   ocasião   das cerimônias   em   louvor   a   Oxaguiã,   as   pessoas   batem-se   umas   nas   outras,   com   leves   golpes   de   vareta...   e   recebem,   em   seguida,   uma porção    de    inhame    pilado,    enquanto    Oxaguiã    vem    dançar    com    energia,    trazendo    uma    mão    de    pilão,    símbolo    das    preferências gastronômicas do Orixá "Comedor-de-inhame-pilado." Exê ê! Baba Exê ê!   OXAGUIAN ENCONTRA IEMANJÁ E LHE DÁ UM FILHO       Houve   um   tempo   em   que   os   orixás   viviam   do   outro   lado   do   oceano.   Mas   depois   tiveram   que   vir   para   o   lado   de   cá,   para   acompanhar seus   filhos   que   foram   trazidos   como   escravos. Assim   vieram   todos   e   assim   veio   Oxaguian.   Oxaguian   veio   boiando   na   superfície   do   mar, navegando   no   tronco   flutuante   de   uma   árvore.   A   travessia   durou   muito   tempo,   mas   de   um   ano.   Foi   nessa   viagem   que   Oxaguian conheceu   Iemanjá,   que   era   dona   do   próprio   mar   em   que   viajava   Oxaguian.   Logo   se   conheceram   e   logo   se   gostaram.   Oxaguian   era moço,   forte,   corajoso;   Iemanjá   era   mulher   bonita   destemida   e   sedutora.   Iemanjá   engravidou   de   Oxaguian   e   nove   meses   depois   deu   a luz   a   um   menino,   que   já   nasceu   valente   e   forte,   querendo   guerrear.   Mais   tarde   chamaram   o   menino   de   Ogunjá,   porque   o   guerreiro gostava de comer cachorro. Sempre que ia à guerra, a mãe o acompanhava e então todos a chamavam Iemanjá Ogunté. Oxaguian, Ogunté e Ogunjá formam uma família de guerreiros. E eles são muitos festejados no Brasil.   CARACTERÍSTICAS DOS FILHOS DE OXANGUIAN          Os   filhos   de   Oxanguian,   ao   contrário   de   Oxalufan,   são   muito   nervosos,   chegando   ao   extremo   da   irritação,   mesmo   sem   ser   provocados. Isso geralmente acontece quando sua própria vida não anda bem.                                     Os   filhos   de   Oxaguian   são   mais   ativos,   guerreiros,   alegres   e   trabalhadores.   São   incansáveis   em   seus   ofícios   e   projetos,   possuem também tendências ao estresse por se darem demais as suas funções.            Responsáveis como ninguém. Assim como Oxalufan (velho) também são teimosos orgulhosos e inteligentes.            São os famosos senhores do tudo ou nada. Ou dá certo ou não. Seja nos negócios no amor e nas amizades.            São inquietos e arredios.            Emocionalmente, são muito inocentes e facilmente manipulados pelo sexo oposto.       Precisam de companheiras que lhes digam o que fazer em determinadas situações da vida.            São muito dependentes e carentes, exigindo muita atenção.                O   semblante   dos   filhos   de   Oxanguian   é   muito   jovem,   dificilmente   lhe   revelando   a   idade.   Quando   estão   felizes,   são   alegres   e   divertidos, procurando agradar a todos que o cercam.            Não são nada reservados, contando fatos de sua vida e, até mesmo, algumas intimidades, para qualquer pessoa.            Os   filhos   de   Oxanguian   têm   muita   sorte,   pois   dificilmente   alguém   não   lhes   estende   a   mão   quando   estão   necessitados.   Geralmente, possuem muita fortuna e sabem o que fazer para conquistá-la.            Adoram pensar e refletir bastante, antes de se arriscarem em alguma nova experiência. São excelentes estrategistas.                Para   eles   não   existe   meio   termo,   embora   seu   Odú,   ou   presságio   de   Ifá   (Ejonile),   represente   o   equilíbrio   e   esteja   exatamente   no   meio dos dezesseis. ARQUÉTIPO             Altos e robustos portes majestosos, olhar ao mesmo tempo altivo e travesso, elegante, amigo das mulheres, gosta da vida, defensor dos injustiçados. Seu pensamento antecipa o de sua época embora guerreiro não é agressivo e nem brutal. PARTICULARIDADES: DIA: sexta feira METAL: todos os metais brancos COR: branco leitoso COMIDA: inhame pilado FIOS DE CONTA: os filhos de Oxaguiã usam umas poucas contas azuis a cada seqüência de contas brancas. QUIZILA: não gosta nem de sangue, nem de dendê. SACRIFÍCIO: prefere o sacrifício do caracol catassol (ibin) mais na falta deste aceita sacrifício de cabra, galinha, pomba e pata, sempre de cor branca. Sua comida seca predileta é insossa: arroz e milho branco sem tempero e inhame pilado. Também gosta de mel. SAUDAÇÃO: Êpa Babá! Xêuê Babá! (Viva o Pai!) TIPO PSICOLÓGICO: valentes, guerreiros, caráter romântico e sensual, combativos, geniosos, intuitivos, instáveis.