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Rituais     RITUAL DE LILITH   I - Ritual   O nome Lilith vem, provavelmente, da Suméria e significa: "aquela que se apoderou da Luz". Originalmente, Lilith tinha um só aspecto, "a terrível Deusa-Mãe". No desenrolar da evolução do mito, ela conservou dois aspectos singulares: . Como uma prostituta divina, ela tenta seduzir todos os homens; . E, como a terrível mãe, ela ambiciona prejudicar mulheres grávidas. Estes dois aspectos de Lilith são encontrados nas escrituras babilônicas como personificações de Camaschtu e Ishtar. Nos textos mágicos aramaicos ela aparece como um demônio, que causa tanto doenças corporais, esterilidade, aborto, como também perturbação psíquica. Dizem que ela não só aparece em sonhos e visões como, também, os provoca. Dos Códigos Antigos do Sacerdócio (Gênesis) consta que Lilith foi a primeira mulher de Adão. Deus criou Lilith, assim como Adão, do barro. Surge, assim, uma briga entre os dois, porque Lilith, no "movimento conjugal", não queria se deitar por baixo. Lilith se referia à criação com o mesmo barro e desejava igualdade de direitos. Como Adão não conseguia aceitar que Lilith se deitasse por cima, ela o abandona e atrai para si de volta o Mar Vermelho (Deus, então, cria para Adão uma mulher dócil - Eva. Pois ela é somente uma costela, para não poder se rebelar.). Podemos chamar Lilith para abortar crianças indesejadas. Para fazer correr desde aquele vizinho inoportuno, indesejável (não é à toa que um dos seus nomes é "a estranguladora"). Mas, também podemos chamá-la para nos ajudar a quebrar tabus ou nos livrar de nossos próprios padrões, conceitos e preconceitos.   II - Ritual:   RGP ( Banimento).   O templo é iluminado por uma vela. A Sacerdotisa, que está com o corpo pintado de preto, fica de cócoras no meio da sala. Os participantes entram nus e, um a um, no templo. Ao fundo um monótono tamborilar. Os participantes sentam em círculo em volta da Sacerdotisa.   Estabelecimento de Intenção:   "É nosso desejo, nos libertar de nossos preconceitos em relação à nossa conduta sexual." A música ressoa (de preferência: "Diamanda Galás - Deliver me from mine enemies") e as invocações passam a ser entoadas. Enquanto os participantes entoam um mantra, visualizam a sacerdotisa como Lilith ( ela é uma Deusa com duas grandes asas e enormes pés de aves com garras para agarrar as presas).   Para os mantras, os participantes são divididos em dois grupos:   Mantra l: KISIKIL LILAKE. Mantra 2: KISIKIL UDDAKARA ( Os mantras são entoados alternadamente.).   Quando a Sacerdotisa incorpora, ela se levanta e começa a dançar. Em algum momento ela grita alto e os participantes encerram os mantras.   Invocação Enochiana.   Após, a música recomeça e a Sacerdotisa busca um participante para dançar dentro do círculo. Cada participante joga uma pedra, como sacrifício para a Deusa, em um alguidar com um líquido vermelho e, então, outro participante entra no círculo. Os participantes dançam e carregam o Sacramento. Separam-se.   Agradecimento e RGP ( Banimento).   Invocação l :   Terrível ela é, impetuosa ela é, ela é uma Deusa, horrível ela é. Seus pés são como dos pássaros, seus cabelos são soltos, suas mamas são desnudas. Suas mãos estão em carne e sangue. Deusa Negra, preto sobre preto. Sangue ela irá comer, sangue ela irá beber. Como um boi irá bramir, como um urso irá resmungar, como um lobo irá esmagar.   Invocação 2 :   Negra ela é, mas bela! Seus lábios são vermelhos como a Rosa, mais doce que toda a doçura do mundo. Ela é a prostituta Lilith, ela que na escuridão voou do deserto para cá, para seduzir as pessoas. Ela é a causadora de sonhos e visões prazerosas. Uma prostituta ela é! Ela é a primeira Eva, a Deusa que combate à frente com revoluções pela liberdade. Ela é KI-SIKIL-LIL-LA-KE, uma menina permanentemente gritante!   Invocação em linguagem lunar :   OMARI TESSALA MARAX, TESSALA DODI PHORNEPAX. AMRI RADARA POLIAX ARMANA PILIU. AMRI RADARA PILIU SON, MARI NARYA BARBITON MADARA ANAPHAX SARPEDON ANDALA HRILIU.   Tradução:   Eu sou a prostituta, aquela que abala a morte. Este abalo dá à paz, prazer realizante. Imortalidade nasce em meu crânio, e música na minha vulva. Imortalidade nasce na minha vulva também, pois minha luxúria é um doce perfume, como um instrumento de sete lados tocado para Deus, o invisível, o Todo-soberano, que vagueia ao redor, que dá o grito estridente do Orgasmo. ( Aleister Crowley : "A Visão e a Voz").   Invocação Enochiana :   OL GOHE Eu invoco DO AO IP KI-SIKIL-UD-KAR-RA o nome de Ki-Sikil-Ud-Kar-Ra DAS I VAMAD BABALON BABALOND aquela que é chamada de prostituta perversa PI GIU EORS CORAXO ela é mais forte do que mil trovões PA MAZABA VAPAAH VOUINA ela vem com asas de dragão I TOLTORGI e com todas as suas criaturas BUTMONI PARM ZUMVAI de suas bocas jorra sangue PA BAHAL CINILA ela chora sangue em alta voz EOLIS OLLAG ORSABA fazendo os homens ficarem inebriados OD GOHIA CICELES TELOCHI dizendo os mistérios da morte e MALPIRGAY aumentando a chama da vida. MAZABA LILITH ! Venha Lilith! ZAMRAN LILITH ! Apareça Lilith!