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A FORÇA MÁGICA DOS METAIS Há alguns anos atrás, um técnico foi chamado para consertar algumas infiltrações nas paredes de uma antiga biblioteca, de uma instituição muito famosa e reconhecida mundialmente. Para corrigir o problema, tiveram que remover algumas estantes e antigos manuscritos foram retirados e espalhados cuidadosamente pelo andar, enquanto o conserto era executado. Quis o destino que o técnico chamado para o conserto fosse, também, um estudioso de assuntos esotéricos nas horas vagas. Dentre todos aqueles volumes espalhados e cobertos com plástico transparente, alguns livros lhe chamaram a atenção pelos emblemas que traziam na capa.
Nos dias que se seguiram, ele se dividiu entre o trabalho de efetuar os reparos encomendados e fotografar, com uma microcâmera, aqueles volumes que lhe haviam chamado a atenção. O nome desse técnico e o da instituição jamais foram mencionados publicamente. Sabe-se, porém, que cópias dessas fotografias, contendo um compêndio sobre alquimia, o segundo escrito pelo famoso Zózimo, o Pomopolita, médico árabe que viveu em torno do século VIII d.C., foram espalhadas para alguns estudiosos do assunto, que se debruçaram sobre elas, procurando traduzi-lo. Interessantes revelações foram sendo feitas a respeito da Alquimia e de sua aplicação prática, inclusive uma nova abordagem a respeito das influências a que são submetidos os seres vivos na face da Terra, a Metalologia, algo parecida com a Astrologia em alguns aspectos, mas completamente diferente em outros, pois situa essa influência a partir do próprio núcleo do planeta. Longe de pretender ser a ciência verdadeira, a abordagem exposta por Zózimo é bastante interessante e não se sabe porque seus estudos e conclusões ficaram ocultos tanto tempo, já que sua Alquimia Oculta em nada concorre com a Astrologia, mas completa-a de maneira bastante interessante. Outros assuntos são tratados nessa obra até então desconhecida desse médico árabe anterior à Idade Média, desmistificando a noção ridícula que sempre esteve associada como o objetivo principal da Alquimia: a de que essa ciência buscava a pedra filosofal, ou seja, a pedra capaz de transformar materiais pobre ou ignóbeis em metais preciosos. Qualquer aprendiz de mago sabe que isso é impossível. O profundo estudo realizado por aquele autor leva à conclusão de que a transmutação pretendida pela Alquimia visava a mudança do homem, seu aperfeiçoamento moral, físico, intelectual e espiritual a um nível considerando excelente, com a aplicação de Conhecimentos Herméticos já existentes naquela época. Conhecimentos que passavam pela utilização dos metais, dos cristais, dos conhecimentos numerológicos, da cabala, da magia e de tantos outros conhecimentos que floresciam naquela época e que, no período da Idade Médica, foi simplesmente extirpado da face da terra e confinado em escuras e inacessíveis bibliotecas. Sem muitas pretensões, é o que trataremos neste manual. A ALQUIMIA A primeira dificuldade para quem deseja aprender alguma coisa sobre Alquimia é conseguir passar pela verborragia e pelo palavreado hermético que sempre caracterizaram todos os textos sobre o assunto. Primeiro, com o objetivo de manter ocultos conhecimentos reservados apenas aos iniciados. Segundo, porque o linguajar científico da época era esse mesmo e qualquer tradução para o nosso vocabulário irá esbarrar nesse caráter científico contido nesse assunto. Ridicularizam muitos o conteúdo da Alquimia antiga, afirmando que as iniciações eram feitas através de rituais mágicos, iniciações de grande simbolismo e outras tantas práticas, destinadas a desencorajar os menos afoitos ou menos preparados para enfrentar toda a encenação que anunciavam. Na realidade, as iniciações podem ser comparadas hoje aos modernos vestibulares, onde apenas poucos têm acesso a cursos tão disputados como qualquer um da Área Médica. E quando se dizia antigamente que a Alquimia não era praticada pelo povo, mas pelos iniciados, isso em nada difere do que ocorre hoje em dia, quando a Medicina apenas é praticada pelos médicos e quem tentar fazer isso sem o competente diploma corre o risco de ser preso. Assim, a Medicina atual é reservada a um tipo de iniciado. Os alquimistas pesquisavam a natureza, analisando tudo que ela produzia e verificando até que ponto isso podia ser útil ao homem. Não se pode descartar, no contexto da História da Humanidade, que um dos fatores decisivos para um salto na evolução do homem foi a descoberta e a manipulação dos metais. Por esse motivo, chamaram a atenção dos estudiosos e pesquisadores de todos os tempos, que fizeram desse assunto o tema de seus estudos, estabelecendo as bases de ciências como a Homeopatia, dedicando-se ao estudo das propriedades curativas dos materiais presentes na natureza. Tudo que não era aprovado pelas instituições da época, período em que a religião se tornou um instrumento de poder e de dominação, impondo-se pelo terror, era condenado. Quando se quer desestimular o consumo ou o uso de determinado produto, basta difamá-lo e ridicularizá-lo, como forma de fazer com que perca o seu poder de atração. Qualquer consumidor mais atento já deve ter percebido como, na guerra dos produtos de consumo, freqüentemente surgem denúncias de objetos estranhos encontrados dentro de embalagens herméticas e sujeitas ao rígido controle de qualidade. Acreditar que entraram ali por magia, seria loucura. Acreditar que passaram por processos rigorosos de filtragem e conseguiram vencer obstáculos como microfuros e outros, é impossível. A lógica nos leva a crer que isso foi acrescentado a posteriori, em outro local, ou na própria indústria, com a conivência de algum empregado. Por melhores e mais convincentes que sejam as explicações, a imagem sempre fica danificada por algum tempo, atingindo-se o objetivo de quem pretendia fazer com que diminuísse o consumo do outro produto, para aumentar o do seu. Com a Alquimia, a Homeopatia, a Astrologia, para citar apenas algumas dessas ciências, o mesmo aconteceu. Criando-se e divulgando-se o absurdo da busca do ouro através da magia, só se podia mesmo levar a Alquimia ao ridículo. Nesse processo, não foram poucos os envolvidos. Por outro lado, é preciso que se diga que os próprios alquimistas, por muito tempo, fizeram questão de estimular esse mito, pois ele afastavam os curiosos e aqueles que, movidos pela cobiça, pretendia tirar proveito dos estudos e conhecimentos já feitos. O verdadeiro ouro obtido pela Alquimia estava a nível espiritual, elevando o homem gradualmente da sua condição de animal racional a um ser purificado e apto a entender os mais profundos mistérios do Universo. A linguagem simbólica da Alquimia e seus símbolos eram tão abrangentes que permitiam as interpretações mais diferentes possíveis, tudo absolutamente dentro daquilo que os alquimistas pretendiam, preservando, assim, o tesouro de suas descobertas. Teorias filosóficas foram desenvolvidas, mostrando a evolução gradual do homem dentro da natureza e explicando o conceito do ouro buscado pelos alquimistas, tudo sem que se chagasse a um consenso, mas fomentando a confusão e as opiniões divergen- tes. Enquanto isso, em suas oficinas e forjas, os alquimistas continuavam suas pesquisas, sintetizando os elementos que viriam, mais tarde, compor as bulas de inúmeros medicamentos que auxiliaram homens e mulheres em todo o mundo. Do século VIII ao século XV, muitas importantes descobertas foram feitas pelos alquimistas, sendo que as mais importantes acabaram nem sendo divulgadas, pelo terror imposto naquele período, obrigando-os a esconder muitos desses importantes conhecimentos e manuscritos que jamais foram revelados à humanidade. Dentre esses importantes pesquisadores, o mais famoso de todos foi, sem sombra de dúvidas, Theophrastus Bombastus von Hohenheim, um sábio suíço que ficou conhecido como Paracelso, que desenvolveu importantes pesquisas nos campos da astrologia, da alquimia e da metaloterapia. Além dele, outra importante figura da Alquimia ficou conhecida como Conde Cagliostro, cujo nome permanece ligado às mais diversas manifestações de conhecimento esotérico, ocultista e hermético de sua época. Para que os leitores tenham uma referência do que era essa linguagem simbólica utilizada pelos alquimistas, é bastante ilustrativa a receita de uma receita milagrosa para a cura dos males universais, escrita em termos alquímicos por Eugenius Philaletes, citado por Artur Edward Waite, em sua obra As Ciências Ocultas: "A décima parte de limo celestial, separando-se o masculino do feminino e cada um, após, de sua própria terra, fisicamente, sem qualquer violência. Depois da separação, torne-se a uní-los nas devidas proporções harmônicas e vitais; imediatamente, a Alma, descendo da esfera piroplástica, restaurará, num abraço mirífico, seu corpo morto e vazio. Proceda-se, então, de conformidade com a teoria mágica de Volcânico, até que ambos atinjam a Quinta Rotação Metafísica. É este o medicamento de renome mundial, a respeito do qual tantos já escreveram e, no entanto, tão poucos conhecem." Com toda certeza, com uma receita dessas na mão, muito poucos iriam conseguir mesmo fazer o tal medicamento. No entanto, atingia-se o objetivo da Alquimia, que era o de ser deixado em paz, enquanto fazia circular uma coisa como essas, fazendo todo mundo se debruçar em vão sobre a pseudo-receita, tentando penetrar no seu sentido, sem conseguílo. Enquanto isso, continuavam esses sábios abnegados realizando suas pesquisas e experiências, buscando retirar dos metais a força que eles sabiam havia sido deixada ali pela natureza, em sua sabedoria. O trabalho realizado pelos alquimistas nada tinha de misterioso nem se oculto, examinado à luz dos conhecimentos atuais, quando sabemos que a indústria farmacêutica investe verdadeiras fortunas na pesquisa de novos medicamentos, a partir de materiais que estão aí, na natureza. Não apenas o reino vegetal contribui decisivamente para essas pesquisas, como também o reino mineral e o animal, pois esses últimos têm um papel de suma importância nesse processo. Se os antigos alquimistas dispusessem de laboratórios médicos como os existentes atualmente, com certeza teriam avançado muito em suas respectivas épocas. E se não tivesse que desenvolver seu trabalho de forma oculta, para fugir às perseguições, seguramente teriam avançado muito mais do que avançaram. Acreditamos que uma visão superficial do assunto foi importante para posicionar nossos leitores, pois o que se pretende com este Manual não é avançar nos simbolismo e no hermetismo da Alquimia, mas revelar, de forma prática e funcional, os avanços obtidos por esses cientistas do passado, criando terapias alternativas que, hoje, estão relegadas ao esquecimento. O advento da Nova Era e o fim do milênio têm despertado nos homens, no entanto, a necessidade de valorizar o que é natural e, por isso, capaz de equilibrar físico e espírito, sem efeitos colaterais. Além disso, os estudos ainda inéditos no mundo, feitos por Zózimo, lançando os fundamentos da Metalologia serão apresentados aos leitores de forma igualmente prática e acessível, para que possa ser entendido e usado imediatamente. METALOTERAPIA MÍSTICA Por muitos séculos, os curiosos julgaram que os alquimistas fossem uma espécie de bruxos ou feiticeiros, buscando o inatingível, ou seja, uma fórmula para transformar chumbo em ouro. Enquanto a humanidade comungava desse pensamento, em suas oficinas e laboratórios, esses sábios pesquisavam a utilização dos metais nos mais amplos aspectos das ciências, desde suas relações com a agricultura, astrologia, homeopatia e outras. Através dos processos com que trabalhavam os materiais, retiravam-lhes as impurezas e chegavam ao metal refinado, de onde partiam suas pesquisas, buscando aplicar nos mais diversos setores da vida humana, os conhecimentos assim obtidos. Era mais fácil, depois, simplesmente utilizar os conhecimentos de maneira prática e sem alardes, do que ter que perder tempo e correr risco, explicando todo o mecanismo de funcionamento e de criação dos medicamentos assim obtidos. Os metais e sua aplicação no corpo humano, como forma de reequilibrar energias ou promover a harmonia entre o corpo e o espírito, base de todo o trabalho alquímico, mereceram longos e herméticos tratados, onde a natureza desses metais e suas propriedades foram exaustivamente experimentadas pelos alquimistas. Muitos desses metais são facilmente encontrados, enquanto que outros, não. Dentro do princípio inicial de fazer um Manual que seja realmente prático, optamos por apresentar apenas os metais mais acessíveis. Assim, em nossa Metaloterapia Mística, conforme entendida pelos alquimistas a partir de Zózimo, o Pomopolita, vamos utilizar apenas os conhecimentos abrangendo os seguintes metais: 1.O Alumínio. 2.O Chumbo. 3.O Cobre. 4.O Estanho. 5. O Ferro (Aço). 1.O Níquel. 2.O Ouro. 3.A Platina. 4.A Prata. Acreditamos que mesmo metais como o outro e a platina não são difíceis de serem obtidos. É importante considerar que, para os objetivos a que se propõe a Mataloterapia, um pequeno investimento nesse sentido pode ser muito compensador, já que são utilizados apenas pequenas porções, com a vantagem de que não de deterioram. Uma peça de ouro, por exemplo, de pequeno tamanho, será usada por toda a vida, sem perda ou desgaste algum. As antigas lojas de alquimia e farmácia podiam ser facilmente confundidas com oficinas de metalurgia, pois os metais eram forjados para a confecção das peças a serem utilizadas na Metaloterapia. Nesse particular, conhecimentos de Numerologia e de Ciências Herméticas foram aplicados, baseados principalmente no poder dos símbolos utilizados na elaboração de amuletos e talismãs, tanto em seus aspectos físicos (metal bruto) quanto espirituais (metal purificado). É importante que o leitor perceba porque os alquimistas, por muito tempo, se mantiveram ocultos, trabalhando às escondidas, evitando chamar a atenção. As informações que dispunham e os elementos com que trabalhavam facilmente os levariam à fogueira, caso descobertos. Nem por isso, no entanto, deixaram de divulgar seus conhecimentos e isso pode ser observado no fato de como as jóias, mesmo ainda hoje, obedecem desejos e padrões que se repetem todo o tempo. Um broche com o formato de um escaravelho, por exemplo, não encerra em si apenas o fato de ser uma jóia, muitas vezes com a aplicação de pedras preciosas, aumentando seu valor. Chamamos a atenção para o fato de ter sido escolhido justamente um escaravelho, quando podia ser uma aranha, um objeto de arte moderna, uma andorinha ou qualquer outra representação. Além de proteger contra toda sorte de males, esse inseto, quando feito em metal como o ouro, por exemplo, tem o poder de aumentar a virilidade do homem e a fertilidade da mulher. Se feito em um outro metal, como o chumbo, por exemplo, seus efeitos são totalmente opostos, isto é: provoca impotência no homem e frigidez na mulher. É importante que o leitor conheça, então, quais são os principais símbolos, antes de saber quais são as combinações possíveis com os nove metais citados anteriormente. É igualmente importante, saber que esses símbolos estão relacionados com determinadas partes do corpo humano, a saber: CABEÇA: Bigorna, coroa, pena e abelha (feminino); cornucópia, chifres e sino (masculino). GARGANTA: Leque e águia (feminino); martelo e peixe (masculino). PEITO E ESPÁDUAS: Ponta de seta, pomba, ferradura e borboleta (feminino);e machado, gato e cogumelo (masculino). VENTRE E COSTAS: Âncora e fivela, (feminino); escaravelho e trevo de quatro folhas (masculino). BRAÇOS: Cruz e cruz ansada (feminino); ouroboros ( masculino). PERNAS: Lua Crescente, rã e formiga (feminino) sapo e raio (masculino). Observação: Ouroboros é a representação de uma cobra engolindo a própria cauda. Os símbolos acima são os mais abrangentes, prestando-se a todas as aplicações exigidas para cada metal, em relação à parte do corpo que influenciam. Conhecendo melhor esses símbolos, será mais fácil aplicá-los na seqüência. É preciso ter em mente que, ao utilizar adequadamente um desses símbolos, você estará maximizando os poderes do metal com que ele foi elaborado, uma vez que o símbolo, por si só, não teria efeito algum, se não aplicado corretamente. Da mesma forma, na impossibilidade de conseguir os objetos talismãs acima, no metal indicado, você pode usar com efeitos razoáveis, peças do metal, como moedas, pequenas barras ou lingotes de metal ou partes do metal fundido em formas geométricas. Você deve ter em mente, porém, que em Mataloterapia jamais deverá usar um pedaço de metal que tenha sido quebrado de uma peça maior, sem ter sido limada ou tido algum tipo de acabamento que aparasse as arestas resultantes da quebra. Se fizer isso, terá sua peça de metal irradiando energia negativa, do mesmo tipo daquela emitida pela carne de um animal morte de forma violenta. Para que seu corpo se habitue às influências do metal e reaja de maneira uniforme à utilização dessa terapia alternativa, cuide para que os objetos a serem utilizados tenham mais ou menos o mesmo formato ou volume. Para você ter uma idéia do tamanho ideal dessas peças, tenha como base o seguinte: Formato de moeda: diâmetro até a medida da primeira falange do seu polegar (ponta do dedo), nunca inferior ao tamanho da unha desse mesmo dedo. Formas quadradas ou outras: altura igual à medida da falange do polegar, valendo também o tamanho da unha como medida mínima. Os discos ou figuras geométricas, todas do mesmo tamanho, devem ficar acondicionado numa embalagem que evite a ação do tempo, principalmente da corrosão. Após o uso devem ser lavadas com sabão neutro, para que sejam retirados todos os resquícios de gordura ou suor, esfregados com um pano felpudo e seco, depois embalados, sem serem tocados novamente. Podem ficar numa caixa, forrada de tecido ou até mesmo num pequeno saquinho de feltro ou outro tecido macio, fáceis de manusear e acessíveis, quando necessário. Vencida essa etapa, vamos conhecer um pouco da origem, natureza e propriedades dos nove metais utilizados na Metaloterapia, antes de passarmos ao uso propriamente dito.