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MARAVILHAS DAS SIMPATIAS CIGANAS   Uma arte muito bem assimilada pelos ciganos, mas muito pouco praticada hoje em dia por eles, é a dos talismãs e amuletos. De nossa origem na Índia, passando pelo Egito, principalmente, e pela Pérsia, fomos amealhando um conhecimento enorme sobre o assunto, segundo o que restou dos registros antigos. Períodos negros da história da humanidade para os ciganos, como a chamada Santa Inquisição e a Segunda Guerra Mundial, de péssima memória, causaram prejuízos enormes em termos culturais, pois os poucos, mas antigos e secretos conhecimentos, foram perdidos em sua quase totalidade. Restaram conhecimentos esparsos que tiveram de ser refeitos e novamente compilados, formando um pálido, mas significativo painel daquela época fantástica. Junto com esses conhecimentos, puderam ser preservados os que tratam da Quiromancia e
da Cartomancia, artes em que os ciganos jamais foram rivalizados em todo o mundo. A longa permanência no Egito permitiu que essas ciências se desenvolvessem grandemente. Curiosamente essas duas artes sempre foram privilégio das mulheres ciganas, enquanto que os talismãs e amuletos estavam a cargo dos homens. Durante a Segunda Guerra Mundial, aproximadamente quinhentos mil ciganos foram mortos, a maioria do sexo masculino, principalmente os mais velhos, que detinham os conhecimentos dessa arte milenar. Por outro lado, como a mulher, já na mais tenra idade começa a receber ensinamentos sobre a Quiromancia e a Cartomancia, foi mais fácil preservar esses segredos. Essas artes continuaram e continuam até hoje estudadas e praticadas pelos ciganos, enquanto que outras, como a Astrologia, tornaram-se especialidade de povos do Ocidente. A Astrologia mágica, no entanto, ligada à sabedoria popular, ao conhecimento das simpatias, foi enriquecida em larga escala pelos ciganos em suas constantes viagens. Paracelsus, o homem que revolucionou a medicina na Idade Média, viveu por muito tempo com os ciganos da Europa, viajando com eles, inclusive, procurando aprender seus segredos de curas, utilizando a medicina natural, onde o uso de ervas, pedras preciosas, cores, metais e artes mágicas em geral atingiram um alto grau. As teorias de Paracelsus hoje são contestadas, assim como a medicina dos ciganos, ofuscada pelas grandes verbas publicitárias dos laboratórios de medicamentos do mundo inteiro, que não têm interesse algum na concorrência dessa medicina barata e à disposição na natureza. Com isso perdeu toda a humanidade, deixando de lado tratamentos equilibrados, onde o organismo não é agredido. O cientificismo exagerado conseguiu incutir nas pessoas que tudo isso não passava de superstições e de crendices populares. Seja como for, por milênios essas superstições e essas crendices ajudaram muita gente a se curar. Com quem estaria a verdade? O que se percebe, agora, no fim do milênio, é que o homem volta a se descobrir e a descobrir a natureza. Será uma volta à superstição? Pois que seja, então, uma volta saudável. AMULETOS & TALISMÃS Para os ciganos, os anéis sempre tiveram um significado especial. É o símbolo do amor, da eternidade do casamento e um dos talismãs mais utilizados nas práticas mágicas. Esse conhecimento e essa valorização do anel como peça importante de nossa cultura tem suas origens no Velho Egito, por onde passaram os ciganos há milhares de anos atrás. No British Museum, da Inglaterra, á um anel de ouro, com um engaste liso e oval, onde consta a seguinte inscrição: "Maãt, a dourada dama de ouro das duas terras". Segundo estudos feitos, o anel foi feito entre 1000 e 1200 A.C., isto é, em torno de três mil anos. O círculo sempre foi considerado um símbolo mágico, porque representa a vida, segundo os iniciados, já que não tem princípio nem tem fim, mas é uma constante renovação, algo em que os egípcios acreditavam piamente e no que investiram todo o seu conhecimento, chegando a um nível não mais alcançado por nenhum povo na preservação e mumificação dos corpos, para que um dia retornassem à vida. Assim, nos amuletos e talismãs de origem cigana, anel, pulseiras e colares têm um significado especial porque representam o círculo e todo o conceito nele envolvido de eternidade, renovação e crença numa vida futura.                                                                                  PARA ETERNIZAR UM AMOR Algumas práticas ciganas são muito pouco divulgadas, já que a literatura, de modo geral, busca retratar aspectos folclóricos estilizados da vida de nosso povo. Na verdade, muito do que é mostrado não condiz com a realidade. A velha tradição está se perdendo, pois o sedentarismo é uma realidade e aos poucos está seduzindo todos os nômades, principalmente os da nova geração. A de eternizar o amor num juramento secreto, feito apenas pelo casal de enamorados é uma das práticas mais bonitas e pouco divulgadas. Muitas vezes o casamento é arranjado pelos pais, mas não significa que será concretizado. Isso é o que tem provocado muitos casos de ciganos que deixam suas tribos, porque, apaixonados por outras pessoas, acabam fugindo para concretizar seu amor. Um amor que, numa noite de lua cheia, ao redor de uma fogueira, foi jurado da seguinte forma: a mulher tece um anel com fios de seus cabelos. O homem fez o mesmo. Os anéis são banhados com vinho e depois seguros com a mão direita. O homem coloca o anel no dedo anular da mulher e ela fez o mesmo com ele. Beijam-se e juram amor eterno. Nada mais conseguirá separá-los a partir de então, pois custe o que custar, acabarão juntos para cumprir o juramento.                                                                           PARA CHAMAR A ATENÇÃO DE ALGUÉM O flerte é uma prática comum em qualquer cultura, pois antecede ao namoro, que também é uma situação normal. Para um casal de ciganos, porém, na idade de se apaixonar, isso pode não ser tão simples, principalmente se já estiverem prometidos para outras pessoas, dentro do espírito que norteia os casamentos ciganos. Tem se tornado muito comum atualmente que esses compromissos acabem sendo quebrados. Em muitas tribos, eles já nem são mais realizados, o que significa um avanço, mas um abandono da antiga tradição. Quando um casal de ciganos comprometidos se olhavam e se gostavam, costumavam chamar a atenção um do outro entregando-lhe furtivamente um anel ou uma pulseira feita com uma fita colorida, com alguns nós. Tanto as cores da fita quanto a quantidade de nós tinham seus objetivos, a saber: Fitas: Fita vermelha: Estou apaixonado(a). Fita verde: Você me encantou. Fita azul: Meu amor só aumenta. Fita laranja: Meu coração é todo seu. Nós: Um nó: Quero conhecê-lo melhor. Dois nós: Quero me encontrar com você. Três nós: Quero me dar a você. Quatro nós: Quero ter você. Cinco nós: Não posso mais esperar. Seis nós: Estou louco(a) de amor. Sete nós: Fujamos! Dessa prática antiga restou hoje o hábito dos namorados trocarem pulseiras nas cores e com o número nós que melhor interpreta seus anseios. Segundo os mais jovens, a troca de anéis ou pulseiras dá muita sorte aos enamorados, que sempre acabam ficando juntos.                                                                                  PARA PROTEÇÃO CONTRA O MAL Anéis devidamente preparados foram e são também utilizados como poderosos amuletos para afastar o mal, representado pelos maus espíritos, maus fluídos, mau agouro e outros agentes causadores de males e desgraças em geral. Para isso, era preparado um pequeno ritual, numa noite de Lua Cheia, junto a uma fogueira. Um anel de ouro ou de prata era deixado dentro de uma caneca de cobre ou  bronze, contendo vinho. A caneca era posta junto ao fogo, até que o vinho fervesse. Quando isso acontecia, seu conteúdo era derramado sobre um lenço para se retirar o anel. Ainda quente, mas não a ponto de provocar queimaduras, o anel era posto no dedo indicador da mão direita para proteger seu proprietário contra as moléstias e outras manifestações sobrenaturais voltadas para o mal.                                                                                 PARA NEUTRALIZAR UM INIMIGO  Os ciganos evitavam se envolver em guerras ou lutas, mas isso não os poupava de ter seus inimigos. Essas pendências eram por demais complicadas para eles, pois como viajantes de passagem por um local, eram sempre olhados com reservas e perseguidos, no caso de se envolverem com qualquer habitante do local. Usavam, portanto, artes mágicas para neutralizar um inimigo, conseguindo assim tempo para se afastar dali e escapar aos problemas que, certamente, adviriam de qualquer reação. O mago da tribo, a pedido do cigano, fazia um boneca e nele incorporava alguma coisa do inimigo em questão: um fio de cabelo, um pedaço da sua roupa ou a poeira do chão onde ele havia pisado. Após isso, um cordão feito de couro, imitando um laço, prendia esse boneco, imobilizando-o como um laço de verdade faria com um ser humano normal.                                                                   PARA DEMONSTRAR ADMIRAÇÃO A UM HOMEM Além dos círculos coloridos com nós, as ciganas tinham outras formas sutis de demonstrar sua admiração por um homem. Obtinham a medida do seu dedo anular direito, usando de todo e qualquer artifício a sua disposição, porque o anel a ser dado àquele homem tinha de servir perfeitamente e ser sob medida. Feito isso, mandavam fazer um anel de ferro, com uma chapa que continha uma inscrição. O anel indicava sua admiração, mas a inscrição tinha o seguinte significado atrevido, com poder mágico: Rosa: quero o seu amor. Cravo: quero conhecer sua força. Trevo de quatro folhas: quero sentir sua masculinidade. Observação: Um homem pode mandar um anel de ferro para uma mulher, com uma inscrição mais ou menos com o mesmo significado. Ao recebê-lo, a mulher pode guardá-lo, sem dar resposta, devolvê-lo, significando que recusa a atenção do homem ou, finalmente, usá-lo no dedo anular da mão esquerda, simbolizando sua submissão e sua aceitação.                                                                             PARA PREPARAR UM ANEL MÁGICO Mistura-se a lenda com a realidade hoje em dia, pois o conhecimento da preparação do famoso anel mágico dos ciganos foi, segundo uns, irremediavelmente perdido durante o período da Segunda Guerra Mundial.  Para outros magos ciganos, no entanto, alguns registros esparsos foram compilados, permitindo-se chegar de novo à velha fórmula do anel mágico, que tinha o poder de ser amuleto para expulsar qualquer malefício e talismã para realizar qualquer sonho ou desejo. Para sua elaboração, era preciso que, de posse de todos os materiais, se esperasse a noite em que a Lua Nova ou a Lua Cheia subisse ao céu, alinhando-se com quatro estrelas, formando ela o centro de uma cruz. Quando isso ocorresse, um punhado de terra e um punhado de vegetação eram apanhados, seguindo-se a linha que descia do pé da cruz até os pés do mago. Era feito um montinho no chão e sobre ele posto uma pedra preciosa da cor do signo da pessoa para quem era destinado o anel. Ao redor espalhava-se gravetos e ateava-se fogo neles. Esperava-se até que eles se apagassem. A pedra era retirada e engastada no anel. Depois de pronto ele era lavado em água corrente e esfregado com pétalas de rosa branca, posto num estojo de madeira e entregue ao seu proprietário, que lhe daria o uso que desejasse.                                                                                  PARA ENFEITIÇAR UM HOMEM Diversos são os encantamentos preparados pelas ciganas para encantar um homem e deixá-lo a sua mercê. Um dos mais freqüentes ainda hoje é o do anel perfumado, muito simples e fácil de ser feito. Numa sexta-feira de Lua Cheia, a mulher deve tomar um banho de corpo inteiro, usando apenas um anel de ouro com uma pedra vermelha. Após o banho, perfumar apenas o local do dedo sob a pedra do anel. Ir ao encontro do homem que deseja enfeitiçar e, usando de algum subterfúgio, fazer com que ele cheire a pedra do anel. Feito isso estará preso a ela, até o próximo período da Lua Cheia, quando a simpatia deverá ser repetida ou feita com outro, a critério da cigana.                                                                                 PARA COMBATER MAU OLHADO  Por sua beleza misteriosa e seus encantos já lendários, as ciganas não são olhadas com muita admiração pelas mulheres dos "gadjos", principalmente se ameaçam seduzirlhes seus homens. A inveja e o mau olhado são temidos pelas ciganas que usam de um amuleto muito eficaz para mantê-los longe delas. Um anel de bronze ou cobre, com um olho aberto gravado numa chapa oval. Toda primeira noite da Lua Minguante elas usam limpar esse anel, esfregando pimenta moída e sal, depois lavando em água corrente. Observação: Por outro lado, há um tipo de anel também usado com freqüência pelas ciganos, principalmente as mais bonitas e temperamentais, que além de um olho aberto traz também uma boca de lobo igualmente aberta. O objetivo desse anel é rebater o mau olhado, devolvendo o mau olhado com sua força aumentada pelo poder das presas do lobo.  SORTE  Muita gente ainda acredita que, entre os ciganos, apenas a quiromancia e a cartomancia são estudadas e praticadas como artes divinatórias para "ler a sorte" das pessoas. Na realidade, o que se faz é desvendar o passado, o presente e o futuro através desses dois processos. Quanto à sorte, há práticas especiais, já que os ciganos acreditam que a sorte seja uma personificação, assim como um misto de anjo e demônio, que pode ser atraído com o atrativo correto. Para isso, utilizam o poder as jóias, já conhecido e praticado a milênios, desde a Índia, passando pelo Egito e pela Pérsia, onde esses encantamentos atingiram seu mais alto grau de desenvolvimento, com magos que até hoje não foram superados e que fixaram todos os princípios desse conhecimento. Além disso, os ciganos sabem como ninguém interpretar sinais particulares que indicam ou não a presença da sorte ou que atraem o azar, da mesma forma como, através de seus segredos, sabem calcular os dias de sorte e os de azar de uma pessoa, combinando uma série de elementos. Atrair ou não a sorte é uma questão de força e de usar o encantamento correto. Nesses que apresentamos agora, há a força de milênios de práticas e conhecimentos.  PARA TER UMA PEDRA DA SORTE Qualquer tratado de magia ou de simpatia irá recomendar a utilização de uma pedra do signo como talismã para a atrair a sorte, contrariando um princípio defendido pelos ciganos há séculos. Segundo eles, os alquimistas comprovaram essa verdade. Para ter um precioso talismã da sorte é necessário encontrar uma pedra de luminosidade faiscante, como a safira estrela, a opala, a senelite ou o olho de gato. Para os antigos egípcios, de onde os ciganos trouxeram essa prática, o brilho faiscante indica a presença de um espírito de luz que tem o especial poder de atrair a sorte.  PARA EVITAR UMA PEDRA-FEITIÇO DE AZAR  Entre as pedras que mais facilmente podem ser impregnada com feitiços e malefícios de toda sorte está o quartzo, que também tem uma luminosidade que pode atrair e confundir. Na realidade, ela contém um espírito negativo, que expulsa a sorte e atrai o azar de maneira fulminante, bastando tocá-la. Assim, mesmo que você não perceba, uma pessoa pode passar-lhe um feitiço a qualquer momento. Para evitar todo o malefício de uma pedra-feitiço, fique atento(a) a esses três sintomas: dor de cabeça, dor nos ombros e dor nos pés. Se eles surgirem inesperadamente, sem Página  que você tenha caminhado ou se cansado por alguma razão, corra para o chuveiro e coloque um punhado de sal grosso na cabeça. Ligue a água e deixe que ela escorra por todo o seu corpo até se dissolver ou remover totalmente o sal. PARA SORTE NO AMOR  A senelite ainda hoje é considerada a pedra de sorte do amor, da mesma forma como o era há alguns milênios. Os amantes costumavam se presentear com elas, obedecendo um curioso, mas simbolicamente significativo e mágico ritual. Antes de mais nada, a pedra era lavada e escovada com uma escova de cerdas naturais, depois posta para secar ao sol, sobre um pano amarelo, feito com fibras naturais, como o linho e a seda. Depois de alguns minutos, o suficiente para secar a pedra e o tecido, a pedra era embrulhada nesse pano amarelo e guardada. Na terceira noite da Lua Cheia, sem tocá-la com a mão, a pedra era posta na boca, que deveria permanecer fechada por alguns instantes, enquanto a pessoa olhava fixamente a lua. Após isso, a pedra era devolvida ao pano amarelo, embrulhada de novo, posta num estojo de madeira e presenteada à(ao) amante. PARA AZAR PROVOCADO POR BRUXARIA Muita gente acredita hoje que não existem mais bruxas, como aquelas más que aparecem freqüentemente nos contos-de- fada. No entanto, essa prática continua mais viva do que nunca, tendo ressurgido a partir do começo deste século, principalmente na Escócia, Inglaterra, Irlanda e Alemanha. Esses bruxos e bruxas atuais estão divididos entre os que praticam a Magia Branca e a Magia Negra. Para se ter uma idéia, inúmeros grimórios, livros de magia negra escritos de próprio punho pelos seus praticantes, têm surgido e sido copiados. Como nunca se sabe de onde virá o ataque, é bom se prevenir contra esse tipo de azar, usando constantemente uma jóia com uma safira-estrela engastada. A safira-estrela tem esse nome porque, aproximada de uma fonte de luz, forma em seu interior uma estrela com seis pontas. Observação: Muitos amuletos e talismãs mágicos costumam ter, num local de destaque, o desenho de uma estrela de seis pontas, justamente pelo simbolismo associado à safira-estrela e seu poder de afugentar o azar e os malefícios de toda sorte. PARA BOA SORTE NUMA VIAGEM Na Europa, desde os tempos antigos, se alguém sai em viagem e uma pega (ave parecida com o corvo) lhe cruza o caminho, deve-se fazer imediatamente o sinal da cruz para que a viagem seja bem sucedida. No Brasil vimos diversas variações dessa simpatia, desde a passagem de um gato preto quanto ao fato de ver um urubu no céu. Em todos os casos, o sinal da cruz deve ser feito imediatamente. PARA AFASTAR O AZAR Os highlanders da Escócia, que recentemente tiveram muita notoriedade em razão de uma série de filmes sobre eles, tinham o hábito de espantar o azar dando uma volta pela direita antes de fazer alguma coisa. Para se sentar à mesa, escolhiam um assento, depois davam uma volta na mesa, indo pela direita, até chegar à cadeira escolhida. Para enterrar um defunto, davam com ele uma volta ao redor da sepultura, antes de pô-lo lá dentro. Se chegavam a um poço, antes de beber faziam o mesmo.